Jornalzinho "O Voluntário"

 

Nº 14 Noticiário Quinzenal do III/2ºRI

Rafah - Egito, 25 de agosto de 1962

 

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MINISTRO DA GUERRA SAÚDA - BTL.SUEZ

      O Ministro da Guerra, General NELSON DE MELLO, enviou ao III/2ºRI ( Btl.Suez ), via rádio, a mensagem que abaixo transcrevemos:            "Meus camaradas, oficiais e praças do III Batalhão do 2ºRI.. Ao assumir a Pasta da Guerra volto meu pensamento pra os soldados do Brasil que, nas areias do longínquo Oriente- Médio, sem cessar, dia e noite, se dedicam à vigilância da Paz.       Com minhas saudações, trago aqui, neste momento, aos camaradas do heróico Batalhão Suez, uma mensagem de confiança e de amizade de seus companheiros do Exército e uma radiosa lembrança da Pátria, cheia de sentimentos, de civismo e de saudade.      Como Ministro da Guerra, orgulho-me desse aguerrido Batalhão que, integrando as Forças de Emergência das Nações Unidas, com tanto brilho e dignidade, vem representando o Brasil nessa Organização Internacional.      Tenho a certeza de que, no futuro, como no passado, nossos soldados saberão corresponder à confiança que todos nós neles depositamos.      Concito-vos, meus camaradas, a que, aí no estrangeiro, onde gloriosas tradições de Caxias, espelho redivivo de todas as grandes virtudes militares.      Nas agruras do serviço de vigilância, nos postos ou nas patrulhas, no trabalho diuturno do acantonamento, na dureza da instrução  e das disputas esportivas, nos momentos amenos de folga ou de passeio, em todas as vossas atividades enfim, tendes obrigação de superar-vos apresentando-vos como soldados de elite que sois, para assim elevar bem alto o conceito do Exército Nacional e dignificar a gloriosa tradição militar do nosso querido Brasil.      Camaradas do Batalhão Suez!  Lembrai-vos com orgulho da terra onde nascestes.          Sede disciplinado, dignos e capazes". (Transcrito do Noticiário do Exército nº 1238 de 4 Ago 62 ).

 
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 O SOLDADO DO BRASIL -     ( Cônego J.J.DOURADO )

       "O Exército é a trincheira impenetrável do heroísmo:... e as reivindicações pacífica expandem-se legalmente à sombra de sua imparcialidade tutelar ".  (Rui Barbosa)  Os que servimos no Batalhão Suez, como cognominaram o nosso Batalhão, no Brasil, recebemos a cada passo, em trechos de cartas que nos vêm de amigos e de parentes, frases que merecem ser meditadas com especial atenção.      "Vocês pertencem às Forças que sustentam o mundo".  "Quanto daríamos pra participar dessa glória!"  "Como deve encher-se de orgulho o coração dos que estendem os braços, impedindo choques fatais!"  "Nós os que estamos na Pátria aplaudimos essa atitude transcendente dos soldados do Brasil".      Um ex-combatente escreveu ao filho: " Que singular contraste, meu filho. Seu pai serviu à Pátria em tempo de guerra; você a está servindo para que se consolide a paz".      Estas, as vozes que nos chegam daqueles que nos estimam ou que têm nas veias sangue do nosso sangue.      Na insistência  com que nos são transmitidas, essas mensagens lembram que seria injúria não pequena da nossa parte o esquecer a missão que aqui nos trouxe .      Com efeito, o" Batalhão Suez" é como um pedaço verde-amarelo do Brasil estendido entre dois continentes.      Se nossa dextra delimita as regiões da África, a esquerda desdobra-se em direção da Ásia.     Quando as crianças beduínas correm até a estrada, para nos saldarem  com gestos de espontânea alegria, parecem que adivinham , na singeleza da sua inocência, o exato sentido do nosso dever. Dir-se-ia que escrevem , na areia do deserto, com seus passos miúdos, o poema da gratidão.      "Quando eles surgiram, os canhões fecharam as bocas ígneas..."      No dia do soldado, cresce em nosso coração o desejo de exaltar sempre, onde quer que estejamos, o Brasil, por que juramos morrer. É nosso compromisso jamais desmerecer a confiança que em nós depositou a Pátria, fazendo-nos seus representantes, como tropa das Nações Unidas, na preservação da paz no Oriente Médio, e quiçá no mundo inteiro.

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VENDO...OUVINDO...ANOTANDO...

      Sd. . PALÚ, destacado no Q.G de Gaza, no "Vitory Schopp" apresentando um dos integrantes do "Show" brasileiro que nos visitou na semana finda.     - Este aqui é o "sanfoneiro" Orlando Silveira.      Não rebaixe tanto assim lo nosso "cobra" artista !!!

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POEMA MODERNO   - O MELO E A MALA

      O MELO tinha uma MALA,     A MALA era do MELO,    Más o MELO foi AMÁ-LA,  O MELO perdeu a MALA.

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  CONHEÇA NOSSO VIZINHOS - ( Colaboração de J.J..Dourado )

      CANADÁ

      A população do Canadá é apenas de 18 milhões de habitantes, menos do que a do Brasil, estimada já perto de 70 milhões. A capital - OTTAWA - tem mais ou menos a população atual de Brasília. Toronto, a cidade mais populosa, tem somente 1.500.000 habitantes.       "A bandeira do Canadá é vermelha com escudo de armas do país ao centro; na quarta parte superior, junto à base, vai a bandeira britânica, com as cruzes de São Jorge, Santo André, e São Patrício superpostas em branco e vermelho". ( Vide Almanaque de Seleções ).      A população do Canadá é, na sua origem, 48% inglesa e 30% francesa, o restante, de outras raças: esquimós, indiana, asiática e negra. Os índios e esquimós do Canadá somam 175.000 indivíduos.     A agricultura, a pecuária, a mineração, a indústria e o comércio colocam o Canadá entre os países de merecido relevo entre as demais nações.     Há Liberdade religiosa, sendo 8.000.300 católicos e 5.000.000 de protestantes, divididos entre anglicanos e presbiterianos. Há 230.000 judeus.      A educação primária é obrigatória desde os 7 até os l4, l5 e l6 anos. Exemplo que devíamos seguir.  Obrigue-se, no Brasil , o primário a toda a criança, gastando-se menos com as Universidades, focos de propaganda política e fábricas de anéis. O índice de analfabetismo é de 3% apenas.

     HISTÓRIA 

     Henrique IV da França recebeu a incumbência de fundar uma colônia no Canadá. Em 1608 foi fundada a cidade de Quebec. Em 1713 a França cedeu à Inglaterra parte de seu território. Em 1759 os ingleses ocuparam Quebec, tendo a França reconhecido em 1763 o domínio britânico no Canadá.      No Canadá, comemora-se com ruidosas festas populares o aniversário da Rainha da Inglaterra. Teoricamente, o Rei é a suprema autoridade, mas, em verdade, o Conselho de Ministros, encabeçado pelo Primeiro-Ministro é que o exerce exclusivamente.      O soldado canadense forma ao lado do soldado brasileiro pela segunda vez      Em 1944 ambos lutaram contra o nazismo. Agora, somam esforços no Oriente-Médio, para que se consolide a paz entre as nações.     Ressalte-se-lhe a dedicação ao trabalho, a consciência profissional e o elevado espírito de responsabilidade. 

 
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UM PÔR DE SOL DIFERENTE

         Perambulo pelos pátios do Batalhão após a janta, e, de repente, acalentando uma grande saudade, extasio-me a contemplar o ocaso do astro rei.     O sol desce lentamente por sobre as águas do Mediterrâneo, enquanto os pardais começam a sua lufa-lufa à procura da pousada nos eucaliptos.     Brigam, aos pipilos, parecendo chorar, na disputa de um lugar melhor para o descanso da noite.     É triste um fim de tarde, assim distante da família. Tudo se torna monótono, terra-terra e a própria natureza perde o primor de sua poesia.     Lavradores nativos largam suas plantações e voltam às suas tendas; passa lento, no seu clac-clac barulhento, o trem que procede do Cairo; um burrico zurra, dando, segundo uns, as horas , de 15 em 15 minutos. Por curiosidade, já tentei acompanhar esses animais, no seu zurro, olhando o relógio. Se não acertam esse intervalo de minutos, pelo menos aproximam o tempo e dão uma idéia mais ou menos exata. Diz o povo árabe que o jumento é relógio do beduíno.    Apesar do calor que nos sufoca durante o dia, passeia de noite, pelos acantonamentos, uma brisa acariciante. Más a maior saudade procede dos pardais. Lembram-nos, de perto, os canarinhos de Nova Trento, cidade do interior catarinense.     Depois do banho da tarde, meus irmãos e eu, penteados e de roupa limpa, ficávamos à soleira da porta a ver os canários da terra que vinham da roça e pousavam no alto das laranjeiras e bergamoteiras. Começava então uma interessante balbúrdia nas árvores. Quando adormeciam, quietos, já noite velha, acendíamos fachos de bambus e cercávamos de supetão o local do pouso os canários.     Surpreendidos em pleno sono, pela luz forte, deixavam-se apanhar facilmente. Isto nos equivalia um bom petisco para o dia seguinte.     Os amarelos, mais bonitos - que tinham valor comercial - eram engaiolados e vendidos.     Más acabamos esta crônica, antes que se acabe a paciência do leitor, que o sol já se escondeu no horizonte, e muito pouco dele falamos.     Que nos perdoe o sol.

 
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B R A Z I L I A N      B O Y S

    Eles são conhecidos em toda Faixa de Gaza, Tocaram também fora da Faixa, em Ismaelia e no Cairo,  e são aguardados em Beirute para a última apresentação no Oriente Médio.

    Para os que não sabem como surgiu o jaz do Batalhão, então Ten Cel SOTER, para organizar um conjunto musical, a exemplo dos existentes em épocas anteriores. Reuniu em sua Cia., a 7ª., vários elementos de boa vontade e iniciou um árduo trabalho: transformar a boa vontade em música.

    Contava com um elemento que, embora amador, possuía já experiência:  o Sgt NILO. Ás notas plangentes da guitarra do NILO, juntou o compasso dos ritmistas  da bateria, cabaça, reco-reco, contra-baixo e chocalho. Transformou um desafinado tocador de trombone em razoável saxofonista: o Sd. REIS. Estava formado o conjunto.  A pequena orquestra , porém, atingiu o seu ponto alto pela inclusão do piston do IVAN, nosso já famoso "papagaio", o violão e a voz do ALVARENGA, o "canarinho" da Malaguenha e, ultimamente, o saxtenor do COELHO.

    O maior atestado de sucesso dos Brazilian Boys é a coleção de troféus que cada possui recebidos dos Batalhões e Clubes onde tocaram. Não raro tivemos de responder cartas, solicitando o jaz, com o tradicional  "sorry" , pois já havia outro compromisso marcado.   

    Muitos fizeram esses alegres rapazes pelo bom nome do Batalhão e pela difusão de nossa música.

    Assinalemos um fato que orgulha os Brazilian Boys:  todos são ótimos soldados, não tendo nenhuma punição disciplinar.

    Já que não podemos transportar para o papel  os sons melodiosos de seus instrumentos, vamos ouvir suas palavras, em resposta a perguntas de curiosos: 

Cap.DARIO - Foi o "maestro"dos jaz e animador dos programas para nossos soldados do PC da Fronteira. 

                        P.:  - Cap. DARIO, que acha de sua experiência como "maestro"?

                        R. - Uma experiência agradável. Lamento seu término e gostaria de repeti-la.

 

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Sgt.. NILO -   O guitarrista, notável improvisador, e capaz de executar tão bem o nosso "brasileirinho" como o "xis-quebab" egípcio. 

                        P.: Sentiu-se bem acompanhado pelos seus ritmistas e demais elementos?

                        R.: Sim, não só na música como na amizade, pois são todos ótimos companheiros.

Sd. TRE -  o "  faz tudo " no ritmo.

                        P.: Como conseguiu acompanhar a música árabe?

                        R.: Tocando, momentaneamente, reco-reco pelas castanholas egípcias. DEpois, indo a todas as "boites" do Cairo.

Sd. IVAN -     o piston mágico.

                        P.: Você, que fica somente com o COELHO e ALVARENGA, acha que o conjunto vai morrer ou vai continuar?

                        R.: Lamento a partida de meus companheiros, mas atenho esperança que outros virão substitui -los . O Bom nome que conseguimos não pode ser perdido pela contingência de rotação.

Sd. RODRIGUES - o "Rodrigão" - conhecido em toda Faixa, além do bongô, também passista, de parceria com o LESSA.    

                        P.: Que mais lhe incomoda durante as atuações?

                        R.: A luz fraca do palco. Ninguém consegue me ver.

        Os Sds. CAMPOS ( Bateria ), FELES ( contra-baixo ), LESSA ( chocalho ), COELHO ( sax ) e ALVARENGA ( violão ) não foram encontrados por nossa reportagem, para as perguntas que tínhamos a fazer.

        Aos que partem " O VOLUNTÁRIO " apresenta as despedidas, com os votos de feliz regresso a Pátria querida. Aos que permanecem o desejo que novos companheiros, tão bons como os que saem, venham substituí-los, permitindo a continuidade do sucesso que não pertence a qualquer pessoa em especial., e sim ao Batalhão Brasileiro na Faixa de Gaza.

 

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SIDON, ATUAL SAÍDA ( Por J.J.Dourado )

        " O corpo do caracol - murex - mole, incolor, transforma-se à luz do sol. Foram encontrados em Tiro e Sidon montanhas imensas de caracóis vazios, o que permite deduzir que era ali o centro da extração de púrpura". Keller.

        Do Castelo do Emir descemos a serra para o mar. A nossa frente, o mesmo panorama: aldeias, pinheirais, pomares, céu azul, céu do Brasil. A cada instante atravessava o interior do carro, de envolta com ligeira brisa, uma refrescante onda de perfumes. Perfumes que subiam das flores que iam ficando à beira da estrada...

        O motorista ligou o rádio. Uma estação de Beirute apresentava um programa exclusivo de musica: canções da Itália, hinos da França e cantigas da Espanha. Se os nossos olhos se perdiam no encanto da paisagem, o coração bebia, através dos ouvidos, a música repousaste do rádio.

        Não demorou muito, e apareceu o mar. Mar de águas verdes adereçadas de espumas. Mar, cuja história nos fora tantas vezes repetida nas aulas do seminário de Santo Antonio , em São Luiz do Maranhão. E o pensamento fugiu para o passado.... As naus fenícias povoaram, abarrotadas de bronze, de granito e de papiro do Egito, estas águas, este mar. Remadores escravos, de pés acorrentados, curvavam-se. suarentos, às exigências  do compasso dos remos, ao som cortante do chicote agressivo dos fiscais vigilantes. E, ficamos, caídos para a frente, contemplando o mar...

        FLÁVIO JOSEPHUS, historiador que todos conhecem e citam, acha que "Sidon" fora o nome do filho de Can. Outros consideram "Sidon" uma antiga palavra semítica que significava "cabana ", em vista do número de barracas de pescadores ali existentes. Sidon , como sua irmã Tiro, é uma das mais antigas cidades da Fenícia e quiçá do mundo.

        Os egípcios a dominaram por muitos tempo. Os assírios a conquistaram por volta de 840 A.C. Teve, mais tarde, o mesmo destino das cidades fenícias: caiu em poder dos persas. Foi seu rei então, por efeito de herança, o Grande Senhor do Império dos Persas. Em 333 A.C., Alexandre Magno, o vencedor de Tiro, conquistou-a por sua vez. Os seleúcidas, os romanos, e os senhores de Bizâncio. a tiveram sob poderosas mãos em sucessivas épocas. Mas, Saladino, que vencera os Cruzados em Acre, conquistou-a em 1182.

       Os monumentos mais dignos de visita em Sidon são, a nosso ver, o Castelo do Mar, construído pelo Cruzados e o Castelo de São Luiz, Rei de França. As ruínas do Castelo do Mar dominam sobranceiras, a entrada do porto. Seus paredões então levantados sobre gigantescas pedras de rija espessura. Encravadas nelas, em posição horizontal, colunas de granitos impedem que os ventos do mar ou o refrão das ondas destruam-lhes os alicerces seculares. Em cima, alarga-se um grande terraço com viseira para a entrada do porto. No pavilhão interno, em baixo, o guia levou-nos a um pequeno museu do Castelo. Estavam ali, em exposição, muitas das pedras que eram lançadas, nas horas de combate,, das célebres fundas, pelo braço vigoroso dos combatentes.  Vimos no mesmo local, lavradores na face de vetustíssima laje uma cruz-emblema do tempo dos Cruzados,  Mais adiante, ficamos parados a ver enormes pedaços de madeira, 
longos e negros, que os arqueólogos asseguram terem pertencido às naves fenícias. Sobre elas uma infinidade de objetos: moedas fenícias, jarros europeus e signos muçulmanos. A saída do Castelo, à direita, a prisão imperial, tenebrosa, fria e lúgubre, como todas as prisões daqueles tempo.  Dali o automóvel nos transportou ao Castelo de São Luiz, Rei de França, que fica na parte velha da cidade. Nele residiu São Luiz, de l250 a 1254. Ainda restam os escombros da capela onde o Santo ouvia missa e se recomendava a Deus, o pensamento fixo na cidade de Jerusalém, capital de seu reino, em terras do Oriente,  Pedras superpostas, paredes corroídas, colunas quebradas, eis o que ainda aresta da real cada. Tocamos as paredes com mãos tremulas. Ali vivera um Santo. 

        O mar refulgia longe... Perto do Castelo, um mercado de frutas regionais pêras, maças, uvas, pêssegos melancias e melões. Deliciosas frutas do Líbano... 

 
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         C   I   A   S.       D   E       F   R   O   N    T    E    I    R    A

        Quando nos despedimos da fronteira, dizemos assim, deixando atrás uma longa saudade:

        - Voltarei aqui muitas vezes para visitar-te.        

        Só hoje, dia 17 de agosto, fomos visitar os "fazendeiros", como são chamados os habitantes da 7ª e 9ª Cias. de Fronteira. 

        São de fato fazendolas, assemelhadas a acampamentos agrícolas, com duas casinhas brancas, uma caixa d' água se destacando no horizonte azul deste céu sempre anilado, uma que outra viatura espalhada e fortes  cercas de arame farpado para melhor guardar seus moradores.

        O homem tem por sua natureza toda especial, aliada a uma grande dose de vaidade - essência do progresso da humanidade - o desejo de melhorar o ambiente onde vive, cercar-se de conforto e de todos os meios materiais que completam um pouco a nossa vida, quase sempre recheada de problemas, os mais variados.

        Os primeiros homens que do Brasil vieram para esta faixa de terra, podemos considerá-los nômades, porque hoje habitavam um acampamento, amanhã já não tinham pouso certo.

        Encontramos ainda, na 9ª Cia, quando aqui chegamos, velhuscas barracas de lona.  E dia a dia, é tendência forte da UNEF melhorar as instalações dos seus componentes.

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    Hoje o PC ( 2º Pelotão ) da 9ªCia., tem outro aspecto. Um belo portão dá entrada ao acantonamento, chamado pelos moradores de "Portão de Herodes", a imitação dos existentes na muralha de Jerusalém. Uma garagem abriga melhor os veículos da poeira, inimiga acérrima nesta região. O visitante, porém, ao entrar no portão, é logo atraído para a Praça Brasília, encimada  com motivos da nova capital brasileira. Uma praça bem cuidada, severamente limpa, sendo o cartão de visita da Companhia.

        Outros aperfeiçoarão ainda a obra deixada, e o tempo será a grande testemunha desse evento.

        Parece-me uma classe a parte essa da fronteira. Sente-se que há entre os componentes das duas Cias., de Fronteira, uma amizade sincera, uma vontade de melhorar e cada um dá de si o máximo.

        E se há na 9ª Cia. a Praça Brasília e um grande campo de esportes a destacar, não podemos deixar de mencionar na 7ª Cia., a cerca de arame farpado que é um desafio à perícia do melhor saltador de cercas...

        Foi a experiência do Sgt. ARRUDA (  como bom fazendeiro que já foi e voltará a ser, creio eu ),  o responsável por essa segurança do PC da 7ª Cia. e seus pelotões destacados.

        Más não é só de cercas e praças que vivem as duas subunidades de fronteira.

        Possuem, tais Cias., elementos vários de variadas correntes de pensamento, características e habilidades.

        Enquanto o 2º Pelotão (PC) DA 9ª Cia. possui um Sd. ARMANDO, exímio dançarino de "twist", que alcançou sucesso nos "shows" dos Brazilian Boys, cujo "twist" foi aprendido numa academia em Beirute, o 3º Pelotão da mesma Cia., possui os Sd. ARNOLDO KLUG e CHAIM,   "amarradores de mixaria" que para tomar um "Sevenap", consultam-se entre si, se vale a pena ou não... gastar 3 piastras.

       Mas contam também que o Sd. ALBINO CIPRIANI  ainda não saiu do Pelotão...nem para Rafah City. Precisa sair, seu CIPRIANI,  ver as garotas por aí...

        Tem seu valor moral os homens destacados na fronteira. Onde o jeep chora para vencer o lençol de poeira que cobre toda a ADL, os infantes percorrem esse trecho das 18 às 06 horas, diariamente, na patrulha noturna.    

        Ouçamos, ainda, a opinião exclusiva de conhecido craque de nosso futebol, para finalizar nossa reportagem.

        P.: Walter Schmell, qual sua maior emoção vivida no decurso da missão Suez?

        R.: A minha mais forte emoção, foi quando, no ano passado, sagrei-me campeão de futebol pelo campeonato da UNEF.

        P.: Comenta-se em toda a faixa que você foi o maior jogador de futebol da temporada passada. Você concorda com essa opinião?

        R.: Uns dizem que atuei bem. Outros apontam-me falhas. Eu, por exemplo acho que me faltou bons esteios para o ataque;  os treinamentos deveriam ser começados muitos antes de começar o campeonato, para que haja um melhor conhecimento dos jogadores entre si e melhor entrosamentos nas malícias do jogo.

        P.: Como imaginava o Batalhão antes de conhecê-lo?

        R.: Bem pior do que o encontrei. Tinha uma concepção completamente falha sobre as acomodações, instalações, comida e ambiente. Estranhei quando vi alvenaria abrigando-nos das intempéries. Isto já é uma cidade brasileira.

        E deixando a fronteira, de volta ao Batalhão, já encontramos uma patrulha em direção à ADL, acompanhada dos fiéis cachorros.

 
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  A    N    I    V    E    R    S    Á    R    I    O    S  

        Parabéns aos companheiros que aniversariam na primeira quinzena do mês entrante. Nós, que partimos, desejamos aos que ficam, boas comemorações nesse dia tão carinhosamente lembrado e que sejam felizes acima de tudo

        Dia  2 - Sd. MACHADO.                  

        Dia  3 - Cap, CERQUEIRA LIMA e   Sd. ARI JOSÉ DA SILVA.         

         Dia  4 - Sd. MALHEIROS.                

        Dia  6 - Sd. JUNIOR.

        Dia  7 - Sgt. AZEVEDO,  Sd. ANTONELLO  

        Dia  8 - Sgt. NEWTON,  Sd. BRUNO

        Dia  9 - Sd. OLIVEIRA.

        Dia 10 - Sd. MANOEL F.DA SILVA

        Dia 14 - Cb. SERGIO                                                                            

        Dia 15 - Sd. EDSON PAIVA.

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           R   O   T   A   Ç   à  O

        Por uma feliz coincidência, teremos a nossa rotação semestral paralela à data que o Brasil dedica ao maior de seus generais: LUIZ ALVES DE LIMA E SILVA - Duque de Caxias.

        Ao mesmo tempo que novo grupo aqui chega, cheio de entusiasmo, outro retempera seu ânimo para a segunda parte da missão e outro deixa a faixa de Gaza com a maior satisfação que pode ter um soldado: O dever cumprido.

        Ao mesmo tempo que homenageamos o paradigma das virtudes militares no Brasil, o chefe que nunca foi vencido; que tinha, além da visão militar das operações. a compreensão da alma humana; que era implacável ante o inimigo feroz e humano ante seus soldados; que fez sempre apanágio da modéstia, numa alta compreensão da temporariedade da vida  terrestre, desejando ser conduzido na hora de sua morte por seis soldados; a esse tempo uns fazem análise de sua missão e outros fazem votos de se aproximar das excelsas virtudes de Duque de Caxias.

        Rotação. Recordação. È a lei da vida. Uns dando lugar a outros, procurando sempre aperfeiçoar o trabalho encontrado.

        ONZE contingentes com o atual, chegam ao nosso querido Batalhão Suez. Este Batalhão, portanto, tem passado, vive o presente e trabalha por um futuro cada vez melhor. Não pertence a grupos temporários. Tem vida mais perene que as efêmeras passagens de contingentes. É uma Instituição que veneramos.

        Vós que partis,(  NONO contingente - Cariocas ) levai a satisfação de ter pertencido a tão elevada organização e venerai o nome para o qual contribuístes com vosso esforço, vosso trabalho diário.

         Vós que permaneceis na árdua tarefa da manutenção da paz, lembrai-vos que ainda temos de trabalhar com afinco para manter as tradições recebidas.

        Vós que chegais, olhai pra o passado, primeiro para o General  nosso patrono, como exemplo e mais para perto, para as tradições  que vos serão legadas e prometei solenemente tudo fazer para que a rotação tenha o sentido positivo da renovação: a busca do aperfeiçoamento.

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NOVO 'MENU' DA NOVA GUINÉ

            - Diariamente:

               Costeletas de brasileiros ao molho pardo!. 

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LEIA E DIFUNDA  " O VOLUNTÁRIO

 
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S E I S   A N O S   D E   E S P O R T E S   N O   B A T A L H Ã O   S U E Z

        O brasileiros se destaca muito, por onde quer que passe, pelo seu entusiasmo de vida, seu calor de sangue latino e amador, quase agressivo, de certos esportes violentos, como o futebol.

        Poder-se-ia imaginar um Batalhão de homens sem o futebol, basquete e voleibol? Mormente se esse Batalhão é composto de brasileiros.

        Falemos, então, um pouco sobre a atuação do nosso Batalhão, no campo esportivo, através de sua curta, porém, já gloriosa carreira.

        A UNEF, além dos passeios a cidades famosas (leaves), programa semestralmente, para seus membros, campeonatos dentro dos mais variados esportes. 

        Nessas jornadas esportivas, a exemplo de um campeonato mundial, diz se que o Brasil irá jogar com a Índia e não Batalhão Brasileiro versus Batalhão Indiano. Troca-se o espírito de corpo pelo espírito do mais alto patriotismo de ser brasileiro.

        Dos esportes que praticamos, conhecidos no Brasil, como futebol, voleibol, basquetebol, tênis, ping-pong e natação, temos sempre colhido louros brilhantes nas nossas atuações.

        Se fizermos um retrospecto desde a criação do Btl. Suez, veremos que já no primeiro ano de nossa estada aqui, fomos vice-campeões no futebol e campeões invictos no voleibol e basquetebol.

        Nas olimpíadas de 1957, tiramos o primeiro lugar em 100 metros rasos, segundo lugar em 200 metros rasos e terceiro no lançamento do disco. 

        Mas vejamos em l958: em junho as equipes de voleibol e basquetebol  sagraram campeãs, conquistando, assim o "BI" da UNEF.;  a 24 de outubro, "Dia das Nações Unidas", tomando parte no programa esportivo da UNEF., o Brasil sagrou-se campeão no Decatlo. O maior escore no placar de futebol foi entre o Brasil e Índia, em que nossas cores venceram de 20 X 00.

        Em 1959, tomamos parte também, no campeonato de natação, conquistando o vice campeonato.

 

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   Em 1960, o Brasil sagra-se campeão de futebol, na partida disputada contra os Suecos. Nota-se porém, que a Yugoslávia foi sempre um temido adversário para o Brasil, no setor de futebol. Quando essa não chegava a ser campeã, tomava parte nas finais e dava trabalho ao favorito. Ainda no mesmo ano de 1960, superando a performance do ano anterior, vencemos o campeonato de natação, arrebatando sete das nove provas disputadas.

        No final de 1960, o Brasil classificou-se em segundo lugar em tênis de mesa ( Ping-pong ) em duplas e quarto lugar em individual. Já em setembro, somos novamente campeões de voleibol e basquetebol e vice-campões em futebol.

        Em 1961, enquanto conquistamos o primeiro lugar no basquetebol, ficamos em terceiro no futebol e voleibol. Isto quanto ao primeiro semestre, porque no segundo mudamos muito, mormente com relação ao futebol, pois nos sagramos campeões, depois de dura contenda com a Yugoslávia. Vibramos quando a nossa Bandeira, carregada pelos jogadores campeões, correu a volta olímpica no estádio de Gaza, aplaudida pela massa humana que afluíra aquele campo de esportes.

        No corrente ano ( 1962 ), pelo campeonato de futebol não fomos muito felizes, colocando-nosem terceiro lugar. Lutamos e lutamos bem, mas o adversário lutou melhor... Desforramos, porém, conquistando, invictos, os campeonatos de basquete e voleibol.

        O Brasil só não toma parte no hand-ball , base-ball e outros jogos pouco conhecidos para nós. Atualmente nos representa no tênis, pelo campeonato da UNEF, o Sargento MOACIR.Que tenha boa sorte!

        Muitos dos que já passaram por aqui levaram medalhas conquistadas no campo esportivo e muitos ainda as levarão, deixando como testemunha viva de seus esforços, a galeria de taças e troféus - mais de trinta - no cassino dos oficiais.

        Estamos bem representados no esporte; prossigamos assim !. 

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            A   T   É       L   O   G   O    ( por  Ten. PEREIRA )

        Volto, Batalhão, ao seio da terra que te gerou e a mim também; sou teu irmão.

        Permaneces aqui, como o filho desgarrado que ainda não pode regressar à casa paterna. Atento estás e ansioso, em atender ao chamado do pai distante; mas és bom filho e cumpres à risca o que ele te pediu.

        Há os momentos em que, durante 6 anos de ausência , representas com altivez e orgulho a tua Pátria, quer seja nos desfiles, quer seja nos serviços ou nos esportes.

        Mas há também os momentos em que, no silêncio da noite, à luz do luar e das estrelas, procuras o Cruzeiro do Sul, e sabes que não o encontras porque ele está distante, e então interpretando a súplica emotiva do povo de que tu és, uma palavra bem a tua mente, que é intraduzível para o mundo: SAUDADE.

        Parto, irmão. outros ficam e outros chegam; todos te auxiliaram e auxiliarão, somos uma família.

        Neste meu último até logo, faço-te um pedido derradeiro. Continues aqui, representando o teu pai Brasil, mesmo que sofras as agruras das intempéries deste deserto, ou a angústia da saudade, continues, com o mesmo entusiasmo que sempre tiveste, para orgulho de nossa raça.

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F  U  T  E  B  O  L     N A      F  R  O  N  T  E  I  R  A 

 ( Por Sgt.PERELÓ )

PELOTÃO SANTA CATARINA CAMPEÃO DO TORNEIO INTERNO DA 7ª CIA.

        Encerrando o campeonato interno de futebol promovido pela 7ª Cia., defrontaram-se em partida matinal, ontem, no campo do PC desta Cia., as representações, até então, líderes do certame: Pel PARANÁ x Pel SANTA CATARINA, numa partida que estava chamando atenção geral de todos os integrantes da referida subunidade, haja vista a importância da mesma, pois somente a vitória interessava a ambos os lados e quem a obtivesse conquistaria também o título de campeão.

        Movidos por este fatores é que vimos uma espetacular goleada imposta pelo Pel dos "Catarinas" aos "Paranaenses" por 7 x 1, após terem dominado completamente a partida em ambos os períodos. Na etapa inicial, os catarinenses conseguiram fixar 6 x 1 no placar, para no período completar, estabelecerem  os 7 x 1 que lhes garantiu a conquista de maneira brilhante do título de campeões.

        Foi uma Vitória muito justa dos rapazes do Pel do Ten NAGY, haja vista a ótima performance com que se houveram durante todo o transcorrer do prélio, não permitindo jamais que seus antagonistas esboçassem se quer uma reação.

        Por parte dos perdedores temos a lamentar o péssimo índice disciplinar apresentado pela grande maioria, principalmente os elementos considerado "chave" da equipe. Mesmo assim, houve por parte de alguns um grande espírito de luta e cordialidade, o que veio dar mais brilho à vitória dos catarinenses.

        Após a partida realizou-se a cerimônia da entrega das medalhas aos campeões e vice-campeões, tendo o Cap. CERQUEIRA LIMA, cumprimentado os responsáveis por ambas as equipes.

        Vimos assim, ser encerrado com bastante brilhantismo uma disputa que por mais de dois meses polarizou as atenções dos componentes da 7ª Cia., e cujo transcorrer nos serviu muito para ameniza as saudades que sempre sentimos da Pátria. 

        Cabe-nos agora tão somente, apresentar aos bravos elementos do Pel Santa Catarina, os nossos mais efusivos parabéns por tão brilhante conquista, aos quais juntamos os nossos votos de muitas felicidades nos próximos compromissos. Estes são os campeões: RUBENS, RAMINA, RAMOS, BAGNARA, LUCIANO, SIMÕES, WOLF, BUENO, ANTENOR, FLÁVIO, PETRY, GERALDO, WALDEMIRO e CLEMENTE.    Salve, pois, os campeões de futebol da 7ª CIA !.

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E  S  P  O  R  T  E      N  A      F  R  O  N  T  E  I  R  A

        Na oportunidade que se oferece com o regresso do 9º Contingente ao Brasil, a 7º Cia., deseja expressar seu agradecimento aos atletas a ele pertencentes e que compuseram nestes 6 meses o efetivo da "Devoradora de Títulos". Para que recordem e justifiquem o cognome dado à nossa Cia., fazemos aqui uma resenha dos acontecimentos esportivos em que tomamos parte,

        Na seleção de voleibol e basquete, campeãs invictas da UNEF, estivemos representados por 8 atletas; na equipe de tiro do Btl., estiveram presentes nada  menos do que 11 elementos da Cia,; para a equipe de futebol, a Devoradora  contribuiu com 8 atletas; na seleção de ping-pong, representaram a Cia., dois categorizados elementos; para as quadras de tênis, o Btl., enviou apenas um representante e este foi da 7ª Cia.; já nas competições de atletismo, os componentes da equipe foram, quase que na totalidade, elementos da nossa Cia.

        Quanto aos torneios internos do Btl., obtivemos os seguintes resultados: vencemos 2 torneios, 1 de piing-pong, l de futebol de salão, 1 de futebol de campo, 1 de tiro de pistola, 2 de tiro de Mtr. INA, e fomos campeões por equipe em atletismo.

        Escapou-nos apenas um título, de "Bola ao Cesto", e é ainda com o amargar da derrota que escrevemos este comentário. Perdemos o jogo inicial para 8ª Cia., justamente nós que éramos os favoritos, e com essa derrota fomos desclassificados.

        Ao término da partida, um torcedor bairrista comentou: na equipe da 7ª ia., faltou um gaúcho e na 8ª Cia., jogou um gaúcho, por isso perdemos.

        Eis meus amigos o que foram os seis meses de esportes na " Devoradora de Títulos ". Aos que partem, um feliz regresso à Pátria querida e que a paz e a felicidade sejam sempre um constante em vossas vidas.

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        No derradeiro encontro do returno defrontaram-se as equipes do Paraná e Minas Gerais. Os paranaenses eram os favoritos mas a raça e categoria dos mineiros aliada à sua vontade férrea de vencer, acabaram com o favoritismo dos seus adversários e impuseram-lhes o escore de 2 x 0 .

        Não andou bem a equipe do Paraná. Pecou principalmente pela disciplina o que prejudicou bastante sua produção.

        Na Equipe mineira destacamos o arqueiro GIACOMINI com uma grande atuação. ELTON, FERREIRA  e PASSARINHO foram os melhores. ARRUDA, com um tento de grande categoria e MAIA, construiriam  o marcador.

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M U I T O       O B R I G A D O 

        " O VOLUNTÁRIO", agradece, penhorado, à equipe artística, composta do Cb.NELSON GONÇALVES, Sd. MALHEIROS e VEIGA, bem como os Sds. mimeogragfista ALDOMIR e BRADÃO.

        É justo que fique gravado no sentimento de cada leitor, a boa vontade, o zelo e dedicação com que essa equipe de jovens soldados colaborou com o jornal do Batalhão. Quinzenalmente, às sexta-feiras, permaneciam na redação até 4 horas da manhã. Foram sempre leais na colaboração.

        Obrigado, colaboradores que ficam e que continuem a aperfeiçoar a arte do desenho através de " O VOLUNTÁRIO". Aos que partem, ALDOMIR e MALHEIROS, felicidades no Brasil. 

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DESENHO (Mostrando a metade de um truck bedford, sem o diferencial )

   

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============ E X P E D I E N T E============

REDATOR....SGT. LUIZ                  ARTE...CB.GONÇALVES,SDs.: VEIGA e MALHEIROS   

MIMEOGRAFISTA...SD. ALDOMIR

__________NOSSOS REPRESENTANTES:_________

CCS... SGT. HECKE;                           7ª.CIA.... SGT. NETTO;     

8ª.CIA... SD. CARPINI;                       9ª.CIA.... SGT. OLIVEIRA;     

PEL. MNT. TRP.. SGT.IRAPUAN;      1º/9ª CIA....SGT. LÚCIO;    

3º/9ª CIA...SGT. TORRES;                  1º/7ª CIA....SGT. UBIRAJARA;     

2º/7ª CIA...SGT. PERELLÓ;                3º/7ªCIA.... SGT. DILLER;     

PTA/2  ... SGT. MATTOS;                  CASSINO DOS SGT...SGT. KUBA;     

CASSINO DOS OFS... SD.PINHEIRO;  PEL. COM... SGT. PALHANO;     

SERVIÇO DE SAÚDE - SGT. JAIR.

 

( Colaboração do Alceu - 10º Contingente)


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