10ºContingente - Nosso Contingente - 2


 

 

Logo após a chegada ao Campo Brasil - Rafah City. Fazia frio e usávamos o uniforme de lã - verde oliva c/o famoso "bibico" como cobertura..Na foto acima da Esq. p/ Dir.:Cabo Laércio Benck(de óculos): Cabo Theodoro:  Sd. Gerônimo Pavilak; - Sd.Onofre;  Cabo Henrique Trompczinski;  Cabo Amauri; lá atrás o Cabo Edival;  Cabo Adilson; de costas nosso Sgt. não identificado;  e o Sgt. Pinheiro

 

NOSSA UNIDADE

           Com 6 anos de missão no Oriente Médio, o Batalhão Suez , se apresenta invicto no esportes. Os pracinhas  superam bem as distorções climáticas da região, como paisagem constante, vento, areia, nativos e refugiados.
            Tentaremos aqui, dar uma idéia do que era realmente o Batalhão Suez na faixa de Gaza nos anos 1962.
            Foi constituído em 10 de novembro de 1956, quando o mundo passava por uma série ameaça à tranqüilidade da paz mundial, contenda originada entre dois povos vizinhos – Egito e Israel - o Batalhão Suez continua respeitando e servindo com denodo, eficiência e orgulho à causa da paz.
            De 6 em 6 meses zarpa do Brasil uma nova turma que vem substituir os que já completaram um ano de missão na Faixa de Gaza. Seu Comandante atual, Tne.Cel. Darcy Lázaro, trouxe energia, boa vontade e confiança nos homens que comanda. Seu modo de agir e observar, seu aguçado faro psicológico fá-lo respeitado; mostra-se conhecedor dos problemas e artimanhas do soldado. É um fator, este, preponderante em todos os ângulos. Servido pelo <<staff>>de oficiais e coadjuvado por uma plêiade de rara repercussão no seio de nosso Exército.  

ORIENTE MÉDIO – SUA LOCALIZAÇÃO

          Na peregrinação pelo deserto como Moisés antes de entrar na Terra Prometida O Batalhão Suez acampou de princípio, em Omar Camp – El Ballalh, antigo Campo do Exército Inglês. Desse local progrediu sucessivamente, acampando em várias cidades bíblicas, até situar-se definitivamente nas proximidades de Rafah City.
            É esta uma cidade de ruelas estritas, casas de barros e povo mercador, como é próprio do povo árabe. Suas lojas são abastadas dos mais variados produtos e toda a população entende e fala o português, uns já melhor que alguns brasileiros. Devido à precariedade e a dificuldade de subsistência, aprendem com excepcional facilidade os idiomas dos povos que guarnecem a zona em litígio. Já não há mais, portanto para nós, as dificuldades dos primeiros brasileiros que para aqui vieram. Antes imperava a desconfiança, o medo e a dificuldade do entendimento mútuo; hoje há amigos de parte à parte, apesar das características especiais de cada raça, dos costumes e religião.
            Distante 42 km está situada a cidade de Gaza, onde fica instalado o Quartel General da UNEF. É um centro já um pouco diferente. Uma ou outra rua asfaltada, bom comércio,  restaurantes e boa praia, que serve de distração para os membros da UNEF, em dias de verão. Um ou outro edifício já imita a arquitetura ocidental e bons cinemas dão à população local a distração noturna.  

FRONTEIRA - COMPANHIAS  E PELOTÕES ISOLADOS

          Como parte que é do 2º Regimento de Infantaria, o Batalhão Suez possuí 4 Cias., 7º, 8º,9º e CCS. A 7ª e 9º Cias estão destacas ao longo da LDA - Linha de Demarcação e Armistício. Elas possui 3 pelotões (PCs) isolados, tendo como missão primordial patrulhar a linha de demarcação das l8:00 às 06:00 horas e manter vigilância nos Postos de Observação durante o dia. Seu trecho de <<serviço>>faz divisão com a Fronteira Internacional, afeta ao Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado Canadense e com a 9ºCia.
            A 9ª Cia. tem a vigiar o trecho mais espinhoso e difícil da fronteira. Sobrecarregam-na 14 PO, dos 2l afetos ao Batalhão Brasileiro. Sua localização no terreno é mais exposta a tempestades de areia e a lamaçais que se formam por ocasião das chuvas. Após as chuvas que começam em novembro, trigais verdejantes orlam toda a zona circunjacente aos acantonamentos. Durante o dia os homens que compõem vigiam toda a Linha, impedindo que nativos transponham a demarcação para o lado de Israel e vice-versa. Outros, de folga recebem instrução como Ordem Unida e praticam esportes. À noite, no PC., da Cia., é projetado um filme, num espaçoso e confortável cinema, para onde cada Pelotão transporta os homens de folga.
            As datas natalícias são comemoradas com uma reunião social, onde há o bolo, a canção <<Parabéns pra você>> e troca de discursos. Transporta-se, assim, o aniversariante, para o seio da família e isto o ajuda a manter elevado o seu moral.  

SUPRIMENTOS

          A água para os Pelotões é transportada em carros-tanques. De princípio o pracinha estranha o gosto do líquido, que lhe causa desarranjos intestinais, devido à grande quantidade de cloro; porém, aos poucos acostuma-se e passa a sorve-la naturalmente.
            A comida é preparada por soldados nossos, auxiliados por <<habibs>>, homens estes que trabalham em todos os Batalhões da UNEF, desde o começo da Operação Suez. Aos domingos come-se peru; durante a semana, filé de peixe, galinha, carne bovina e outras variedades.
            Quanto a frutas, a região as produz com abundância: melancias, melões, uvas, pêssegos, tâmaras, laranjas e tangerinas.
            Os gêneros são recebidos regularmente da UNEF, mas o nosso soldado aprecia mais o café, arroz e feijão brasileiro. Come-se aqui o arroz indiano, miúdo, que fica muito a dever ao nosso.  

CONGO

          Na parte que concerne a manutenção e transporte sentimos dificuldades, devido ao desvio de meios para o Congo, onde a ONU mantém tropas naquela área conflagrada. É uma situação temporária que o tempo se encarregará de recuperar.  

PASSEIOS “LEAVES”

           A todo o membro da UNEF é abonado o máximo de 2 dias e meio de <<leave>> por mês de serviço na Faixa de Gaza. Tal concessão assemelha-se a um pequeno período de férias, que será gozado no Cairo ( no inverno ) e em Beirute ( no verão ). Toda a despesa é por conta da UNEF, incluindo passeios a lugares históricos e diversões. Os que preferem angariar maiores conhecimentos e satisfazer a curiosidade, acumulam os dias de <<leave>> e após 6 meses de serviço, viajam pela Europa, gozando 21 dias de descanso. Essa viagem é por conta do interessado.

            Semanalmente há passeios de 3 dias à Jerusalém , Ilhas de Chipre e Luxor. Tais passeios são gozados uma só vez durante a missão na Faixa. Essas vantagens são fornecidas pela UNEF ao homem que aqui cumpre o seu dever a fim de espairecer um pouco, limpar as idéias e retornar pronto para o restante da missão. Não permitindo gozar dispensas dentro da Faixa em litígio e, mesmo que isso fosse possível, não haveria como distrair os olhos cansados de tanto ver poeira, beduínos e o sol escaldante. Todas as aldeias árabes se assemelham entre si, ao passo que no Cairo já se encontra um casopolitísmo diferente, enfim, um mundo ocidentalizado, o mesmo se dando com Beirute.  

 

 

ESPORTES E OS BRANZILIAN BOYS

          No setor esportivo o Batalhão guarda ouros de vaidade e orgulho. 21 taças ornamentam o cassino dos oficiais. Troféus esses conquistados nas mais variadas modalidades de esportes. No Futebol, somos respeitados e lembramos-nos com emoção, quando no ano passado, assistimos à conquista do Campeonato da UNEF sobre os Iugoslavos. Vitória bonita, olímpica e à altura das nossas tradições esportivas. No final do Jogo a Bandeira verde-amarela correu o estádio de Gaza, conduzida pelo time brasileiro. Todas as nações presentes entusiasmaram os nossos jogadores e mantivemos com isso a tradição de <<bons>>no futebol.
            Rapazes profissionais de quadros do Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Estado da Guanabara, compõem a seleção que atualmente está disputando o campeonato de 1962.
            É isso o Batalhão Suez – um Batalhão de homens cônscios de sua responsabilidade, dirigidos para um fim universal: a PAZ. O serviço não é pesado e estafante. No entanto, é monótona a vida no deserto. Só esquecemos o ambiente estranho e exótico que nos cerca nos dias de terças e sextas-feiras, quando o Batalhão recebe a mala postal do Brasil. Há nervosismo por parte de alguns, apreensão de outros e um choro abafado dos mais emotivos. Na distribuição da correspondência nas Cias., reina um silêncio pesado, cada um como que petrificado à espera de ver premiado o seu nome. Quando isso acontece, abre sôfrego o envelope e o semblante torna-se risonho, feliz e passa a conversar com a noiva, com a esposa ou com a mãe que lhe dá conselhos, faz-lhe perguntas e pede-lhe lembranças de Jerusalém. Quando se passa o contrário, abaixa a cabeça e retorna à barraca, à espera da próxima mala.
            São as cartas, as palavras amáveis e amigas vindas do Brasil, que mantém nosso moral elevado. É do Brasil que esperamos tudo e não há outro pais que se enquadre tão bem em nossa vida e costumes.  

SOLENIDADE "MEDAL PAREDE"

 
Na foto acima,  a digníssima esposa e a dileta filha do General Giani - comandante geral da força UNEF, entrega das Medalhas - "A Serviço da Paz ". Solenidade no dia 16 de maio de 1962. Ao lado Direito o Sr. Cel. Darcy Lázaro, Cmte. do Btl.Suez,  e ao fundo, os oficiais do batalhão brasileiro.

 
Na foto acima, da esq.p/dir: Cel Lázaro(só aparece pela metade) ao seu lado, Capitão Sarayba comte.da 8º Cia., e o Gen. Gianni em revista à Tropa Brasileira na solenidade do "Medal Parede", no dia 16 de maio de 1962 , no Campo Brasil em Rafah.

 

Capitão Pedrosa 9ºCia. 1º semestre de 1962

 

    

Nosso fotógrafo de Gaza,  Keghan ou Espanhol ???  Você se lembra dele? 


CASOU-SE NO DESERTO
 
Ao Cap. Pedrosa, Cmt., da 9º CIA,  
Ex-Combatente da 2º Guerra Mundial  
Côn. J. J. Dourado  
  —Peço correr meus banhos, que vou casar-me no dia de S. José.
  —Era o tenente Botelho, da 9ºCompanhia, instalada a vários quilômetros da sede do Batalhão.
  Esta semana foi o assunto obrigatório das conversas o casório do tenente, nosso companheiro de jornada. Ontem à tarde, fomos quase todos à cerimônia, em pleno deserto, no PC da Companhia. Lá estavam os soldados dos vários Pelotões. Todos alegres. Todos contaminados da novidade do dia. A capela era o próprio salão do cinema. No alto, um altar simples, mas bem arranjado. 
  Em vez de flores, jarros com espigas de trigo. Para que enfeite melhor?...   Em baixo, no piso, a frente do altar, sobre um tapete, duas largas cadeiras de vime. Atrás, no encosto de cada uma, pregados cm cartolina, os letreiros “Noivo” e ‘Noiva”.
  Dentro de alguns instantes, o Salão enchia-se inteiramente de praças e oficiais. Lá estava, rosto sério, com seu uniforme de trabalho, ao lado do Sr. Coronel Comandante, o noivo. Rapaz de boa estatura, olhos verdes, rosto fino, cabelos castanhos inteligente, vivo, disciplinado, virtudes a serviço do Brasil. Teve logo início a Santa Missa. Ao Evangelho, o celebrante disse que o deserto vinha sendo sempre palco favorito de grandes acontecimentos.
Citou os árabes guerreiros que dali pariram para a conquista do mundo. Os beduínos, os senhores absolutos do deserto, cujas choupanas mais pareciam grandes ninhos de pássaros fabricados ao chão, com pedaços de pano e gravetos ressequidos. Citou Napoleão, Carlos Magno e Vou Rommell Como era dia José, apressou-se em descrever virtude máxima do Santo, a simplicidade. Deu-a como exemplo a ser seguido pelo noivo. E a Santa Missa prosseguiu. A cada instante, os soldados entoavam em altas vozes hinos da Igreja. Houve, após a celebração, uma surpresa comovente. Soldados e oficiais prorromperam em coro vibrante, no canto Hino Nacional. Foi deveras desusado prazer ouvir, naquela altura do mundo, em pleno deserto, a voz da Pátria.
 Findo o santo ato, o cortejo foi indo a direção do refeitório. Alguém gritou “Viva o noivo” Uma cachoeira de vozes respondeu com grande alegria: “Viva ... “ Agora mais animado repetiu: viva a noiva”. Outro brando de  vozes...clamou a saudação estridente... dos soldados estava com ambas as mãos cheias de arroz, mas se deteve. Podia dar xadrez... E derramou o arroz no chão. Seguiram-se outros vivas. Agora já as autoridades haviam saído, e os soldados começaram a bombardear de vivas o ar festivo: “Viva o pai da moça” Viva a mãe do noivo” E vice-versa. Um soldado mais engraçado gritou: “Viva a beleza da noiva” “Viva toda a noiva”.
 A resposta não se fez esperada. E as vozes, num desencontro de berros, misturavam-se com “vivas” às “noivas da revista ”Sétimo Céu”.
 No rancho, as mesas repletas de pratos e de garrafas. Começou com sofreguidão, o “estridor dos dentes...” Batidos os copos nas efusões dos votos de felicidade, o Sr. Coronel Comandante saudou o noivo, e ordenou ao Tenente Pereira fizesse uma saudação à noiva. Ambos saíram-se a contento. Palmas, sorrisos, pedaços de peru nos dedos reluzentes de gordura, choques de copos com guaraná e um pingo de uísque. Seguiram-se explosões de borbulhante prazer. Já começava a descer e calor das efusões, quando o Cid, S/l do Batalhão, pediu a atenção dos presentes, para dizer:
  “O Sr. Coronel Comandante acaba de autorizar o Sr. Tenente Botelho para passar sua lua-de-mel no Rio de Janeiro. Aplausos gerais. O major explica, irônico: “Não se esqueçam que este Pelotão aqui é o “Pelotão Rio de Janeiro”... E era mesmo.
 Lá fora, então a lua, presa no céu como uma âncora de prata, derramava sobre a extensão silenciosa do deserto uma luz transparente, doce, de mel. “Lua-de mel...”.
 Se alguma leitora passar os tristes olhos nestas mal traçadas linhas, há de perguntar: “E a noiva? Que olhos tinha? Que vestido vestia? Como lhe estavam os sapatos, os cabelos, a fronte, o véu, a grinalda” Não sei. Nem posso dizer.
 O tenente Botelho casara-se por procuração... A noiva, naquela hora, estava à frente do altar da matriz do Grajaú, ao lado, enlaçando-a com o braço trêmulo, seu venerando pai.
 Que os noivos sejam felizes. Amém.  

PÁSCOA DO BATALHÃO
 
             Os soldados pediram ao Cap.Côn.Dourado que escrevesse, à semelhança do que ocorreu ano passado no Rio de Janeiro, uma mensagem de Páscoa às mães distantes.
             A lembrança do afeto materno, sem dúvida, a causa principal de suas saudades. Aos domingos, ao se prostrarem contritos, as primeiras hora do dia ante o altar da capela – que é um símbolo de fé apontado o deserto – dir-se-ia que os corações se lhes afloram os lábios, na prece que só os filhos sabem recitar, à lembrança das mães que ficaram chorando. À noite, ao cintilarem no céu, como círios de prata, as primeiras estrelas, lá se vão eles deserto em fora, sondando a escuridão a alma  a voar pelo infinito, à procura de um coração de mãe, àquela, por certo, a pedir pelo sorte do filho.
             Vê-los, de mãos postas, recurvas sobre as camas, antes do sono, os lábios a repetirem orações da infância, é verificar quanto é eficaz ao coração dos filhos a recordação das mães. Há deles que, à hora do crepúsculo, ao se cobrir a terra das tintas da noite,, não se dominam. Choram. Surpreende-los, amanhã cedo, a pedirem ante o retrato das mães a benção do dia, é conhecer, de perto, toda a riqueza do coração dos filhos.
            Nossa Páscoa, disse Cap.Côn.Dourado já foi marcada. Será ela, para todos, um tempo de afetuosas lembranças, de preces mudas e de união com Deus. Todos temos certeza – mandarão, na asa alvissareira de uma carta, às mães saudosas a notícia do feliz evento.
Mensagem às Mães << Minha mãe, fiz hoje a minha Páscoa. Sinto-me bem. Sinto-me bem. E para que participe de meu contentamento, apresso-me em dizer-lhe que seu nome e de meu pai estavam unidos em meus lábios à hora em que o Senhor dignou-se, por misericórdia Sua, visitar minha alma.>>
            Concluindo “Nós esperamos que as mães nos ajudem a rezar; que nos ensinem a rezar – porque só as mães sabem rezar pelos filhos – para que, no dia da grande festa, todos recebam felizes os tesouros da graça da mensagem do céu”.

Partida do 12º Contingente para substituir o nosso 10º Contingente, Jornal "O GLOBO"

      “OS PRACINHAS SEGUIRAM DEBAIXO DE GAROA”

          Com tempo escuro, uma chuva fina e intermitente e ao som da “Valsa da Despedida”, seguiu sábado (foto) o l2° Batalhão de Suez (Correção: Contingente) composto de 259 homens comandados pelo Tenente.Coronel Tiago Torres.  Quase mil pessoas, entre parentes amigos e curiosos, compareceram no “píer” da praça Mauá, para as despedidas. As bandas de música do 2º Regimento de infantaria e do Corpo de Fuzileiros Navais executaram marchas militares. O “Barroso Pereira”vai escalar no Recife, Lisboa e Barcelona e chegará a Port Said a 6 de janeiro. Compareceram os generais Osvino Ferreira Alves, comandante do I Exército, e Augusto Maggessi, Presidente do Clube Militar e o Almirante Luiz Clóvis de Oliveira, Comandante da Força de Transporte da Marinha.


A CANÇÃO DO GATO
 
           Saudosos do Brasil, os soldados ”antigões” do 9ºContingente cantam a cada momento:
 Ai, ai, ai, ai
 Está chegando a hora
 O dia já vem raiando, meu bem
 E eu tenho que ir embora...  
 trocando por:
 "Ai, ai, ai, ai
 tá chegando a hora
 O gato já vem chegando, meu bem
 e eu tenho que ir embora"
        Gato é o navio que transporta, soldados do Batalhão Suez. Desse modo, o navio transporte de guerra “Barroso Pereira G-22” é a figura muito grata ao coração dos pracinhas que deverão retornar ao Brasil em agosto próximo.
         Já se passaram os 6 meses do 10º contingente, e o gato chegou para o 9º contingente!  

 


  Já se passaram os 6 meses da volta do 9º Contingente e chegada do 12º contingente, e o gato também chegou para o 10º contingente, hora de voltar pra casa!    

      

Chegada do 12º Contingente ao Campo Brasil       Retorno do 10º Contingente - Nápoles      


 Na viagem de regresso, o 10º Cont. Batalhão Suez, é o Pioneiro na visita à Genova, 
Itália (Recorte do Jornal "IL SECULU XIX" - GENOVA 21, GENNAIO, 1963).

"CASCHI BLU “ DELL´ ONU DI PASSAGGIO A GENOVA"

            Um contingente di militari dell´Onu é giunto  ieri nel nostro porto a bordo Del transporto “ Barroso Pereira ”della Marina militare brasiliana. I “caschi blu” sono circa trecentos e sono diretti a Ghaza, dove si trovano reparti finlandesi, svedesi e brasiliani inquadrati nell´ Organizzazione delle Nazioni Unite. Scesi a terra, i militari hanno visitato la cittá, rientrando a bordo in serata. Il transporto “Barro Pereira”, Che al molo. Vecchio há imbarcato materiale, ripartira prossimamente per il Médio Oriente.       ( Ciemmefoto).

 

 


A palavra “BODY” criou uma grande confusão nas tropas  
 
         “BODE” – A língua inglesa complicou a vida dos soldados Batalhão Suez , segundo conta o Gen. Darcy Lázaro, um dos Comandantes da unidade (l0º Contingente) e também um ex-pracinha da 2ª Guerra Mundial.
Ele conta que um soldado egípcio e uma jovem árabe, cuja nacionalidade não se recorda, apaixonados, resolveram fugir para Israel; ele desertaria, mas seria dado como morto, nas linhas dominadas pelas tropas brasileiras.
A moça, depois de refletir, desistiu da aventura, mas o soldado continuou o plano. Apesar de vivo, foi considerado morto e a tropa egípcia resolveu procurar o corpo na área de operação dos brasileiros.
VEXAME – Como corpo em inglês é “Body”, a situação causou vexame entre os brasileiros; a confusão esteve na eminência de se transformar em mal-estar entre os dois exércitos, pois o único Bode que existia na unidade era o Taifeiro Joaquinzão, que nem com árabe parecia, pois era negro e careca e assim era chamado, por não ser chegado a um banho.
Os desentendimentos só se aplacaram, quando a tropa israelense, depois de acertar conta com o soldado, devolveu-o aos egípcios. Narra o Gen.Lazaro. 
(Obs. Nestes dias ficamos de prontidão.)
Recorte do Jornal: “Correio Brasiliense” de 02.07.95

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