16º Contingente - Reportagens

John Derek Orr



1.) SOBRE O SOLDADO DERECK DO 16° Contingente /

2.) REVISTA VEJA - 26/NOV/2003.
 



 


Interior da Barraca . Sds Freitas, Derek e o tocador de viola.



SOBRE O SOLDADO DERECK DO 16° Contingente

Querida companheira de letras,

Que surpresa fenomenal esta desvelacão sua quanto ao Derek ! Você é mesmo um pessoa de sorte pois, o Derek é uma das pessoas mais interessantes que conheci.

Convivi com ele quase que diariamente por quase dois anos em Suez.

Muito embora ele tivesse ingressado no Contingente no cargo de soldado simplesmente, logo logo se fez destacar pela brilhante, leve e segura personalidade.

John Derek se tornou conhecido praticamente não só pelo inteiro Batalhão Brasileiro mas, seguramente por muitos outros dos demais sete diferentes paises.

Alem da sua presença física, cuja estatua poderia facilmente atender aos requisitos de um modelo artístico ou de moda, Derek se apresentava como um exímio nadador.

Ele já trazia consigo a experiência de ter servido como salva-vidas nas praias do Rio de Janeiro, e isto lhe deu, de pronto, a autoridade confiável de exercer semelhante posição quando íamos nadar nas praias ignotas do Mediterrâneo, nas margens do Deserto do Sinai.

Ele se tornou respeitado como um atleta entre nos.

Não muitas semanas cumpridas em Suez, o soldado John Derek Orr já era visto transitando livremente pelo comando geral do batalhão. O Cel. Sylvio Cristo Miscow descobrira que o Derek falava um inglês fluente e o promovera a interprete oficial do 16o. Contingente Brasileiro de Suez. Ele agora era requisitado para estar presente em todas as relações externas, principalmente as oficiais, dos brasileiros na Faixa de Gaza. Acredito que até o General brasileiro Sizeno Sarmento, que comanda toda a operação da ONU em Gaza o tenha utilizado inúmeras vezes.

Perguntei ao Derek como é que ele sabia tanto inglês sem ter nenhum sotaque em português, sendo tão novo. Ele me disse que sua mãe trabalhava na Embaixada Americana no Rio há muitos anos.

O Derek integrava a barraca no. 3 do comando brasileiro em Rafah. Era uma barraca composta de vários cariocas. O Sd.Freitas, motorista do comando, era um deles.

O Freitas era também um pianista que veio fazer parte do conjunto de musica The Brazilians Boys, que formamos para diversão e possíveis interações culturais com os outros estrangeiros que por lá também estavam, inclusive os nativos. Alem de tradutor o Derek acabou também cantando no nosso conjunto.

Juntos, divulgamos muita bossa nova enquanto não deixávamos Israel e o Egito saírem na porrada.

Muito anos depois de termos voltado para o Brasil, estava morando no Rio e tomei um ônibus na Avenida Copacabana quando vejo um cara lá no fundo apontando, com o dedo da mão feito um revolver, para uma garota lá da frente. Acompanhei o gesto dele que fingia atirar nela. Ela ria, simpática a brincadeira. Reparando melhor reconheci-o. Era Derek de Suez. Aproximei-me dele e nossa conversação carregada de lembranças relâmpagos não atrapalhou a conquista que ele pretendia obter com ela. Ela desceu num ponto e ele não duvidou desceu também.

Abraços,
Eugenio Malta

 



Revista Veja - 26/nov de 2003

Mais delicada ainda é a atividade escolhida pelo carioca John Derek Orr, 59 anos, proprietário da Estufa JRO em Cerquilho, no interior de São Paulo, onde dezoito funcionários cultivam plantinhas sensíveis como o manjericão tailandês, de folha escura e picante, e o galangal, um parente do gengibre, ambos imprescindíveis na cozinha tailandesa. "O mais demorado é treinar as pessoas para colher a quantidade certa da planta, deixando para o dia seguinte as que precisam se desenvolver mais um pouco", diz Orr, gourmet e bem-sucedido empresário do ramo de contêineres que, há sete anos, de tanto escutar as queixas dos chefs sobre a falta de ervas frescas de qualidade no mercado, largou tudo e foi cultivá-las.
O mercado é promissor. As ervas e verduras da Agrolink Nature, empresa de Hortolândia, no interior de São Paulo, são exportadas para sete países europeus, entre eles a França.
"Nos sete meses do ano que correspondem ao frio no Hemisfério Norte, enviamos 5 toneladas de ervas por semana para a Europa", comemora Jessé Lerias, diretor da empresa.

Revista Veja

Recebi do EUGÊNIO MALTA
De: "Theodoro da Silva Junior" <theojr@terra.com.br>
Data: Thu, 25 Oct 2007 09:05:36 -0200
Assunto: BTL.SUEZ- SOBRE O SOLDADO DERECK DO 16o. Contg.
 

 


 
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