17° CONTINGENTE - 1°TNE.PAULO ROBERTO YOG DE MIRANDA UCHÔA
BIOGRAFIA
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SECOND GENERATION
4. Paulo Roberto Yog de Miranda UCHÔA was born on 30 Jul 1940 in Niteroi - Rio de Janeiro.He
was known as Paulito.
PAULO ROBERTO YOG DE MIRANDA UCHÔA -
Terceiro filho de Ena e Moacyr, nasceu em Niterói, RJ, no dia 30 de julho de 1940.
Cabelos claros, olhos esverdeados, era um garoto bonito. Foram seus padrinhos de batismo o tio José Maria, irmão de sua mãe e sua tia Lourdes, a tia Dilu, irmã de seu pai. Os 3 irmãos, Luiz Carlos, Anna Maria e "Paulito", respectivamente com 3, 2 e 1 anos de idade, foram batizados no mesmo dia, em Niterói.
Como seus irmãos, estudou em Resende, onde fez o primário no Grupo Escolar Olavo Bilac, e o ginasial no Colégio Dom Bosco.
Tinha ele quatro anos de idade, quando começou a assistir às sessões de materialização que se faziam em sua casa. Materializava-se, sempre, uma entidade vestida de noiva, que se dizia chamar TEREZINHA. Paulito - como seus irmãos o chamavam - dizia estar apaixonado por ela, com quem queria se casar. Terminado o curso ginasial, em 1955, prestou concurso, foi aprovado e ingressou, em 1956, na Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo, onde passou 3 anos, indo, depois, para a Academia Militar das Agulhas Negras, época em que seus pais já haviam saído de Resende.
Bom desportista, na AMAN pertencia às equipes de vôlei e basquete. Ao final de seu 1º ano naquela Academia, recebeu o espadim de Caxias das mãos de seu avô Miranda. Escolheu a Arma de Infantaria. Ótimo aluno, classificou-se em 5º lugar da turma, recebendo a espada de oficial, em 1961, das mãos de seu pai que, orgulhoso, lhe entregou a mesma espada que ele mesmo ostentara desde quando a recebera, em 1930. Inteligente, organizado e habilidoso, era um rapaz querido por onde passava.
Aprendeu, sozinho, a tocar violão, tendo bela voz. Gostava de cantar, compunha bonitas musicas e escrevia lindos versos e poesias.
Quando saiu Aspirante, seus pais já residiam em Niterói e ele escolheu, como primeiro quartel para servir, o 3º Regimento de Infantaria (3º RI), naquela cidade.
Em Niterói, antes mesmo de ingressar na Academia Militar, conheceu Regina Gomes Pereira (ver dados biográficos de REGINA PEREIRA UCHOA), com quem se casou em 19 de janeiro de 1963. Em 3 de março de 1964, em Niterói, RJ, nasceu a primeira filhinha do casal - DENISE.
Em 1965, Paulo Roberto foi convocado para servir, como 1º Tenente, no Batalhão Suez, no Egito. Em junho desse mesmo ano, no dia 10, nasceu o segundo filho do casal, ALEXANDRE YOG, que, infelizmente, faleceu 11 dias depois. Num parêntesis, ficará aqui registrado um fato mediúnico que aconteceu após o enterro. Em sua residência, o avô paterno do menino, General Uchôa, espiritualista e médium psicográfico, recebeu uma linda mensagem de ALEXANDRE YOG, dizendo-se muito feliz por haver conseguido trazer, à família, que tem sido sua desde muitas encarnações, um estímulo à fé, tão necessária para a compreensão das verdades espirituais e eternas ( ver o texto dessa mensagem nos dados biográficos de ALEXANDRE
YOG).
Em 14 de agosto desse mesmo ano, Paulo Roberto seguiu para o Egito, onde permaneceu, em serviço, por um ano. Escreveu o hino do Batalhão Suez e lá, em
Rapha - Faixa de Gaza - compôs varias canções militares, dentre as quais a de seu Pelotão na fronteira entre Egito e Faixa de Gaza e a do Fort Robinson, do qual foi o primeiro comandante brasileiro, no deserto da Península do Sinai.

Foi sempre distinguido por seus superiores e querido pelos subordinados, por sua maneira correta e justa de proceder.
No Cairo, assistiu e fotografou o show "LUZ E SOM", onde a Esfinge conta, através do jogo de luz sobre ela própria e sobre as 3 pirâmides, a história do antigo Egito. Depois, com um colega, montou o show com slides e fitas cassete, traduzido para português. Esse show tem a duração de mais ou menos 45 minutos e foi adaptado, quando ele voltou para o Brasil, com REGINA gravando a voz de NEFERTITI. Apresentou-o diversas vezes, inclusive para a Embaixada do Egito, sempre com sucesso, pela aula de história e misticismo que representa.
No Egito, subiu duas vezes a pirâmide de Keops pelo exterior, gravando em seu topo os nomes de Regina e Denise. Pelo interior subiu uma vez até as Câmaras da Rainha e do Rei, aventura que o despertou para o estudo da história do velho Egito. Antes de retornar ao Brasil, excursionou pela Terra Santa, oriente médio e pela Europa. Nessa viajem, aperfeiçoou seu inglês.
Voltando ao Brasil, foi servir em Brasília, no Batalhão de Polícia do Exército, sendo o autor da canção da PE (letra e música). Nessa época, aconteceu um fato que deve ser mencionado, ocorrido por ocasião de uma excursão que Paulo Roberto fez, com um grupo de amigos, à um local próximo à cidade de Sobradinho. Todos entraram, por mais de uma hora, em uma imensa caverna pouco conhecida, cheia de salões, estalaquitites, etc, mas, também, cheia de morcegos. O resultado foi que quase todos apanharam a doença chamada histoplasmose. Essa doença era conhecida no Egito por "Maldição dos Faraós", por morrerem aqueles que roubavam os túmulos dos mesmos, ao respirar o
vírus contido nas fezes ressequidas de morcegos. Felizmente todos se trataram e se curaram completamente.
Ainda em Brasília, em 1967, nasceu sua filha LIANE. Promovido a capitão, seguiu depois para o Rio, onde foi cursar a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, onde passou um ano, terminando em 4º lugar entre 108 oficiais. Findo o curso, foi servir como instrutor no Curso de Infantaria da Academia Militar, em Resende, aí passando dois anos, voltando depois à Brasília, onde foi servir no Batalhão da Guarda Presidencial - BGP.
Seus soldados muito o estimavam, pois os tratava com amizade e compreensão, além de ser preocupado com seu bem estar. Aliás, prova disso é que o Grêmio dos Soldados da 3ª Companhia do Batalhão de Policia do Exército, a Companhia que ele batizou de "Pantera", há mais de 24 anos, tem o seu nome: "Grêmio Capitão Uchôa".
Selecionado para fazer o Curso Avançado de Infantaria do Exército americano, seguiu para o Fort Benning, em Columbus, na Georgia, com Regina, Denise, Liane e André Luiz - seu sobrinho e afilhado, no dia 8 de setembro de 1975, onde passou onze meses, tendo obtido ótima classificação: 18º entre 203 oficiais americanos e estrangeiros. Deixou muitos amigos entre os oficiais dos vários países que lá se encontravam.Terminada a missão, percorreu com a família, de carro, parte dos Estados Unidos, do Oceano Atlântico ao Pacífico, isto é, da Georgia e Florida até a Califórnia, voltando, depois, ao Brasil.
Como diria seu avô Miranda, Paulo Roberto foi sempre um espírito de escol. Espiritualista convicto, ingressou na Ordem Rosacruz - AMORC, em 1967.
Após o curso nos EUA, foi servir como instrutor na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, na Vila Militar, Rio. Foi promovido a Major em 1976. Em 1978, ingressou na Escola de Comando e Estado Maior do Exército - ECEME, onde, após dois anos, concluiu o curso com menção MB e no 5º lugar entre quase 100 oficiais. Terminada a ECEME, em fins de 1979, escolheu e foi designado para servir na 2a Brigada de Infantaria Motorizada, em Niterói, onde ficou até o início de 1981, quando o então Ministro Danilo Venturini o convidou para trabalhar na Secretária-Geral do Conselho de Segurança Nacional, órgão da Presidência da República, em Brasília.
Era, agora, a quarta vez que o casal iria morar na capital federal. Por duas vezes havia servido no Batalhão de Polícia do Exército e uma vez no Batalhão da Guarda Presidencial. Aliás, quando da criação de Brasília, no dia 21 de abril de 1960, Paulo Roberto, então cadete do 2º ano da AMAN, fez parte da representação que compareceu às festividades, desfilando no eixo monumental do Plano Piloto. À noite, compareceu, também, ao Baile de Inauguração da Cidade, realizado no andar térreo do Palácio do Planalto.
Por sinal, em termos de inaugurações, Paulo Roberto e Regina também compareceram ao Baile de Gala de Inauguração do Itamaraty, em Brasília. Ele era Capitão da PE e foi o responsável pelo planejamento do trânsito para a festa. Ganhou um convite, conseguiu um 1º uniforme emprestado, e lá foram eles.
Também nesse seu tempo de capitão, mais precisamente no ano de 1967, Paulo Roberto foi procurado pelo chefe da sucursal do jornal « O Globo », Praxedes, antigo aluno seu do NPOR de Niterói, com um convite para participar de uma pesquisa sobre estranhos fenômenos, ditos ufológicos, que estavam acontecendo em uma fazenda próxima à Alexânia/GO. A Empresa (Rádio, Jornal e TV Globo) montara uma equipe com técnicos de várias partes do Brasil, mas precisava que o grupo contasse com alguém «entendido» no assunto. Problemas ligados à prontidão das tropas de Brasília, na época, impediriam a ida de Paulo Roberto. Mas o Comandante da PE conseguiu que o «capitão» comparecesse à pesquisa, à serviço do próprio Exército. Três noites e dois dias no local e nada aconteceu. A Globo retraiu, mas Paulo Roberto ficou conhecendo o caminho. Semanas depois, lá voltou com amigos do Instituto de Parapsicologia de Brasília, do qual era sócio fundador. O que viram foi impressionante Em 1968, quando seu pai mudou-se para Brasília, Paulo Roberto apresentou-o no Instituto e o levou ao local. Logo-logo seu pai assumiu a presidência do Instituto e organizou um grupo que realizou, por muitos anos, pesquisa muito séria e dedicada, narrada, com detalhes no livro «A Parapsicologia e os Discos Voadores». Não foi sem razão que seu pai passou a ser conhecido como «O General das Estrelas».
Como ficou dito, em 1981 Paulo Roberto retornou, pela 4a vez, à Brasília, indo morar na mesma quadra que seus pais, a SQS 104. Como Major, seu trabalho na Presidência da República era ligado à parte fundiária, principalmente na supervisão e acompanhamento dos trabalhos do Grupo Executivo das Terras do Araguaia-Tocantins - GETAT, com área de responsabilidade ajustada ao Sul do Estado do Pará, Bico do Papagaio (extremo norte de Goiás - mais tarde Tocantins) e SW do Maranhão. Em 1983, com a criação do cargo de Ministro Extraordinário para Assuntos Fundiários, o General Danilo Venturini, Chefe da Casa Militar do Presidente João Figueiredo, foi designado para acumular o novo cargo, momento em que convidou o Tenente Coronel Paulo Roberto Uchôa para seu Assistente-Secretário. Paulo Roberto, então, teve oportunidade de ampliar seus conhecimentos fundiários, da área do GETAT para todo o território nacional.
Dois anos depois, com o término do Governo Figueiredo, foi servir no Estado-Maior do Exército, onde recebeu a promoção a Coronel, em abril de 1986. É dessa época que participou do concurso para a Canção da 5ª Brigada de Infantaria Blindada, cujo comando é sediado em Ponta Grossa - PR. Paulo Roberto venceu, com letra e música de sua autoria, fazendo juz a um belo prêmio.
A opção quanto à orientação e caminho a seguir na vida espiritual foi adotada quando, em 1967, Paulo Roberto tornou-se membro da Ordem Rosacruz - AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis), com sede internacional em San Jose - Califórnia - EUA e nacional em Curitiba- PR. Como Rosacruz, sempre esteve em dia com seus estudos e dedicou-se bastante ao Corpo Afiliado da Ordem, em Brasília. Foi um dos fundadores do PRONAOS 25 de Novembro que, depois, ascendeu a CAPÍTULO BRASÍLIA, do qual Paulo Roberto foi Mestre adjunto no ano de 1970. O próximo Mestre deveria ser ele, mas, na véspera de assumir, o Exército determinou, em caráter excepcional, matricular o então Capitão Uchôa na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais - EsAO. Mais tarde, em 1984, assumiu uma vez mais o cargo de Mestre adjunto, já agora da LOJA BRASÍLIA, da qual foi o Mestre em 1985, ou seja, ano Rosacruz de 3338. Esse período de Mestria lhe trouxe uma profunda realização e marcou, sobremaneira o futuro de Paulo Roberto.
Como já foi dado a perceber nos resumos biográficos de seus pais, esposa, filhas e irmã
Ângela, a veia poética de Paulo Roberto tem o seu aspecto bem marcante no ambiente familiar. Sua filha Liane, no ano de 1983, muito inspirada, escreveu a letra (e sua tia
Ângela, a música), da canção que, sempre que cantada, emociona seu pai:
OS OLHOS DE POLÔ
Os teus olhos, doce mistério,
De pureza cristalina,
Como o mais verde dos minérios,
Esmeralda ou turmalina…
Talvez pescados no fundo do mar,
Jóia rara das sereias,
Vem, como a espuma do mar,
Beijar as areias…
Talvez, quem sabe,
Sejam pedacinhos de jade ?
Mas, que escultor poderia
Talhar com tanta harmonia ?
Podem ser uma pradaria
De um vale ensolarado,
Exalando a luz do dia
Sobre um prisma orvalhado…
Mas, talvez, também podem ser
Do arco-íris a cor,
Que um mago encantado
Resumiu em puro amor…
São um espelho dos céus
Refletem a cor da amizade,
Iluminando de amor
A luz divina da Eternidade…
Ainda com relação às composições de Paulo Roberto, existe uma que não poderia deixar de constar desse resumo, pelo quanto era admirada pelos seus pais, e que foi feita sob a inspiração de uma noite estrelada no sítio de Boca do Mato (caminho de Friburgo), propriedade de Néa e Elysio,
respectivamente irmã e cunhado de Enita. Esse sítio foi palco de uma época de alegrias da família, que o
freqüentava nas férias e grandes feriados, por volta das décadas de 1960/70.
SAMBA ESTRELADO
Na Terra começa o batuque,
Seguido por passos de bamba;
No céu as estrelas cintilam
Piscando ao compasso do samba.
Na Terra a morena faceira
Sacode um gentil rebolado;
No céu, a lua altaneira,
Passista do samba estrelado…
Mas eis, num repente, o silêncio
Envolve os sambistas na Terra.
É muda, agora, a bateria;
A cuíca seu ronco encerra…
Em êxtase os bambas contemplam
A lua sorrindo, contente,
Ao ver sua porta-estandarte
Surgir… é a estrela cadente…
Todos os astros do espaço
Abrem alas p’ra ela e seu véu…
Bateria de estrelas que piscam
Na cadência do samba do céu….
Aos pouco os bambas acordam
Do êxtase dessa visão;
Tamborins e cuícas se entrosam
No ritmo da imensidão…
E assim está formada a Escola
De Samba por todo o universo…
Amplia-se para o infinito, bis
Extingue-se o poder do verso…
Em março de 1987, assumiu o comando do 4º Batalhão de Polícia do Exército, em Olinda-PE, para onde se mudou com a esposa Regina e a filha Liane. Foi um período bastante feliz e de muita realização profissional. Lá, Paulo Roberto entrou no concurso para a canção do 7º Grupo de Artilharia de Campanha ( O Regimento Olinda), vencendo, uma vez mais, com letra e música de sua autoria. Os oficiais de seu quartel, o 4º
BPE, tanto insistiram que ele acabou, também, compondo a canção da Unidade, a qual foi aprovada e oficializada pouco depois.
Ao término do Comando, Paulo Roberto foi classificado no Gabinete do Ministro do Exército, assumindo as funções de Chefe da Seção de Planejamento do Centro de Comunicação Social do Exército, em abril de 1989. Pouco tempo depois, assumiu a função de Oficial de Ligação do Gabinete do Ministro junto ao Poder Judiciário.
Em outubro de 1989, Paulo Roberto e Regina, por haverem decidido que a cidade de Brasília seria o pouso final quando de sua passagem para a Reserva, adquiriram aquela que chamaram de sua casa «definitiva», na QI 10, Conjunto 4, casa 4, no Lago Norte.
Quando estavam preparando a mudança para a casa, o Ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves, chama o Coronel Uchôa e informa que o nomeou Oficial de Ligação junto ao Comando de Treinamento e Doutrina do Exército dos Estados Unidos - TRADOC, com sede no Fort Monroe, cidade de Hampton, no sul do Estado da Virgínia. E lá se foi o casal, em setembro de 1990, para mais uma experiência no exterior, dessa vez por dois anos. As filhas, inicialmente, não os acompanharam, mas logo-logo foram a eles se juntar. Primeiro Denise e, em seguida, Liane. Ambas se casaram nos EUA: Denise com o americano Mathew Slater (na Capela do Fort Monroe), e Liane com o brasileiro João Brasil Carvalho Leite (no consulado do Brasil, em Washington-DC).
A experiência vivida, não poderia ter sido melhor. Paulo Roberto, em viagens à serviço, conheceu o Avaí, a Coréia do Sul, o Panamá, o Alasca, além de inúmeras cidades e organizações militares americanas tanto nas costas leste e oeste, como no centro, caso do National Training Center, em Nevada e o Fort Leavenworth, no Kansas. Fora do serviço, juntamente com Regina, passearam «tudo o que tinham direito», incluindo duas belas férias na Europa: a primeira, junto com os amigos Edgardo e Sonia, alugaram um carro em Frankfurt e rodaram 6 mil Km entre Alemanha, Áustria, Itália, França, Mônaco e Suíça, retornando à Alemanha, onde devolveram o carro e foram, de trem, para Paris e Londres, tudo num total de 32 dias muito bem planejados com a ajuda dos coronéis amigos do TRADOC.
A segunda viagem foi dedicada à Espanha e Portugal. O casal, desta vez sozinho, alugou um carro e começou por Madri, Vale de Los Caídos, Segóvia, Salamanca, Ávila, Porto, Coimbra, Lisboa,, Sintra, Caiscais, Sevilha, Córdoba, Granada e Toledo, retornando à Madri. O apoio de seu dileto amigo do Exército espanhol, Cel Juan Antonio Sanchez (depois general), foi fundamental para o total êxito dessa viagem, toda ela filmada e editada por Paulo Roberto, como, aliás, a da Europa também. Esses filmes se tornaram em ótimos documentários , estimulando, mais ainda, seus "hobbies" de som e imagem, mais tarde incrementados pelo uso do computador.
O casal fez um círculo muito grande de amigos americanos, bem como entre as famílias dos Oficiais de Ligação dos outros 12 países que tinham representação no TRADOC: Canadá, Espanha, Inglaterra, Alemanha, França, Holanda, Itália, Austrália, Israel, Turquia, Coréia, e Japão. De regresso ao Brasil, em outubro de 1992, retornaram à Brasília, dessa vez indo residir em sua própria casa, com Paulo Roberto servindo no Estado-Maior do Exército. Cinco meses depois, em março de 1993, Paulo Roberto é promovido a General de Brigada, sendo nomeado Comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, em Marabá-PA. Os quatro Batalhões de Infantaria de Selva dessa Brigada estão distribuídos ao longo da rodovia transamazônica, a saber, em ITAITUBA (rio Tapajós), ALTAMIRA (rio Xingu), MARABÁ e IMPERATRIZ / MA (rio Tocantins). Um ano depois, após a extraordinária experiência na Amazônia, Paulo Roberto retorna à Brasília, agora designado o primeiro comandante da 11ª Região Militar, depois de sua separação do Comando Militar do Planalto. Assume seu novo comando em 06 de maio de 1994.
No transcorrer dessa nova e desafiante experiência, o próprio Hospital Militar da Guarnição de Brasília era seu subordinado, exatamente onde sua mãe veio a falecer, em 15 de março de 1995. Seu pai passou pela transição em 05 de março de 1996. Foi um período difícil, mas de muita realização profissional.
Em julho de 1995, à convite do sogro da filha Liane, realizou, com Regina e um pequeno grupo familiar, belíssimo passeio de férias pelo litoral da Turquia e ilhas gregas, no mar Egeu, com término de cinco dias na fascinante cidade de Istambul.
Em fins de 1996, Paulo Roberto foi designado para servir no Estado Maior das Forças Armadas, assumindo as funções de Subchefe do Exército, Assuntos Internacionais e Informações Estratégicas, em 20 Dez 1996.
Em 1998, promovido a General de Divisão, foi nomeado comandante da 7a Região Militar - 7a Divisão de Exército, com sede em Recife/PE e com jurisdição nos estados nordestinos do Rio Grande do Norte,
Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Foi um profícuo período de realizações profissionais, onde se destaca o trabalho que realizou para a revitalização do Parque Nacional Histórico dos Guararapes, no município de Jaboatão dos Guararapes, com o resgate do acervo da tradição histórica daquele sítio, símbolo da fusão das três raças que compõem a nacionalidade brasileira. Nesse aspecto, destacam-se duas de suas criações: (1) CARMA - Círculo dos Amigos da Região Matias de Albuquerque, congregando militares e civis em torno dos nobres sentimentos que emanam do culto aos heróis dos
Guararapes e (2) Autoria da letra e música da canção da 7a RM - 7a DE, a Região Mathias de Albuquerque:
NESTE SOLO ONDE AS TRÊS RAÇAS NOS LEGARAM
O EMBRIÃO DO SENTIMENTO DE NAÇÃO,
HOJE EU SOU UM DESCENDENTE DESSES BRAVOS,
SOU SOLDADO, COM ORGULHO E VIBRAÇÃO.
NO NORDESTE, PERNAMBUCO, ALAGOAS,
PARAÍBA E MAIS O ESTADO POTIGUAR,
DELIMITAM ONDE EU LEVO A MINHA AÇÃO… MAS…
GUARARAPES TEM QUE SER O MEU ALTAR !
PÁTRIA ! BRASIL ! PÁTRIA ! BRASIL !
EXÉRCITO FORJADO NO IDEAL NAÇÃO.
PÁTRIA ! BRASIL ! PÁTRIA ! BRASIL !
O NEGRO, O BRANCO E O ÍNDIO, UM SÓ CORAÇÃO.
PÁTRIA ! BRASIL ! PÁTRIA ! BRASIL !
MATIAS DE ALBUQUERQUE, MINHA REGIÃO !
PÁTRIA ! BRASIL ! PÁTRIA ! BRASIL !
A FIBRA DO HERÓI PULSA EM MEU CORAÇÃO.
SOU LOGÍSTICA NO APOIO A MINHA TROPA;
SOU GUERREIRO QUANDO ESTOU EM OPERAÇÕES.
NO AGRESTE, NO SERTÃO, ZONA DA MATA,
BRAÇO FORTE, MÃO AMIGA, TRADIÇÕES.
DO PASSADO HERDEI A FORÇA P'RA VENCER,
NÃO IMPORTA ONDE A AMEAÇA POSSA ESTAR.
SE O BRASIL CHAMAR VOU LÁ P'RA COMBATER… MAS…
GUARARAPES TEM QUE SER O MEU ALTAR !
PÁTRIA ! BRASIL ! PÁTRIA ! BRASIL !
…………………………………………………
Em fevereiro de 2000, foi nomeado subcomandante de Operações Terrestres, retornando a Brasília onde, em janeiro de 2001, passou para a reserva do Exército. Em maio daquele mesmo ano foi convidado e aceitou o cargo de Subsecretário Nacional Antidrogas da Secretaria Nacional Antidrogas -
SENAD, órgão lvinculado à Presidência da República .
Em 11 de dezembro de 2001, por ocasião da abertura do II FORUM NACIONAL ANTIDROGAS, o Presidente da República nomeou-o Secretário Nacional Antidrogas. Na SENAD, desenvolveu profícuo trabalho, onde se destacam:
- Consolidação da Política nacional Antidrogas Brasileira
- Criação e fortalecimento da Rede integrada entre a SENAD e os Conselhos estaduais de Entorpecentes
- Criação e implantação do Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas
- Criação, implantação e desenvolvimento do do Projeto Internacional Piloto de Integração de Municípios Fronteiriços nos
programas de redução da Demanda de Drogas.
- Homogeneização de Conhecimentos entre os Conselheiros dos Conselhos Estaduais e Municipais Antidrogas.
- Instituição de Normas Mínimas para as Instituições de tratamento de De[endentes Químicos de drogas.
- Novos Critérios para Credenciamento de Centros de excelência em Álcool e outras Drogas
- Promoção do II Forum Nacional Antidrogas
- Implantação do Programa de parcerias estratégicas na área de drogas.
He was married to Regina Pereira UCHÔA (daughter of Lincoln GOMES PEREIRA and Leontina GOMES PEREIRA) on 19 Jan 1963 in Niteroi - Rio de Janeiro. Regina Pereira UCHÔA was born 27 Mai 1941 in Rio de Janeiro. -
REGINA PEREIRA UCHÔA -
nasceu no dia 27 de maio de 1941, na cidade do Rio de Janeiro, primeira filha do casal recém-chegado de Minas Gerais, Lincoln Gomes Pereira e Leontina Gomes Pereira. Moça alta, pele bronzeada, cabelos castanhos, bonita, professora formada pelo Instituto Jacobina, no Rio de Janeiro, especializada em Jardim de Infância.
Conheceu Paulo Roberto em Niterói, em 1959, ficaram noivos em 1961 e, uma semana antes do casamento, em casa de seus futuros sogros, Ena e Moacyr, houve uma sessão de materialização semelhante às que eram realizadas em Resende. A entidade TEREZINHA apareceu e pediu para levar as alianças dos noivos ( Regina e Paulo Roberto estavam presentes) para que fossem abençoadas, com a recomendação de que, na véspera do casamento, fosse realizada outra sessão para que ela as trouxesse de volta. Assim foi dito e assim foi feito, sendo que TEREZINHA ainda presenteou Regina com belas rosas.
Casaram-se na Igreja de Sant'Ana, em Niterói, no dia 19 de janeiro de 1963.
Seu nome estava escolhido para ser "Ana Maria". Entretanto seu pai, que acompanhava passo a passo, pelo rádio, as notícias da Guerra (2a Guerra Mundial), ouviu, eufórico, naquela manhã do dia 27 de maio de 1941, a notícia tão ansiosamente esperada por todos os aliados: o navio alemão "Bismark", depois de causar tanta destruição, finalmente, havia sido afundado pela marinha inglesa. Em meio à euforia, seu pai decidiu: "Minha filha chamar-se-á REGINA, em homenagem à Inglaterra, a Rainha dos Mares!…"
Criança linda, robusta, com cachos dourados, ganhou concurso de "Robustez Infantil" da Associação dos Bancários do Rio de Janeiro, em 1944. Uma de suas mais vívidas lembranças de sua primeira infância é um fato ocorrido por ocasião do término da 2a Guerra Mundial. Ela saiu à rua para ver a celebração, quando um dos fogos de artifício penetrou por dentro de sua camisola, felizmente sem nenhuma conseqüência grave. Seu famoso senso de humor, especialmente no que diz respeito ao insólito e inusitado, recorda esse episódio de forma pitoresca e hilariante, como somente ela saberia descrever.
O fim da guerra também trouxe fim às filas que enfrentava, acompanhando sua mãe, desde às quatro horas da manhã, para comprar pão na padaria. Sua mãe contava que o irmão "Maninho" (Emanuel), chegou a namorar a filha do dono da padaria para aliviar a irmã da longa fila…
Sua infância foi ativa, criativa e alegre. Subir em árvores (especialmente o "abio" do quintal da saudosa casa da rua Dr Carlos Halfeld, 22, em Icaraí); brincar com outras crianças da rua, também chamada "Rua dos Bancários", em Niterói; implicar com os mendigos loucos e fazer "experiências médicas" com gatos, perturbar o "Pirulito" (o cachorro da casa) com a bateção de panelas, apenas para citar algumas de suas atividades prediletas.
A família não tinha muitos recursos, apesar do pai trabalhar como bancário, no Rio de Janeiro, e a mãe lecionar português numa escola perto de casa. Regina, desde cedo, aos onze anos, já ajudava a mãe nos afazeres domésticos, especialmente no preparo das refeições. Aí está a origem da sua extrema habilidade e bom gosto na arte culinária.
Terminado o ginásio, especializou-se em "Jardim de Infância", realizando o curso "Normal" no Instituto Jacobina, no Rio de Janeiro. Seus hobbies preferidos nessa época da "Juventude Dourada", de fins da década de 50, início dos anos 60, incluíam a praia de Icaraí, festas nos clubes (Central e IPC) e bailes de carnaval. Apesar da rigidez de seu pai, que não gostava que as filhas freqüentassem bailes ou festas, com a ajuda "secreta" de sua mãe, que lhes fazia vestidos às escondidas e ajudava a "acobertar" suas escapadas, as irmãs Regina e Ruth não tinham do que se queixar. E foi no clima de praia, cantoria ao violão, jogos de vôlei na areia, festas e carnaval, que Regina e Paulo Roberto se conheceram, no início de 1959, namoraram, ficaram noivos em 1961 e se casaram em 19 de janeiro de 1963.
Durante o longo namoro, em que Paulo Roberto cursou a Academia Militar das Agulhas Negras, houve uma página triste na vida de Regina. Aos 18 anos, contraiu tuberculose, que a forçou a se internar num hospital do Rio de Janeiro, por 9 meses. Esses meses foram longos, traumatizantes e difíceis. Mas foi, exatamente durante esse período, que Paulo Roberto demonstrou suas reais intenções e o seu profundo amor por ela: ficaram noivos quando ela ainda estava doente. Ele propôs casamento a uma moça com uma doença que ainda causava terror e preconceito na época. Este gesto selou o destino de duas vidas de trabalho, de crescimento, de aprendizado, com base em um sólido início: amor, acima de tudo. Felizmente, sua cura se processou de forma completa e definitiva.
Paulo Roberto, romântico, poeta e apreciador de violão, compôs, à
época, um samba-canção que resumia seus sentimentos para com sua Regina (ver abaixo). Casados, foram passar a lua de mel em Santos e Guarujá/SP. O marido continuava inspirado e lhe ofertou o Samba da Lua de Mel:
REGINA
Sei que estás presente sempre em mim…
Quero estar presente sempre em ti…
Quero amar-te tanto até que possa
Pressentir que a vida nossa
Em uma vida eu reuni !
Lua, que neste instante me ilumina,
Vem dizer a ela que a canção
Que estou compondo ao violão,
Terá por nome o seu: REGINA.
E assim, eu canto a minha inspiração
Que a saudade foi buscar
No fundo do meu coração…
Pois só assim eu sei cantar… (Bis)
SAMBA DA LUA DE MEL
Regina ouve esse samba que é teu
Feito pelo marido teu,
Todo inspirado no amor…
Regina nele ele diz que te ama
Qual no inverno a chama
Nos traz ao peito calor…
Querida, canta ele por fim
Sem ti o que será de mim
Neste mundo tão cruel ?
Casei-me, e pela vida inteira
Serás minha companheira,
Sempre em lua de mel !!!…
Foi, também, nessa época, que Regina ganhou, de Paulito, o seu acróstico:
Recolho da fonte a água nas mãos
E a água se esvai e corre p’ro mar…
Goteira contínua que o ser não domina,
Inspira-me versos, vontade de amar…
No mar eu deponho o amor que te tenho,
Afogo-me nele, me deixo matar…
A entrada de Regina na família Uchôa, foi marcada, primordialmente, pela sua iniciação aos assuntos místicos e esotéricos. Seu sogro, o saudoso e inesquecível general Alfredo Moacyr de Mendonça Uchôa (então coronel), conduzia pesquisas sobre materialização, cura paranormal e ensinava teosofia. Regina, cuja mãe era católica e o pai ateu, nunca havia sido exposta a esses assuntos, ainda considerados, por muitos, como tabus, na época. Seu espírito livre e mente curiosa e aberta, encontraram novos rumos em direção à espiritualidade. Não somente ela aderiu às reuniões, como sua própria mediunidade e fé desabrocharam livres e fortemente, aspectos que, profundamente, marcaram seu
caráter, sua contribuição ao próximo e à caridade, para sempre, ao longo de sua vida.
Quando grávida de Denise, sua primeira filha, a veia poética de Paulo Roberto lhe ofereceu mais uma canção:
FRUTO DO NOSSO AMOR
Já num samba que eu fiz para você,
Fui buscar no seu amor a inspiração:
Lua de Mel, chama de inverno…companheira…
Frases doces que cantou meu coração.
Desta vez, vou cantar um samba-canção
Pois eu sinto-me levado a compor.
Porém, meu bem, hoje a minha inspiração
É o doce e suave fruto do nosso amor…
Deus consentiu que o nosso amor frutificasse
E, hoje, espero com ardente emoção.
Que ele tenha, de você, meu bem, os traços,
A Pureza, a beleza e o coração.
Quero que os versos desta estrofe derradeira
Sejam ouvidos por Jesus, Nosso Senhor,
Pois que agradeço seu amor de companheira
Perpetuado no fruto do nosso amor…
Denise nasceu no ano seguinte ao casamento, em 03 de março de 1964. Regina abraçou a maternidade e a filha com total dedicação, amor e orgulho. Foram para Brasília em agosto de 1964, onde ficaram, apenas, poucos meses, já que, no ano seguinte, Paulo Roberto, então tenente do Exército, partiu em missão de um ano com a ONU, no chamado Batalhão Suez, na Faixa de Gaza e deserto do Sinai/Egito. Esse ano de separação foi, para Regina, especialmente difícil e doloroso devido à morte prematura de seu segundo filho, Alexandre Yog, causada por erro médico, onze dias após seu nascimento. Com o apoio das famílias, sua e do marido, mais as "fonias" semanais, oferecidas pelo Exército, ela aguardou, ansiosamente, pelo reencontro.
Em agosto de 1966 o casal retorna à Brasília. A nova Capital, em pleno processo de construção, transferência e consolidação, ofereceu à Regina a oportunidade de demonstrar seu espírito adaptável, maleável à novas situações e circunstâncias, como uma verdadeira pioneira ("piotária", como ela mesma diria em seu irreverente bom humor).
Com o nascimento da segunda filha, Liane, em 08 Nov 1967, a família se completou. Sua vida tornou-se ocupada entre as crianças e seu trabalho como professora de Jardim de Infância, cargo que ocupou por haver obtido o primeiro lugar em concurso público do Governo do Distrito Federal. Cheia de energia, senso de humor e criatividade, Regina foi uma professora alegre e feliz. Até sua filha Denise gostava de passar o dia em sala de aula com a mãe professora.
Apesar da real vocação por medicina, sua opção de acompanhar o marido nas freqüentes mudanças exigidas pelo Exército não lhe propiciou a oportunidade de seguir uma só carreira. Entretanto, ela sempre buscou ocupações e desenvolveu, ao longo de sua vida, diversos outros interesses e atividades. Regina é a criadora de um lema que, dificilmente, encontra opositores: "Por trás de um grande homem existe, sempre, uma grande mulher que entrou pelo cano…".
Depois de quase cinco anos em Brasília, a família se mudou para o Rio, onde o "Cap Uchôa" cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais - EsAO (1970/71), de onde foram para Resende (1972/73), morar na Vila Militar da Academia Militar das Agulhas Negras. Nessa fase, Regina se dedicou à Yoga e às filhas, com visitas mensais ao ortodentista, no Rio e hepatite de Denise. De volta à Brasília, em 1974, Regina se matriculou em um curso de inglês, o que se mostrou útil um ano mais tarde, quando a família se mudou para o Fort Benning, na Georgia - EUA. Aí, mais uma vez, Regina demonstrou sua capacidade de adaptação, agora em um país estrangeiro, onde logo dominou a língua, dirigia, com desembaraço pela cidade e cuidava de 3 crianças ( o sobrinho André, filho dos cunhados Luiz Carlos e Mathilde, morou com ela durante o ano que esteve nos EUA - 1975/76). As compras, viagens, passeios e experiências, foram o resultado de um ano feliz, cheio de esperanças, que deixaram marcas positivas e criaram laços com os EUA que seriam, mais tarde, de grande valia para ela.
De volta para a Vila Militar - Deodoro, no Rio, Regina continuou seus estudos de inglês, na Cultura Inglesa, desta vez acompanhada da filha Denise e, mais tarde, por Liane, com o firme propósito de não perderem a habilidade adquirida durante o ano vivido nos EUA. Todas as três, anos mais tarde, terminavam o curso completo.
Em 1978/79, o marido foi cursar a Escola de Estado-Maior (ECEME), e a família se mudou para a Praia Vermelha. Regina se dedicou, nesse período, a combater e vencer um trauma, o qual ela decidiu encarar de frente, até eliminá-lo, com sua típica determinação e coragem: ela tinha medo de pessoas cegas. Corajosamente Regina se ofereceu como voluntária para ler para os cegos do Instituto Benjamim Constant, onde fez amigos e realizou um belo trabalho de caridade. A proximidade da praia foi uma festa para ela, que coordenava suas atividades de sorte a poder desfrutar o sol e o mar, que aprendeu a amar desde que, muito criança, ia cedinho com o pai, na praia de Icaraí, ajudá-lo a pescar caranguejos.
Em 1980 foram morar em Niterói, a saudosa cidade de onde se afastara desde a década de 60. A alegria durou pouco pois, um ano depois, lá estavam eles de volta à Brasília.
Com as filhas já crescidas e o marido viajando muito (servia na Presidência da República), Regina uma vez mais encheu-se de coragem e determinação e iniciou uma nova e bem sucedida carreira com venda de jóias, na conhecida rede H STERN. Sua facilidade de comunicação, simpatia, perspicácia, bom gosto e largo conhecimento de pedras preciosas fizeram dela, em poucos meses, a líder em vendas de todas as lojas de Brasília, posição que manteve ao longo dos 6 anos em que trabalhou no ramo.
Em 1990, torna Regina a abdicar de seu trabalho para acompanhar o marido em mais uma missão nos EUA. É curioso lembrar que, certa vez, na praia de Olinda, uma cigana se aproximou dela, tomou sua mão e disse: " Você tem a bandeira dos EUA na palma de sua mão ". A previsão fez sentido, um ano mais tarde. Apesar de que a vida em Brasília estivesse cheia de atrativos, principalmente a nova casa no Lago Norte, Regina seguiu animada, qual uma "camaleoa", afirmando, como sempre, que: "Se o lugar é vermelho, eu já vou cor-de-rosa…". ( Ver sobre essa missão nos EUA, na biografia de Paulo Roberto).
Regina se encaixou na nova vida como uma luva: em menos de um mês já dirigia pela cidade, conhecia todos os Shopping Centers, já havia feito várias amigas entre as esposas dos oficiais estrangeiros, enfim, totalmente à vontade com a língua, os costumes, a rotina e, principalmente, sua indeclinável condição de "embaixatriz" do Brasil, representando, com requinte, o seu país e a sua cultura (eram os únicos brasileiros na cidade de Hampton-VA).
Nos dois incrivelmente intensos e bem vividos anos nos EUA, destacam-se as viagens à Europa já citadas na biografia de Paulo Roberto e um belíssimo passeio pelo Mediterrâneo, ao longa da Côte D’Azur, ilhas da Córsega e Sardenha, acompanhando a filha Liane e o genro João, à convite dos pais dele, Verdi e Sônia.
Suas duas filhas casaram-se nos EUA ( ver detalhes nas biografias de Denise e Liane ). O casamento civil de Liane, realizado em Washington D.C. fez com que Regina, morando em Hampton, três horas de carro, ao sul, se desdobrasse para oferecer duas requintadas recepções: no gabinete do Adido do Exército junto à Embaixada e na residência dos amigos Ariel e Suzana que, gentilmente, colocaram a casa à disposição. Já a recepção do casamento de Denise, após a bela cerimônia religiosa na Capela do Centurião (Fort Monroe-Sec XIX), deu-se nos salões do Hotel Chamberlain, onde compareceram 150 amigos que ficaram encantados com a decoração e o delicioso buffet organizados por Regina, com tanto amor e capricho naquele ambiente arquitetônico do século passado, com direito a pitadas de sensação de " E o vento levou…".
Regina e Paulo Roberto retornaram sozinhos ao Brasil (Brasília), em Out 92, deixando as filhas entregues às suas próprias vidas, no hemisfério norte. Foi um regresso feliz, e uma curta permanência de cinco meses, em Brasília, desfrutando, pela primeira vez, da casa nova comprada três anos antes. Em dezembro desse ano, Regina perdeu seu pai. Após 8 anos de luta com o "Mal de Alzeimer", ele, finalmente, descansou. Deixou, em Regina, a marca de seu amor à arte, à música clássica, aos ballets, à literatura brasileira, ao artesanato popular, às viagens culturais.à justiça, ao amor ao próximo e um senso de humor que os identificavam como pai e filha.
A carreira de Paulo Roberto atingiu o mais alto patamar com a sua promoção a general em março de 1993. O evento mereceu uma querida surpresa, com a vinda das filhas para a entrega de espadas, e uma mudança inesperada para o local mais "temido" da carreira de esposa de militar: A SELVA. "Intimamente", Regina sempre soube que acabaria lá, um dia… Só ela seria capaz de descrever os sustos com as aranhas medonhas, as ratazanas gigantescas que cruzavam seu jardim, os jacarés que atravessavam a rua em frente à sua casa, os dilúvios com estrondosos trovões, as enchentes de Marabá e o calor que fez com que ela se abanasse, constantemente, durante um ano. Mas ela, como sempre, soube aproveitar o lado bom: conheceu Manaus, o rio Amazonas e o rio Negro; encantou-se com Belém, Tucuruí, Carajás e Santarém; viajou 1000 Km de trem até São Luis, no Maranhão; passeou de lancha nos rios Xingu (Altamira) e Tapajós (Itaituba); fez pic-nics nas praias de alvas areias do rio Tocantins e, principalmente, apoiou e ajudou muito o marido na condução da vida social e comunitária da guarnição militar, onde constavam 3 vilas militares e dois clubes. Regina descobriu o artesanato marajoara, as madeiras nobres (com que mandou confeccionar belos móveis, segundo seus próprios desenhos), a riquíssima cultura popular e os contagiantes ritmos locais. Em suma, ela viveu, intensamente, a Amazônia, com curiosidade, entusiasmo e um renovado amor ao novo Brasil (ou ao Brasil do futuro) que a encantou, descrevendo, em minúcias, suas mil descobertas em faxes regulares para as filhas, nos EUA.
De volta à Brasília, em maio/1994, retomou suas atividades no AWC (American Wives Club - ao qual se filiara tão logo chegara dos EUA), onde fez um grande número de amigas, cursou paisagismo, decoração de interiores e, com seu amor pelo verde, criou um belo jardim tropical no, anteriormente, sêco e vazio jardim de sua casa.
Os anos que se seguiram também foram de tristeza constante, com a longa enfermidade de seu sogro. A repentina perda de sua sogra, sua querida D.Enita, lhe deixou um vazio nos mais de 30 anos de convívio e admiração mútua. Um ano depois foi a vez de seu sogro se libertar . Ele, que fora seu primeiro mentor espiritual, lhe deixou, impregnando todo o seu ser, uma lição de profunda fé, caridade e amor, atributos que Regina tem como os mais caros à sua existência.
Em mais uma viagem à Europa/Ásia , dessa vez Grécia e Turquia, junto com Paulo Roberto, Liane e família, Regina ficou fascinada pelos milenares tecelões de tapetes, pela cultura exótica, pela riqueza dos palácios dos sultões, pela limpeza e civilidade de uma região ainda tão pouco conhecida dos turistas brasileiros. Tudo o que viu e aprendeu, em termos de arte, Regina repassou às amigas, até mesmo apresentando palestra sobre a tapeçaria turca, ilustrada por vídeo caprichosamente filmado e editado pelo seu orgulhoso e alegre colaborador, Paulo Roberto.
Paulo Roberto Yog de Miranda UCHÔA and Regina Pereira UCHÔA had the following children:
+12 i. Denise Uchôa SLATER.
13 ii. Liane Pereira de Mendonça UCHÔA was born on 8 Nov 1967 in Brasilia - DF. -
LIANE PEREIRA DE MENDONÇA UCHÔA -
Nasceu em Brasília, 08 de novembro de 1967. Desde neném constituiu-se em um problema para sua mãe quanto à alimentação. Sempre comeu pouco e de forma preguiçosa.
Ainda muito criança, já foram aflorando, em sua personalidade, características altamente positivas e que se vão tornando marcantes com o passar do tempo. De temperamento extrovertido e cativante, desde tenra idade preocupava seus pais pela facilidade com que se dava com qualquer pessoa, estranha que fosse, criança ou adulto.
Desenvolveu um gosto fora do comum para a leitura de tudo aquilo que lhe caia às mãos, com uma preferência bastante acentuada para a obra de Monteiro Lobato. Absorve, com enorme facilidade, tudo aquilo que lê, razão pela qual estruturou uma cultura geral não muito comum à crianças da sua idade.
Por várias vezes seu pai foi abordado por amigos que lhe perguntavam se era o pai de Liane. Respondendo afirmativamente, costumava ouvir fartos elogios à filha, pela conversa espontânea e amadurecida que havia tido com ela. O primeiro desses casos ocorreu quando Liane tinha, apenas, 6 (seis) anos de idade.
Descontraída e corajosa, aprendeu a nadar, inicialmente, por baixo d' água. Com 3 (três) anos de idade, na piscina infantil do Círculo Militar de Brasília - Setor Militar Urbano - gostava de afundar, deitando-se no fundo e permanecendo sorrindo e com os olhos arregalados. Tal atitude, por diversas vezes, causou grande sustos em pessoas que por ali passavam. Um amigo de seu pai, certa vez, retirou-a rapidamente da água, julgando que se afogava. A reação de Liane foi a de cair na gargalhada. O temperamento brincalhão ‚ outro aspecto marcante de sua personalidade. Liane estava sempre ocupada com uma leitura ou brincando com amigas. De capacidade imaginativa acentuada e criatividade nata, sempre assumiu a liderança das amigas, que se deleitavam com seus improvisos, quer nas brincadeiras de teatro, fantoches, bonecas, laboratório químico, etc. Extremamente carinhosa e meiga para com os mais velhos, desenvolveu um amor especial por animais, instituindo, em sua casa (quando morava na Vila Militar - Rio), um "hospital para pássaros", recolhendo para cuidar, e recebendo, dos amiguinhos, passarinhos doentes e filhotes abandonados.
Certa vez, um amigo de seu pai contou-lhe que, ao ouvir sob sua janela uma gritaria de criança, aproximou-se para observar, verificando que se tratava de um garoto grande (uns 13 anos) levando uma "enérgica repreensão" de Liane (então com 9 anos), por maltratar um passarinho. Ela argumentava que o pássaro não lhe fizera mal algum e que a vida lhe havia sido dada por Deus, cabendo, portanto, a Deus, e somente à ELE, o direito de retirá-la. O garoto aquiesceu a seus argumentos e, ante os olhos curiosos das outras crianças, libertou o pássaro.
De outra feita, brincando em casa de uma amiga, ao fugir do cachorro desta, que se soltara da corrente, pulou o muro para o vizinho, cujo desnível de altura não lhe possibilitava o regresso. Já do outro lado, deparou-se com enorme cão policial solto e treinado para pegar ladrões (mais tarde soube-se que, na véspera, esse animal havia estraçalhado o braço de um Cabo pára-quedista que houvera entrado na casa para entregar uma encomenda). O cão encarou-a e começou a rosnar ferozmente, dirigindo-se para ela que, trêmula de medo, tomou sua decisão sob o olhar desesperado das amigas por sobre o muro. Ao invés de fugir, foi caminhando lentamente em direção ao animal, dizendo em voz alta e terna: "Sou sua amiga, não vou lhe fazer mal; você ‚ meu amigo, não vai me fazer mal...". O cão parou de rosnar, abanou o rabo e colocou-lhe as patas dianteiras sobre os ombros, ficando, mesmo, bem mais alto do que ela. Aproveitando esse momento, o pai da amiga, que assistia à cena pelo muro, correu para o lado oposto e atraiu a atenção do animal, que se voltou ferozmente para ele, dando tempo à Liane para correr e sair pelo portão da casa. Foi nessa época que seu pai compôs e presenteou-a em seu aniversário - 08 Nov 76 - com a canção:
PERTINHO DE MIM
"Vejo a alvorada nascer. Luz e calor a espargir.
Bando de aves voar. Flores se abrindo a sorrir...
Tudo que é paz tem beleza. Tudo que é belo é emoção.
Louvar a mãe natureza levou-me a essa canção...
Pertinho de mim eu tenho alguém que é uma maravilha,
Tão pura como a natureza, minha por ser minha filha.
Liane, Liane, Liane, Liane... amor!!!
Teu coração infantil é o fruto bom e maduro
Feito com essências do céu e se resume em amor puro...
Amas aos velhos e aos moços, bichos e plantas também,
Com um carinho tão grande que eu nunca vi em ninguém..
Pertinho de mim...
Dizem que a Vida é Amor; dizem que o Amor é a Verdade;
Se ser feliz é amar... Tu és a felicidade!...
Pertinho de mim...
Essa valsinha, mais tarde gravada na saudosa cítara de Avena de Castro, fã de Liane, foi por ela mais tarde escolhida para, como surpresa, dançar com seu pai no dia de seu casamento religioso.
Profundamente identificada com a doutrina espiritualista adotada por seus pais, sempre foi a primeira a exigir deles a regularidade da orientação espiritual através das reuniões semanais promovidas na intimidade da família.
Possuidora de uma facilidade de expressão fora do comum, Liane expõe seu ponto de vista sobre qualquer assunto, com muita convicção e acerto, o que, não raro, surpreende aqueles que a ouvem.
Seu pai a define: "Delicada e frágil pela confiança que deposita em tudo e em todos; enérgica e forte, pela sensibilidade aguçada às coisas do espírito...".
Em janeiro de 1981, retorna com seus pais à sua terra natal. Seu pai foi trabalhar na Secretaria Geral do Conselho de Segurança Nacional - Presidência da República - e sua mãe na H. Stern Joalheiros. Por coincidência, foram morar na mesma superquadra do Vovô" Acyr e da Voíta, bem como da tia Ângela com suas filhinhas Anna Paula e Ana Luiza. Vivia a plenitude de sua adolescência. O encanto de sua beleza, a suavidade de seus traços e o ar ingênuo e infantil estão registrados nas centenas de fotos tiradas por seu pai.
Com o passar do tempo foi se caracterizando, em Liane, uma tremenda aversão pelas chamadas ciências exatas (física, química, matemática, etc...), ao mesmo tempo em que, nela, desabrochava, com todo o fulgor, um entusiasmo, só explicável pela reencarnação, pela literatura, história e poesia. Ávida pela leitura dos clássicos da literatura internacional, sua paixão por Homero não era menor que o interesse por Voltaire ou seu amor por Guimarães Rosa.
Conhecedora profunda da Mitologia Grega, em todas suas nuances e detalhes (curiosidade que despertou em Liane desde que se alfabetizou), é capaz de falar e de explicar qualquer aspecto ou fato mitológico, grego ou romano, utilizando uma didática própria que torna o assunto fascinante à qualquer público, como no caso da palestra que proferiu na Ordem Rosacruz, em cuja instituição, AMORC, filiou-se durante a Mestria de seu pai, sendo por ele iniciada na Loja Brasília.
Terminado o 2º grau, Liane prestou vestibular em duas universidades: a de Brasília - UnB e CEUB. Aprovada em ambas, decidiu-se pela UnB, onde se formou em LETRAS, em março de 1991.
14 iii. Alexandre Yog Pereira de M. UCHÔA was born on 10 Jun 1965 in Niteroi, RJ. He died on 21 Jun 1965 in Niteroi, RJ.
ALEXANDRE YOG PEREIRA DE MENDONÇA UCHÔA
Nasceu forte e sadio em Niterói, no dia 10 de junho de 1965. Por incompetência do pediatra, foi acometido de séria complicação com origem em uma otite virulenta, vindo a falecer, com apenas 11 dias, em 21 de junho de 1965. Após o enterro, depois que todos se retiraram do local, seu avô Moacyr ali permaneceu por cerca de mais uns 30 minutos, sozinho, em oração, confessando, mais tarde, que assim procedera simplesmente porque sentira dificuldade em se afastar, como que atraído por algum motivo.
Levado para casa pelo filho Paulo Roberto (pai de Alexandre Yog), o qual retornou para a casa do outro avô, LINCOLN (pai de REGINA, mãe de ALEXANDRE YOG). Pouco depois, o avô Moacyr telefona e pede, emocionado, que o filho Paulo Roberto compareça à sua residência porque algo de muito sério havia ocorrido. Em lá chegando, o pai de Alexandre Yog ouve, do avô do menino, o seguinte relato: "Cheguei em casa muito triste e emocionado. Resolvi, então, escrever uma carta para um primo adoentado, em Belo Horizonte. Ao começar a escrever, me surpreendi com o destinatário que eu mesmo acabara de colocar no papel. Relaxei e, entre lágrimas, deixei que minha mão fosse conduzida." E, assim dizendo, muito emocionado, Moacyr entregou, ao filho, uma carta ainda pontilhada de marcas úmidas, exclamando: " Tome, meu filho, é para você!...".
A seguir, a transcrição da mensagem de ALEXANDRE YOG, psicografada por seu avô Moacyr, em 21 de junho de 1965.
" Meus queridos pais "
"Obrigado meu pai, obrigado minha mãe, obrigado meus avós, obrigado queridos parentes e amigos. Obrigado. Obrigado por esse ambiente de carinho e amor com que envolveram os meus breves dias terrenos. Obrigado por esse apoio espiritual de que, realmente, tanto necessitava para estabelecer o laço de união, em amor, com todos vocês, e que consistia o objetivo maior de minha missão.
Deus - Suprema Verdade - me permitiu, ainda pequeno operário da Seara, que mais próximo firmasse a minha relação espiritual com essa família, que tem sido a minha família desde muitas idades.
Deus, Misericordioso, concedeu-me, entre outros deveres, um outro, o para mim caro ao meu ser, qual o de, unindo-me mais e mais a todos vocês, poder colaborar na orientação dos que ainda precisam de orientação, no desenvolvimento de uma perspectiva de amor aos que carecem dessa perspectiva, no revigoramento da fé daqueles de vocês que ainda tanto carecem de fé, no fluxo de amor envolvente do Senhor Jesus, derramando-se qual néctar inefável sobre aqueles de vocês que sentem tribulações, ansiedades, duvidas e fraquezas. Assim, a Suprema Lei me deu essa encarnação, frustrada aparentemente, pois, na essência de uma inimaginável significação para a própria evolução espiritual de todo meu ser. É por isso que disse obrigado, obrigado, obrigado, obrigado meu pai, minha mãe, minha mãe, meu pai, obrigado, obrigado e que Jesus a ambos abençoe, dando-lhes com a verdadeira compreensão da minha passagem entre vocês, fortaleza na resignação, impulso santo para cultivar sempre, e cada vez mais, o amor do Cristo Universal nas criaturas de Deus que carecem de uma palavra justa, de um pedaço de pano para a sua nudez, de um pouco de pão para a sua fome, de um gesto amigo para a sua alma, de uma fraternal convivência que os conduza à Nova Luz do Mundo de Amanhã. Obrigado meu pai, obrigado minha mãe, e obrigado meus queridos avós e à você vovô, que escreve, pela graça do Altíssimo, essas minhas palavras. Que elas sejam paz para o coração de vocês, sejam conforto para seus espíritos provisoriamente abalados, sejam estimulo para a firmeza, decisão e fé nos rumos certos que indicam a PALAVRA DA LEI ETERNA DO EVANGELHO DO SENHOR.
Que essa palavra seja a Luz que os ilumine a todos e que essa Luz, ETERNA e PURA, ao clarear o caminho de todos vocês, ilumine, também, a este ainda pobre e pequeno servo daquele que disse:
Sou o Caminho, a Verdade e a Vida - Sou Ressurreição! AVE! AVE ! Obrigado meu PAI, obrigado minha MÃE.
Alexandre "
Como foi dito, Alexandre Yog faleceu pouco antes da viagem de seu pai para o Egito. Para aquela viagem, sua mãe fez um pedido estranho: entregando a seu pai o umbigo da criança, que ainda guardava consigo, pediu que, na primeira oportunidade que tivesse, o colocasse no fundo das águas do Mar Mediterrâneo. E assim foi feito. Paulo Roberto mergulhou, e realizou o desejo de Regina. Voltando à tona, de costas para a praia, teve uma estranha sensação: estava de frente para a Grécia/Macedônia, e algo lhe dizia que seu filho vivera, ali, na época de seu famoso xará. Tempos depois, de férias com dois amigos tenentes, passando por Atenas, foram a uma loja de souvenirs onde compraram algumas lembranças. Á saída, o dono da loja chamou os três e, retirando de uma caixa, do tamanho de uma caixa de sapatos, um alfinete de lapela, dentre centenas, com o alto relevo da Acrópolis ( o mais conhecido dos símbolos gregos), entregou-o ao Ten Kruger, exclamando: "A souvenir for you ". Repetiu o procedimento para o Ten Coutinho, que também recebeu um alfinete com a Acrópolis. Finalmente, virou-se para Paulo Roberto (Ten Uchôa) e, ao estender-lhe a mão com mais um alfinete da Acrópolis,
subtamente, voltou atrás, dizendo: " You, wait a moment ". E recolocou-o na caixa, a qual revirou por alguns segundos, pois a grande maioria dos alfinetes continha a Acrópolis para, finalmente, achando o que queria, exclamar, radiante: " For you, a special: Alexandre!!! ". E entregou, ao jovem e emocionado oficial, um alfinete de lapela com a esfinge de Alexandre Magno, o grande general macedônio.
A presença de Alexandre Yog , por muitas e muitas vezes, se fez sentir em momentos muito especiais para seus pais.