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             Ligando o mar Vermelho ao Mediterrâneo, o canal de Suez, no Egito, construído pelos franceses no século XIX, desde 1936 estava sob controle militar inglês. Era o principal escoadouro do petróleo árabe para o Ocidente. Mas, em julho de 1956, o presidente egípcio, coronel Gamal Abdel Nasser, anunciou a nacionalização do canal. 

            A notícia repercutiu como uma bomba na Grã-Bretanha. O primeiro-ministro inglês Anthony Éden declarou, então, que “ não se deveria permitir a um homem com o passado do coronel Nasser tapar nosso respiradouro com o polegar”. 

            Na verdade a Grã-Bretanha e a França não desejam perder o controle do Oriente Médio, principalmente porque três quartos do petróleo consumido pela Europa ocidental provinham dali.  Essa situação levou os dois paises a se reunir em Londres no dia 10 de agosto, quando se optou por uma operação militar punitiva contra o Egito. 

            As duas potências aliou-se Israel, que viu na invasão uma ótima oportunidade para romper o bloqueio do canal e eliminar os campos de treinamento dos guerrilheiros palestinos que desde 1955 fustigavam o Estado Judaico.   

           No dia 29 de outubro, os israelenses atacaram o Egito através do deserto do Sinai. Dois dias depois, aviões franceses e ingleses bombardearam os aeroportos egípcios. E, no dia 5 de novembro, pára-quedistas britânicos e franceses começaram a ocupação de Port Said, no Mediterrâneo. 

            Mas a opinião pública mundial se levantou contra a invasão. Nos dias 30 de outubro e 2 de novembro, reuniu-se o Conselho de Segurança da ONU, que, com os votos favoráveis dos Estados Unidos e União Soviética, exigiu a retirada das tropas britânicas, francesas e israelenses do território egípcio. 

            A região foi então ocupada por tropas da ONU. O canal foi reaberto em 1957, sob o controle do Egito. Em janeiro desse ano, o navio Custódio de Melo deixara a baía da Guanabara levando pracinhas brasileiros para a região do canal . Era o Batalhão Suez, comandando pelo tenente-coronel Iracílio Pessoa, que se integrava à força policial das Nações Unidas. 

 

 

(Colaboração do Zouain - 18º Contingente )


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