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4º Contingente - João Saul


 

Fotos 1  

 

UMA HISTÓRIA E  FOTOS DO SAUDOSO JOÃO SAUL !!!

Em abril de 1958, na cidade de Prudentópolis, interior do Paraná, dois jovens resolveram se
inscrever como voluntários para prestar serviço militar no Batalhão de Suez,
Faixa de Gaza, no Oriente Médio.  Esses
jovens eram JOÃO SAUL DE GOES MACHADO e eu, JAURI CONRADO RODRIGUES. As
inscrições foram realizadas em Curitiba, no 20º RI (hoje 20º BIB) e devidamente
aprovadas. Na manhã do dia 29 de Julho de 1958, às 5:00 horas, fomos
transportados de trem até o Porto de Paranaguá, com embarque no Navio Transporte
de Guerra NTrT BARROSO PEREIRA para, no dia seguinte, ter início a viagem rumo
ao Egito. Seguimos. Nossa primeira parada foi no Rio de Janeiro e no dia 12 de
Agosto zarpamos com escalas definidas para Recife, Dakar/Senegal e
Marseille/França. No dia 8 de Setembro chegamos a Port Said/Egito, ocasião em
que recebemos a bordo o Comandante do Batalhão de Suez, Cel. Iracilio Ivo
Pessoa Figueiredo, que foi dar boas vindas ao 4.º Contingente. No dia seguinte
desembarcamos do navio e seguimos de trem, cruzamos o Canal de Suez, em
Ismaelia/Egito, e às 18:00 horas chegamos ao acampamento sede do Batalhão
Brasileiro, em Rafah/Palestine. No dia 12 de Setembro, com sol escaldante
(muitas vezes chegando a 50 graus), o SD João Saul foi para a 7.ª CIA, no 1.º
Pelotão, um acampamento no deserto de NEGEV/SINAI, fronteira Egito e Israel,
permanecendo toda missão. Eu, CB Jauri Conrado, fui enviado para a 9.ª CIA, 2.º
Pelotão, um acampamento no deserto de KAN YUNES – SINAI, também fronteira Egito
e Israel, isso até Janeiro de 1959, sendo posteriormente transferido para um
pelotão especial brasileiro junto a Administração da UNEF (United Nations
Emergency Force/Egypt), tendo como comandante o Tenente Romulo Lody. O serviço
era dar proteção ao transporte de cargas para as Nações Unidas através da Rede
Ferroviária Egípcia, de Port Said/Egito para Rafah Camp, na Faixa de
Gaza/Palestina. Muitas coisas boas e não tão boas aconteceram: O 3.º
Contingente (carioca) retornou ao Brasil; em abril de 1959 recebemos o 5.º
Contingente (gaúcho); em outubro de 1959 recebemos a medalha UNEF (In the
Service Of Peace) e menção honrosa, concedida pelo nosso Comandante Coronel Ruy
José da Cruz; no dia 3 de novembro de 1959 recebemos o 6.º Contingente
(mineiro) que substituiria o nosso Contingente e no dia seguinte, 4 de
novembro, de trem, deixamos a Faixa de Gaza rumo a Port Said. Missão cumprida,
embarcamos no Navio Transporte de Guerra NTrT Soares Dutra, com escala em
Tunis/Tunizia, Ilhas Canárias/Espanha, Recife e finalmente, no dia 3 de
dezembro de 1959, chegamos ao Rio de Janeiro. O desembarque foi de emergência.
Fomos transportados para a Vila Militar, no Quartel do 2.º RI, e lá ficamos de
prontidão em razão do movimento denominado Revolta de Aragarça, uma tentativa
de destituir o Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, ocasião em que o
nosso Ministro da Guerra, Teixeira Lott, não permitiu o golpe. Retornamos ao
navio e, no dia 9 de dezembro de 1959, chegamos a Paranaguá/Pr. Subimos a serra
de trem, rumo a Curitiba para o desfile nas ruas da cidade.  Chegando a Curitiba deparamos com a cidade
agitada em razão de um conflito denominado “Guerra do Pente” que durou três
dias. Esse conflito foi um protesto porque o
então governador do Estado, Moyses Lupion, iniciou uma campanha para aumento da
arrecadação tributária chamada de "Seu Talão Vale um Milhão". A
promoção consistia em juntar comprovantes fiscais de compra no valor de três
mil cruzeiros e trocar por um cupom que daria o direito ao sorteio de um milhão
de cruzeiro. No dia 8 de dezembro de 1959, o Subtenente António Tavares da
Polícia Militar do Estado do Paraná, comprou
um pente pelo valor de quinze cruzeiros e exigiu o comprovante do comerciante
libanês Ahmed Najar. Houve uma discussão entre eles e o comerciante fraturou a
perna do Subtenente. Estava iniciado o conflito. Cento e vinte lojas de árabes,
judeus, italianos e brasileiros, todos conhecidos como "turcos" foram
depredadas. Algumas delas totalmente destruídas. Todos os jornais, revistas,
além da rádio registraram o acontecimento. A revolta atingiu as lojas do centro
da cidade, bares, bancas de revistas e carrinhos de pipoca, órgãos públicos
como COAP (Comissão de Abastecimento e Preços); DFDG (Delegacias de
Falsificações e Defraudação em Geral); Chefeatura de Polícia; Biblioteca
Pública do Paraná; Edifícios do IPASE e a Agência do IAPC. Houve quebra-quebra generalizado por todo o centro
curitibano e só no terceiro e último dia do protesto o Exército controlou a
cidade. Em razão disso fomos dispensados e rumamos para as casas de nossos
familiares.

 

Jauri Conrado Rodrigues

Curitiba/Paraná

jauricondo@hotmail.com.


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