7º Contingente - LORENO PEDRO KLEIN


SD.LORENO PEDRO KLEIN
HISTÓRICO

 

De simples agricultor a PREMIO NOBEL DA PAZ

 

Nascido em ITÁ, oeste catarinense, em 09 de outubro de 1940, ali foi criado e trabalhou no árduo serviço da lavoura até maio de 1959 quando com 18 anos partiu para o Rio de Janeiro, então Capital Federal, cumprir com sua obrigação para com a Pátria, servindo na POLÍCIA DO EXÉRCITO ( P. E. ), Chegando na PE dia 13/06/59 e graças sua dedicação ao serviço foi indicado pelo então minístro do exército, marechal ODILIO DENIZ para compor o 7º contingente do famoso BATALHÃO SUEZ que prestava auxílio as Forças de Emergência das Nações Unidas na restauração e manutenção da Paz Mundial no terrivel conflito armado entre ISRAEL E EGITO na Faixa de Gaza em pleno deserto do Sinai. Fora desligado das fileiras da P. E. em 23/04/1960 incorporando-se no mesmo dia ás Forças de Paz, transferindo-se para a Vila Militar em Deodoro R. J. e de imediato, passando receber instruções de preparo para a missão, tais como: costumes daquele povo, religião, clima, solidão, auto defesa, combate, primeiros socorros e meios de apaziguar e acabar com conflitos. Instruções e maneabilidades que duraram até dia 16/05/1960 quando embarcou no Navio de Transporte de Tropas Barroso Pereira - o G 16 - e partindo do Rio dois dias após. Na viagem de ida aconteceram paradas em Recife, Las Palmas, Inglaterra, Holanda, chegando em Portugal dia 13/06/60 e finalmente Port Said no Egito dia 22/06/1960. No dia seguinte desembarcamos de trem na Faixa de Gaza. Durante a permanência na Faixa de Gaza, na ardua missão, enfrentamos momentos terriveis tais como, freqüentes tempestades de areia, solidão, saudades da Patria, difícil adaptação quanto aos costumes diferentes da região, seguidos de assaltos e roubos por parte dos nomades do deserto. Clima de dia até + 50º e de noite muitas vezes - 15º. Além de tudo isso os constantes confrontos inevitáveis entre os dois lados em litígio com fortes bombardeios. Muitas vezes os Misseis e as bombas detonando ao lado de nossos acampamentos e quando parava o fogo cruzado saíamos para dar algumas voltas com o intúito de refrescarmos a cabeça então vinha o pior, inclusive chegamos deparar com crianças, jovens, idosos bem como dromedários, camelos, cabras etc. inertes ao longo do deserto muitos junto a estradas, outros proximos as suas tendas e ou casas totalmente destruídas pelo bombasdeio inimigo. Quantas lágrimas, quanto suor e muitas vezes quanto sangue derramado pelos Pracinhas, não só brasileiros mas de todas nações que ali prestavam serviços na mesma missão de Paz. Eu deixei lá grande parte de meu sangue. No dia 13 de novembro de 1960, um lindo domingo quando cumpria escala de serviço de observação junto a fronteira, fui atingido por uma forte pancada sobre o olho direito isso na cidade de KHAN YUNES, levando-me baixar ao Hospital Geral da ONU na cidade de Rafah Camp. O acidente causou-me trauma e hematoma, recebendo 37 pontos na face e 17 dias internado, permanecendo até hoje com forte seqüela. E no decorrer da Missão é claro que não foram só dificuldades, tivemos também momentos bons, algumas viagens para diferentes países em merecidas férias, onde entre outros, conhecemos a Jordânia com seus lugares Santos tais como Jerusalém; Líbano, Cairo e muitos outros lugares. Nosso embarque de volta para a Pátria querida deu-se em Port Said dia 13/08/1961. passamos, por Nápoles na Itália, de onde fomos á Roma e outras cidades. Visitamos Pompéia, Pistóia, Ilha de Cápri etc. Cotinuando a viagem de retorno paramos em Las Palmas, ilha Espanhola e de lá direto para o Rio de Janeiro, onde desembarcamos dia 09/09/61, sábado. Era dia da posse de João Goulart na Presidência da República, fato histórico ocorrido após a renuncia de Janio Quadros. Fui desligado das fileiras do Exército no dia 30/09/61, com a consciência tranqüila pela missão cumprida. Chegando de volta ao convívio da família dia 08/10/61. Fere-nos a alma e o égo, o descaso de nossas autoridades que fingem não existirmos, negando nossos direitos e valores, mas em contra partida, a Comunidade Internacional contemplou-nos om a Outorga do Diploma do Premio Nobel da Paz, por duas vezes, em 1988 e 2001 pela RELEVÂNCIA DE NOSSOS FEITOS EM PROL DA PAZ MUNDIAL. Por mais que em nosso país tem uma multidão de INCULTOS que dizem que este premio não existe e que é tudo mentira porém o mesmo nos foi dado em OSLO capital da NORUEGA, nos respectivos anos pelos organizadores do NOBEL DA P A Z , dentro das formalidades e do maior rigor de seriedade. LORENO PEDRO KLEIN

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