A Paraíba deveria ter vergonha...

 
                        Aparentemente não poderia haver, para um soldado, honraria maior do que ir aos campos de batalha, matar ou morrer numa guerra, para defender os interesses da Pátria.
                        Há, contudo, atitude tão honrada e até mais nobre, por incrível que pareça: arriscar a própria vida, voluntariamente, nos focos de conflito, com o objetivo único de promover a paz!
                        Essa é, em síntese, a tarefa dos soldados que integram as forças das Nações Unidas nas missões de paz, conhecidos popularmente como “Boinas Azuis”, mas não tanto quanto deveriam.
                        Apenas recentemente, quando um brasileiro perdeu a vida numa dessas missões e o Brasil, não por esse motivo, foi escolhido pela ONU para liderar sua força no Haiti, a mídia nacional enfatizou a importância desse segmento da população brasileira que se constitui em orgulho para a Nação.
                        Mas a história da participação brasileira nessas legiões precisa ser mais divulgada, esclarecida e reconhecida, especialmente na Paraíba, cujo débito social e moral com os filhos deste Estado, que o representaram de maneira tão digna, ultrapassa os limites da mera insensibilidade e transborda para o campo da injustiça!
                        Posso esclarecer? Esclarecerei...
                        Durante o longo conflito entre Israel e Egito, mais especificamente no período de 1957 a 1967, foi uma força especial da ONU que conteve as atividades belicosas, preservando a paz, na região do estratégico canal de Suêz;
                        À época, as condições climáticas e políticas na referida região eram totalmente inóspitas; Algo semelhante ao que ocorre hoje na fronteira de Israel com o Líbano, ou seja, um efetivo teatro de operações de guerra! Mas eles estavam lá para preservar a paz.
                        Naquele grupo de heróis, que ficou conhecido como “Batalhão Suêz” havia um contingente brasileiro e entre eles aproximadamente 70 paraibanos. São, até hoje, os únicos filhos da Paraíba a serem laureados, merecidamente, com a mais elevada condecoração do planeta: o “Prêmio Nobel da Paz”, no ano de 1988!
                        Pois bem conterrâneos, esses exemplos de cidadãos, que honram o Brasil e dignificam o nosso Estado, receberam da comunidade mundial, através da Fundação Nobel ( Noruega ), o devido reconhecimento, caracterizado pela premiação outorgada, mas nunca tiveram da Paraíba a menor manifestação de gratidão por tudo quanto fizeram!
                        Até a simples satisfação de colocar no peito as medalhas conferidas pelas Instituições internacionais ( como a Fundação Nobel ) não foi concretizada, ainda, porque nenhum segmento da sociedade paraibana ( Governantes – Empresários – Políticos, etc ) se dispôs a assumir o custo das despesas necessárias para trazer da Europa os símbolos físicos ( medalhas ) que deveriam estar no peito dos nossos heróis anônimos!
                        Não encontrei as palavras adequadas para traduzir a sensação que provoca em mim a hipótese, infelizmente não muito remota, de que esses virtuosos paraibanos ( verdadeiras “relíquias da honorabilidade brasileira” ainda vivas! ) venham a perecer ( alguns já faleceram ) sem que se corrija tamanha injustiça!
                        Asseguro-lhes, bravos “Boinas Azuis da Paraíba”, que no tocante aos fatos superficialmente narrados, somente um sentimento consegue superar, no caso específico, a vergonha de ser paraibano: é a admiração e o orgulho que sinto por vocês!
 
 
 
Wilson Quirino
Diretor da Dialética Consultoria Política
Presidente da ONG – “Oficina da Cidadania”  

 

De: <theojr@terra.com.br> 
Data: 25/08/2006 (22:16:11) 
Assunto: Boinas Azuis da Paraíba e o Nobel da Paz 
From - Salim Dornellas To: nt: 
Friday, August 25, 2006 11:57 AM
Subject: Re: Artigo
From: Mylle 
Sent: Friday, August 25, 2006 8:25 PM
Subject: Fw: repass.

VOLTAR