MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO DE OPERAÇÕES TERRESTRE
CENTRO DE PREPARAÇÃO E AVALIAÇÃO PARA MISSÕES DE PAZ DO EXÉRCITO BRASILEIRO
(CEPAEB)

1. HISTÓRICO DAS OPERAÇÕES DE PAZ COM
PARTICIPAÇÃO DO EXÉRCITO BRASILEIRO
O Brasil possui rica tradição histórica junto à conjugação de esforços
internacionais pela paz mundial, como conseqüência natural de sua estatura
geopolítica e de sua projeção internacional . A política externa brasileira
, sempre muito participativa, influente e respeitada, estabeleceu uma linha
coerente de defesa do multilateralismo e da responsabilidade recíproca entre
os Estados, por um sistema eficiente de segurança coletiva.
Nesse sentido , firmou também uma parceria e coordenação eficientes com o campo militar do poder nacional , no atendimento aos compromissos internacionais assumidos pelo País , junto a organismos inter-governamentais, como a antiga Liga das Nações, a Organização dos Estados Americanos e a Organização das Nações Unidas, depositárias legítimas dos anseios de paz da comunidade internacional.
A presença, constante e exitosa, da Força Terrestre nessa empreitada constitui exemplo vivo da vocação do povo brasileiro à solidariedade e ao entendimento, levados pelos nossos soldados aos povos afligidos pelo conflito, pelo abandono e pelas crises humanitárias.
Neste artigo vamos rever os registros históricos da presença do Exército Brasileiro no processo evolutivo das missões de paz internacionais.
a. Período Antecedente à Criação da
Organização das Nações Unidas
Pode-se dizer que o então Gen-de-Divisão Cândido Mariano da Silva Rondon foi
nosso primeiro “peacekeeper”. O pioneirismo desse oficial marcou presença,
também, como presidente da Comissão da Liga das Nações para verificação dos
termos do Protocolo de Paz, assinado no Rio de Janeiro, destinado à solução
do litígio fronteiriço entre Colômbia e Peru que, em 1932, levou esses dois
países ao limiar da guerra em torno da chamada Questão de Letícia.
O compromisso brasileiro em prol da paz regional repetiu-se, ainda naquela década, por meio de seus militares e diplomatas, para solucionar no ano de 1938 o conflito entre Bolívia e Paraguai, que os conduziu à Guerra do Chaco. Nessa oportunidade, coube ao então Coronel Estevão Leitão de Carvalho compor como membro a denominada Comissão Mista Neutra, que assim resgatou fracassos anteriores da já decadente Liga das Nações.
De forma muito intuitiva e experimental, essas ações voltadas para a solução e prevenção de conflitos foram herdadas pelo organismo sucessor da Liga das Nações, a Organização das Nações Unidas – ONU – para conformar o que viria a ser as futuras operações de manutenção da paz.
b. A criação da ONU e o desafio da
manutenção da paz
O Exército Brasileiro vem dando mostras da capacidade de adaptação de seus
quadros a condicionantes operacionais cada vez mais implacáveis, no âmbito
das missões de paz. Entretanto, essas missões que além de multinacionais
hoje são consideradas multidimensionais, multidisciplinares e complexas
chegaram a tal situação mediante um processo evolutivo, do qual somos
testemunhas e partícipes desde o seu início.
A determinante original dessa dinâmica deve-se ao fato de que a Carta das Nações Unidas, assinada em 24 de outubro de 1945, não contempla nenhuma referência às operações de manutenção da paz. Este que viria a ser o instrumento primordial e representativo de sua presença e de seu esforço responsável pela solução dos conflitos, nasceu empiricamente e vem evoluindo ao longo de seis décadas, em função de determinantes geopolíticas em constante mutação no cenário internacional.
Mediante a nova realidade do pós-II Guerra Mundial, as operações de paz nasceram em resposta a divergências políticas no âmbito do CS, que em sucessivas discussões cingidas pela sombra do exercício do poder de veto, levaram à concepção do emprego de tropas dos países-membros interpostas a forças militares de outras nações em litígio. Implementadas sob três princípios básicos: consentimento das partes envolvidas, uso da força somente em auto-defesa e neutralidade e/ou imparcialidade no relacionamento com as facções em luta, as operações de manutenção da paz foram juridicamente “justificadas” por Dag Hammarskjold – ex-Secretário-Geral (1953-61) autor da frase: “ Operações de paz não são um trabalho para soldados, mas só os soldados podem realizá-las ” – como uma solução pertencente ao capítulo VI ½ da Carta da ONU.
A partir da primeira missão de paz com uso de tropas, esse tipo de operação contou com a participação brasileira em 27 das 60 até hoje realizadas – no âmbito da ONU – sendo que o processo evolutivo ali iniciado pode ser descrito dentro das fases a seguir.
c. Fase de nascimento das operações de
paz: 1947 a 1956
Na condição pioneira de membro do primeiro Conselho de Segurança – CS –
formado após a criação das Nações Unidas, coube ao Brasil formar parte da
Comissão Especial das Nações Unidas para os Bálcãs – UNSCOB – que no
contexto da guerra civil que se travava na Grécia, arrastava ao conflito a
Albânia, a Bulgária e a Iugoslávia. Coube ao General Anor Teixeira dos
Santos e ao Capitão Hervê Pedroso representarem o Exército e o País, durante
os anos de 1948 e 1949, naquela que pode ser considerada a primeira missão
de observação da ONU, ainda que não esteja assim listada por aquele
organismo, uma vez que foi criada no âmbito da Assembléia Geral e não se
subordinava ao Secretário-Geral.

Consoante com a tradição de inserção
brasileira nas relevantes decisões das Nações Unidas, estávamos presentes
quando, em experiência pioneira de uso de forças militares para manter a
paz, juntamos nossas tropas às de outros dez países para mitigar, a partir
de 1956, o conflito Árabe-Israelense na UNEF I – Força de Emergência das
Nações Unidas – atendendo ao chamado de Hammarskjold.
Além da UNSCOB, nessa
fase inicial, nossa presença na UNEF I se mantém como a mais longa missão em
que participamos. O nosso “Batalhão Suez” (3º Batalhão do 2º Regimento de
Infantaria – Regimento Avaí) enviou, durante 10 anos, cerca de 6.300
militares de todas as regiões do País.
A longa permanência de nossas tropas nas areias do Sinai e na Faixa de Gaza
possibilitaram largo aprendizado disseminado à toda Força Terrestre, cujo
prestígio na área de operações possibilitou alcançar o comando operacional
da missão UNEF I em duas oportunidades, nas pessoas dos Generais-de-Divisão
Carlos Paiva Chaves e Syseno Sarmento.
Seis militares do Exército Brasileiro perderam a vida em acidentes no local da missão, que se encerrou em 1967 com o recrudescimento dos combates em ataque-surpresa conduzido por Israel.
d. Fase de afirmação das operações de
paz: 1957 – 1974
Nessa fase, durante a longa permanência de nossas tropas na UNEF I, três
militares brasileiros foram daí temporariamente deslocados para ajudar a
compor duas novas missões em criação. Para a UNSF – Força de Segurança das
Nações Unidas na Nova Guiné Ocidental – foram mandados dois oficiais como
Observadores Militares na verificação do acordo entre Holanda e Indonésia
sobre o Irian Ocidental. O General Paiva Chaves, Comandante da UNEF I, foi
por sua vez solicitado a colaborar na implantação da UNFICYP – Forças de Paz
das Nações Unidas em Chipre – da qual participamos até os dias de hoje com
um capitão junto ao Estado-Maior da Força-Tarefa Argentina.
Nos anos de 1965- 66, a ONU criou a DOMREP – Missão do Representante do Secretário-Geral na República Dominicana. Nessa missão participamos com um oficial junto ao escritório desse representante. Porém, a participação mais significativa de nossas tropas deu-se no âmbito da FIP – Força Interamericana de Paz – formada por decisão da Organização dos Estados Americanos – OEA – onde o Brasil compôs com efetivo de 1.200 militares a FAIBRAS – Destacamento Brasileiro da Força Armada Interamericana – sob comando do General Carlos de Meira Mattos. O Comando da FIP foi exercido sucessivamente pelos nossos Generais-de-Exército Hugo Panasco Alvim e Álvaro da Silva Braga.

Nossa participação na FAIBRAS, apesar de
breve, auferiu significativa experiência aos nossos oficiais e graduados,
rapidamente difundida por novas metodologias de instrução individual e novas
técnicas de emprego de pequenas frações.
Com a criação da ONUC – Operação das Nações Unidas no Congo – 1960-64 esse
organismo internacional enfrentou uma nova categoria de missão, resultando
em decisões que abriram precedentes para a evolução doutrinária das
operações de paz. Por primeira vez foi autorizado o uso da força para
implementação do Mandato, cujo espectro era inusitadamente abrangente.
O Brasil se fez presente nesse importante momento para as Nações Unidas,
desta feita com tripulações de aeronaves de transporte e pessoal de terra,
num total de 179 militares que testemunharam um capítulo da história da ONU,
em que ela saiu exaurida sob diversos aspectos, inclusive o financeiro, além
de vitimar de morte o próprio Secretário-Geral Dag Hammarskjold.
Outra missão do período, em que nos fizemos presentes com Observadores Militares foi a UNIPOM – Missão de Observação das Nações Unidas na Índia e Paquistão – para verificar o acordo de cessar-fogo na região da Cachemira, de setembro de 1965 a março de 1966.
e. Fase de latência das operações de
paz: 1974 – 1987
Ainda que as operações da fase anterior tenham servido para validar as
missões de paz como instrumento para solução de conflitos, a ONU não
conseguiu sobrepujar a influência da bipolaridade nas relações
internacionais, a fim de obter a concretização de um eficiente sistema de
segurança coletiva, sob sua égide.
Como conseqüência, vimos nesse período uma latência da organização, no âmbito das operações de paz, com a criação de somente uma nova missão, a UNIFIL. ( A Força Interina das Nações Unidas no Líbano – UNIFIL – foi criada em 1978 para verificar a retirada das tropas israelenses do Líbano e não contou com participação brasileira).
f. Fase de expansão das operações de
paz: 1988 – 1999

Até o ano de 1987, desde sua existência,
as Nações Unidas conduziram apenas 13 operações de paz. Neste período que
agora focamos, 1988-99, ocorreu o maior surto dessas missões, em função das
acomodações geopolíticas e étnico-religiosas advindas com o fim da Guerra
Fria. Nele, a ONU realizou 52 novas operações de paz, uma vez que o CS se
viu em melhores condições de protagonizar o papel que lhe é atribuído pela
Carta das Nações Unidas.
Esse novo cenário, criou um conceito mais abrangente para as operações de paz, gerando expectativas e responsabilidades para as quais a ONU não estava ainda preparada. As missões passaram a incorporar novas funções e novos componentes, como policiais, agências de fomento e humanitárias, supervisores eleitorais, monitores de direitos humanos, organismos regionais e não-governamentais, etc. Os mandatos se tornaram mais complexos, ambiciosos e difusos, incluindo enorme gama de novas tarefas, superpostas às já tradicionais atividades de separação de tropas e monitoramento de cessar-fogo. Assim, impunham também a manutenção da lei e da ordem, o desarmamento, o desengajamento e a reinserção de ex-combatentes na vida civil, a ajuda humanitária, o reassentamento de refugiados, a formação e o treinamento de policiais e de novas forças armadas, as ações de desminagem e o apoio à reconstrução econômica do país.

É bem verdade que esse novo conceito
mais abrangente, de associação de esforços civis-militares nas áreas
operacionais, trouxe benefício a muitas regiões do mundo. Áreas afetadas por
guerras civis conseqüentes do processo de distensão da Guerra Fria, as
chamadas “proxy-wars”, viram chegar a paz mediante acordos complexos,
politicamente negociados e consentidos entre todas as partes envolvidas,
como foram os casos das missões na Namíbia, no Camboja, em El Salvador , na
Guatemala, em Moçambique e em Angola.

Entretanto, a ONU foi chamada a
implementar a mesma doutrina de paz em regiões onde não havia nenhuma paz a
manter, a direção política era claudicante, o comando militar era difuso e o
consentimento das partes nem sempre era possível. Tendo, em função dessa
nova realidade, que buscar o apoio de organizações políticas regionais e
alianças militares de defesa, perdeu-se, muitas vezes, a unidade de comando
operacional da missão, fragmentaram-se os objetivos políticos, perturbou-se
a clareza dos mandatos e relativizaram-se princípios como a imparcialidade e
a negociação. Desse período, são contabilizados fracassos como os de
Ruanda-Burundi, ex-Iugoslávia e Somália.
Essa fase marcante da história da ONU, de acordo às tradições nacionais, teve o concurso e testemunho de organizações civis, militares e policiais brasileiras, cuja participação do Exército Brasileiro se pode depreender do quadro a seguir. Nele, destacamos nossa participação em uma ação de coalizão para o Timor Leste, compondo Força Multinacional de paz autorizada pelo CS, a INTERFET; uma missão de paz acordada em âmbito regional pelos países do chamado Grupo do Rio, a MOMEP, desdobrada para solucionar o conflito fronteiriço entre o Peru e o Equador; e uma missão de remoção de minas, criada no âmbito da OEA, a MARMINCA (América Central).
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Ano/Período
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Operação
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Efetivo
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Descrição
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Jan 89 – Mai 91
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UNAVEM – I
(Angola)
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16
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O Brasil contribuiu com observadores militares para o primeiro
mandato da Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola (UNAVEM
I).
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Abr 90 – Jan 92
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ONUCA
(Honduras, Nicarágua, Guatemala, El Salvador e Costa Rica)
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34
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O Brasil contribuiu com observadores militares para o Grupo de
Observação das Nações Unidas na América Central (ONUCA).
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Mai 91 – Fev 95
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UNAVEM –II
(Angola)
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77
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O Brasil continuou contribuindo para a nova missão em Angola -
Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola II (UNAVEM II) - com
observadores militares e, posteriormente, com uma equipe médica
integrada por médicos e enfermeiros militares.
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Jun 91 – Abr 95
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ONUSAL
(El Salvador)
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63
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O Brasil contribuiu com observadores militares e uma equipe
médica para a Missão de Observação das Nações Unidas em El Salvador (ONUSAL).
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Ago 92 – Dez 95
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UNPROFOR
(Ex-Iugoslávia)
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90
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O Brasil enviou observadores militares para a Força de
Proteção das Nações Unidas na Ex-Iugoslávia (UNPROFOR).
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Jan 93 – Dez 04
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ONUMOZ
(Moçambique)
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218
|
O Brasil contribuiu com observadores militares na Operação das
Nações Unidas em Moçambique (ONUMOZ). No período de junho a dezembro
de 1994, o Exército manteve na missão uma companhia de pára-quedistas
reforçada (170 homens)
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Ago 93 – Set 94
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UNOMUR
(Uganda e Ruanda)
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13
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O Brasil cedeu dez observadores militares e uma equipe médica
com três militares na Missão de Observação das Nações Unidas em
Uganda-Ruanda (UNOMOR).
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Set 93 – Nov 93
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UNOMIL
(Libéria)
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3
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O Brasil cedeu observadores militares da UNAVEM II para servir
na Operação das Nações Unidas na Libéria (UNOMIL).
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Out 94 – Dez 00
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MINUGUA
(Guatemala)
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39
|
O Brasil cedeu observadores militares para supervisionar o
aquartelamento e desmobilização da guerrilha guatemalteca na Missão
das Nações Unidas na Guatemala (MINUGUA).
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Desde Set 94
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MARMINCA
(Honduras, Nicarágua, Guatemala e Costa Rica)
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60
|
O Exército Brasileiro vem participando na Missão de
Assistência à Remoção de Minas na América Central (MARMINCA) sob a
égide da Organização dos Estados Americanos (OEA) com uma equipe de
supervisores de desminagem.
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Mai 95 – Jan 96
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UNCRO
(Croácia)
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2
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O Brasil contribuiu com observadores militares Operação de
Restauração da Confiança das Nações Unidas na Croácia (UNCRO).
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Mar 95 – Jun 99
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MOMEP
(Equador e Peru)
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133
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A Missão de Observadores Militares Equador – Peru (MOMEP) foi
criada em 10 Mar 95 e concluída em 30 Jun 99. O Exército participou
com observadores militares e efetivos do grupo de apoio à missão e
pilotos de helicópteros.
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Mar 95 – Fev 99
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UNPREDEP
(Macedônia)
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5
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O Brasil cedeu observadores militares à Força de Desdobramento
Preventido das Nações Unidas na Ex-Ioguslávia de Macedônia (UNPREDEP).
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Ago 95 – Jul 97
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UNAVEM- III
(Angola)
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4174
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O Brasil contribuiu com um batalhão de infantaria, uma
companhia de engenharia, dois postos de saúde avançados, oficiais do
Estado-Maior e observadores militares para a Missão de Verificação das
Nações Unidas em Angola III (UNAVEM III)
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Jan 96 – Jan 98
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UNTAES
(Eslavônia Oriental)
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9
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O Brasil participou com observadores militares na
Administração Transitória das Nações Unidas na Eslavônia Oriental (UNTAES).
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Jan 96 – Dez 02
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UNMOP
(Península de Prevlaka)
|
5
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O Brasil participou com observadores militares na Missão das
Nações Unidas na Península da Prevlaka (UNMOP).
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Jun 97 – Out 99
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MONUA
(Angola)
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35
|
O Brasil contribuiu com observadores militares, oficiais de
Estado-Maior e um componente militar médico na Missão de Observação
das Nações Unidas em Angola (MONUA).
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Jun 99 – Abr 00
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UNAMET
(Timor Leste)
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7
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O Brasil participou com oficiais de ligação na Missão das
Nações Unidas no Timor Leste (UNAMET).
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Set 99 – Out 99
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INTERFET
(Timor Leste)
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51
|
Força de Intervenção no Timor Leste (INTERFET) – com o
propósito de restaurar a paz e a segurança no Timor Leste, proteger e
apoiar a UNAMET no desempenho de suas atividades e facilitar as
operações de assistência humanitária.
O Brasil participou com um Pelotão de Polícia do Exército.
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Out 99 – Mai 00
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UNTAET
(Timor Leste)
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349
|
A Administração Transitória das Nações Unidas no Timor Leste (UNTAET)
foi criada em outubro de 1999. A participação do Exército Brasileiro
foi representada com observadores militares, pessoal de Estado-Maior e
um pelotão de Polícia do Exército com 51 militares (posteriormente foi
aumentado para 70).
|

A ONU chegou ao final do período
anterior desgastada politicamente e exaurida financeiramente. Compelida por
esses eventos e pela análise prospectiva da conjuntura internacional, que
continuava a ansiar por um foro legítimo e eficaz no tratamento das questões
da paz e da segurança mundiais, decidiu reavaliar seus métodos de condução
das operações. Realizando uma profunda investigação doutrinária, durante o
ano de 1999, concluiu a elaboração do relatório do “ Painel das Nações
Unidas sobre as Operações de Paz ” – conhecido como “ Relatório Brahimi”.
O grupo de eminentes especialistas foi liderado pelo Embaixador argelino Lakhdar Brahimi. O Relatório Brahime identificou as falhas da Organização e dos países ao lidar com as operações de paz, projetou os cenários das futuras missões , conclamou a ONU e os Estados-Membros ao fim das “meias-medidas” e à adoção de mandatos claros e exeqüíveis . Advertiu sobre critérios de análise mais objetiva dos conflitos , estabeleceu processos de planejamento integrado, sugeriu a melhoria das estruturas operacionais e logísticas, bem como recomendou o aperfeiçoamento das metodologias de treinamento padronizado para todos os componentes das missões de paz.
Dessa forma, procura traçar estratégias mais seguras e eficientes para as futuras missões, coordenando cada passo ou decisão com os países contribuintes, que assim se tornam co-responsáveis pelo processo. São dessa fase um total de oito missões, sendo que o Brasil e o Exército Brasileiro participam ou participaram de seis delas, a saber.

UNMISET (2002-05) – Missão de
Assistência das Nações Unidas para o Timor Leste. Nessa missão, uma das mais
bem sucedidas das Nações Unidas, tivemos a participação de nossa Polícia do
Exército. O contingente de 50 militares da anterior UNAMET foram
transferidos para a UNMISET, quando de sua criação, e acrescidos para 125
homens e mulheres, a partir de 2004. Nela estivemos presentes também com
Observadores Militares e Oficiais de Estado-Maior.
MINUCI/UNOCI (2003-
até os dias de hoje) – Operação das Nações Unidas na Costa-do-Marfim, que se
seguiu à Missão das Nações Unidas na Costa-do-Marfim, onde ainda estamos
presentes com Observadores Militares e Oficiais de Estado-Maior do
quartel-general multinacional.
UNMIL (2003 – até os dias de hoje) – Missão das Nações Unidas na Libéria,
onde participamos com Observadores Militares.
MINUSTAH (2004 – até os dias de hoje) – Missão das Nações Unidas de
Estabilização no Haiti, que tem se apresentado como um dos maiores esforços
logísticos e operacionais das Forças Armadas brasileiras, desde a II Guerra
Mundial, em função da completa anarquia política e dificuldades
sócio-econômicas em que se encontrava imersa aquela nação caribenha, das
quais ainda se liberta mediante a dedicação e o profissionalismos dos nossos
quadros militares. O Exército Brasileiro se faz presente, combinado a um
Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, com um Batalhão de Infantaria e
uma Companhia de Engenharia de Construção. No atual contingente, o Regimento
Escola de Infantaria (57º BI Mtz Es), por segunda vez encontra-se na Ilha
Espanhola, a exemplo de sua anterior epopéia na FAIBRÁS.
UNMIS – (2005 – até presente) – Missão das Nações Unidas no Sudão, onde possuímos já sete Observadores Militares operando, de um total de 22, que assim se tornará a missão onde empregaremos o maior efetivo nessa função.
Destaca-se, também, nessa fase, a MARMINAS – Missão de Remoção de Minas na América do Sul, do âmbito da OEA, que desde 2003 fornece supervisores de desminagem para a fronteira entre Peru e Equador, como prosseguimento das ações previstas pela MOMEP.
2. CONCLUSÃO
A participação do Brasil em operações de paz tem representado um aporte
significativo à consolidação de um sistema legítimo de segurança coletiva e
sua evolução doutrinária, ao longo da história das Nações Unidas. O Exército
Brasileiro, como um de seus principais protagonistas, tem dado respostas
eficientes às demandas da política externa nacional, por meio de seus
contingentes de tropa e militares em missões individuais.
Consciente do desafio
que essa participação representa para os seus efetivos, a Força Terrestre
tem preparado seus militares para atuar com braço forte e mão amiga, nas
longínquas e perigosas zonas de conflito, projetando em nível internacional
o profissionalismo de seus quadros. Ao mesmo tempo, aufere experiência de
campo e dá resposta a uma das hipóteses de emprego que cingem, cada vez
mais, o perfil dos exércitos do século XXI.
Centro de Preparação e Avaliação para Missões de Paz do Exército Brasileiro
– CEPAEB
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Referências Bibliográficas
• “ The Blue Helmets. A Review of the United Nations Peacekeeping”. Nova
Yorque. Departamento de Informações Públicas das Nações Unidas.
• “O Brasil e as Operações de Manutenção da Paz” Brasília, FUNAG, 1999.
Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura.
• “O Exército Brasileiro e as Operações de Manutenção da Paz” – Brasília,
1998. Newton Bonumá.
• “O Observador Militar Brasileiro na ex-Iugoslávia. Uma experiência
enriquecedora” – ECEME, 1999. Harley Alves.
• “As Forças Armadas como Instrumento da Política Externa Brasileira” –
UFRJ/Programa de Pós-Graduação – Carlos José Russo Assumpção Penteado.
• http://www.exercito.gov.br/04Maoami/missaopaz/indice.htm
De:
Theodoro da Silva Junior <theojr@terra.com.br>
Assunto: UM POUCO MAIS SOBRE O BRASIL NAS MISSÕES DE
PAZ
De: Theodoro da Silva Junior <theojr@terra.com.br>
Data: 1/10/2007 (21:31:19)
Assunto: UM POUCO MAIS SOBRE O BRASIL NAS MISSÕES DE PAZ