FAIBRAS - “Força Armada Interamericana do Brasil”

( Com mensagens no final )


......FAIBRAS iniciou, há 40 anos, sua atuação como força de paz na República Dominicana. Em 1965 e 1966, ao longo de
dezesseis meses, mais de 3.000 militares brasileiros cooperaram com outros contingentes americanos para restabelecer a
normalidade político-social naquele país caribenho.

Histórico das Forças de Paz do Brasil

O FAIBRAS E A FIP.......

.......Apesar da denominação “Força Armada Interamericana do Brasil” ter por núcleo um substantivo feminino, a sigla que a abrevia passou a ser correntemente usada no gênero masculino – o FAIBRAS.

.......Com o Decreto nº 56.308, de 21 de maio de 1965, o Congresso Nacional autorizou que o FAIBRAS fosse constituído para integrar a FIP. Além do comandante – o então Coronel Carlos de Meira Matos – e de seu estado-maior, a força brasileira era constituída por um batalhão do Regimento Escola de Infantaria, o I/R Es I, com 840 homens, e por um grupamento de Fuzileiros Navais do Batalhão Riachuelo, composto de uma companhia reforçada, um pelotão de polícia e um grupo de apoio logístico, totalizando 270 profissionais. No dia 27 de maio de 1965, o FAIBRAS concluiu sua concentração na capital dominicana, Santo Domingo.

.......Uma vez no Caribe, o FAIBRAS cumpriu rigoroso programa de adestramento para complementar a instrução iniciada no Brasil. Em especial, era necessário transmitir conhecimentos a respeito de técnicas e procedimentos que, à época, não eram suficientemente enfatizados pelos programas de instrução do Exército Brasileiro e do Corpo de Fuzileiros Navais. Em
particular, foram praticados combate em localidade, operações helitransportadas, operações contra forças irregulares,
operações em ambiente de selva e de montanha.

.......Inicialmente, o contingente brasileiro esteve diretamente subordinado ao Comando da FIP, assim como todos os outros
contingentes estrangeiros. Mas essa estrutura foi logo modificada e a FIP passou a enquadrar dois grupamentos de forças: o
primeiro, chamado Forças dos EUA na República Dominicana (USFORDOMREP), reunia os efetivos norte-americanos; o segundo, a Brigada Latino-americana, enquadrava todos os outros contingentes. Em razão de o contingente do Brasil ser maior que todos os outros enviados por países latino-americanos, o comando da Brigada Latino-americana coube, cumulativamente, ao Comandante do FAIBRAS.

.......O comando da FIP foi sucessivamente exercido por dois generais brasileiros, o General-de-Exército Hugo Panasco Alvim e o General-de-Exército Álvaro da Silva Braga. Como subcomandantes, a FIP contou com oficiais-generais norte-americanos, o Tenente-General Bruce Palmer Jr e o General-de-Brigada Robert A. Linvill.

Histórico das Forças de Paz do Brasil

A ATIVIDADE OPERACIONAL DO FAIBRAS
.
.......Nos dezesseis meses em que atuou na República Dominicana, o FAIBRÁS desenvolveu intensa atividade operacional. Três das várias missões cumpridas têm especial importância: a Operação Palácio Nacional, o isolamento de Ciudad Nueva e, posteriormente, a ocupação desse local.

.......A Operação Palácio Nacional foi desenvolvida pelo I/R Es I apenas cinco dias após sua chegada à República Dominicana. O Palácio Nacional localizava-se dentro da área controlada pelas forças de Caamaño, no limite da Zona Internacional de Segurança, mas encontrava-se ocupado por cerca de 400 homens de Barreras. Constituía-se, portanto, em ponto de constante atrito entre as facções e sua posse era disputada em violentos combates noturnos. No entanto, por mediação da OEA, firmou-se um pacto segundo o qual a área do Palácio Nacional seria desmilitarizada e passaria à custódia de tropa brasileira.

.......O I/R Es I atuou no Palácio Nacional com duas companhias: uma para isolar a área e outra para estabelecer um corredor que conferisse segurança a sua evacuação. Em uma hora, a operação foi concluída com êxito; seu planejamento e sua execução rápida e perfeita transmitiram excelente impressão ao comando norte-americano, que se convencera de que suas forças não poderiam cumprir tal missão sem travar combate, em razão do clima hostil que existia em relação aos EUA na República Dominicana.

.......A segunda missão – o isolamento de Ciudad Nueva – foi cumprida entre 7 de junho e 3 de setembro de 1965. Iniciou-se com a substituição da 6ª Brigada de Marines pelo FAIBRAS, no limite da Zona Internacional de Segurança, e terminou com o retorno da FIP a seus acampamentos, após a posse do Governo Provisório de Hector Garcia Godoy. Nesse período, o FAIBRAS, integrando a Brigada Latino-americana, operou incessantemente pontos de controle de trânsito (check-points) nos acessos de Ciudad Nueva e manteve cerrado controle do setor sob sua responsabilidade, o que o levou a envolver-se em combates resultantes de ataques desencadeados pelas forças rebeldes.

.......A ocupação de Ciudad Nueva, ocorrida em 25 de outubro de 1965, foi realizada pelas Brigada Latino-americana e 1ª
Brigada da 82ª Airborne Division, que atuaram simultaneamente em direções convergentes para ocupar pontos-chave da área. Como resultado dessa ação, houve a neutralização dos últimos redutos rebeldes e, finalmente, a desocupação do centro da capital, até então considerado intocável.

.......Após a ocupação de Ciudad Nueva, procederam-se ações de manutenção da lei e da ordem com o objetivo de consolidar a autoridade do Governo Provisório, aceito por ambas as partes, e, com isso, permitir a normalização da vida nacional, o que haveria de culminar com a realização de eleições livres e democráticas. Nessa fase, prevaleceram ações de patrulha e emprego de tropa para controle de distúrbios gerados por eventuais manifestações públicas.

.......A cessão do FAIBRAS à OEA reforçou a propensão da política externa brasileira em prestar contribuições mais
significativas – com tropa – para o estabelecimento de missões de paz por parte de organismos supranacionais, já que o envio do contingente ao Caribe deu-se antes mesmo que o Batalhão Suez houvesse retornado de sua atuação de dez anos junto à Força de Emergência das Nações Unidas. Na República Dominicana, os integrantes do FAIBRAS, mais uma vez, deram mostras sobejas do alto grau de profissionalismo e do elevado senso de responsabilidade que marcam os militares de nossas Forças Armadas, além de terem levado, a terras distantes e a povos necessitados, o calor humano que tão bem caracteriza a gente brasileira.

http://www.cmne.eb.mil.br/haiti/atividades_faibras.html
http://www.cmne.eb.mil.br/haiti/faibrasefib.html


E-MAILS RECEBIDOS

Trechos de sua mensagem

LIVRO DE VISITA
217 27.08.2008
21:51 hs
Manoel Soares da Cunha
São José SC
masocunha@hotmail.com.br

Saudoso Salvador Borriello. Fique muito feliz por alguém que esteve em missão na Rep. Dom. ter dado sinal de vida. Fui membro do 1º Contingente do FAIBRAS, fui um dos auxiliares do General Meira Mattos trabalhava na parte burocrática fazendo telegramas ou seja radiogramas, boletins diário e demais serviços de escritório. Tenho varias fotos para serem apresentadas. Favor escrever para meu E-mail. Abraços, saudades dos amigos que juntos servimos em Santo Domingo.
 


LIVRO DE VISITA
215 20.08.2008
09:43 hs
salvador borriello
rio de janeiro RJ
salvador_borriello@yahoo.com.br

Tive a honra de participar como repórter civil desde as primeiras atividades do FAIBRAS na Rep.Dominicana,credenciado pelo EMFA e recomendado por um vizinho, o saudoso General Meira Mattos. De lá trouxe muito boas recordações e uma das principais comendas dominicanas quem troquei com rebelde que invadiu o Palácio do Governo, por cigarros e "laticas de conserva".Só lamento que pouco falem dos que lá estiveram.

VOLTAR