O Último Pelotão


                        

  Em uma noite de lua cheia

Há quem garanta ter visto

Em frente ao glorioso Regimento Itororó

Na cidade de Lorena

Um pelotão de homens em marcha.



A frente vinha o nobre coronel

Wanderlei Gomes Sardinha

Com seu olhar sereno

De espada em punho

Vinha à frente deste pelotão

Em cadência de marcha

Sua farda estava impecável

O peito cheio de medalhas

Ostentava em sua cabeça

O símbolo maior do Exército

A Boina Azul da Paz.


Logo atrás vinha um pelotão

De guerreiros, com uniformes brilhantes

Em seus peitos traziam medalhas

Vinham com bandeiras e estandartes

Representando as batalhas em todas as guerras

Seu canto era alto

A cadência era firme

Que o chão chegava a tremer.


Ao passar por aquela unidade militar centenária

Ouviu-se estrondos de canhões

Seguidos de um grande clarão

Centena de faíscas em cores iluminou o local

Viu-se dezenas de cândidas e titãs

Ao centro cercado por generais

Encontrava-se o deus da guerra

Com seus exércitos

Todos contemplavam aquele pelotão.


Ao passar, em marcha, cantando

Eram saudados por aquelas entidades da guerra

Enquanto o céu se abria, pétalas de rosas eram jogadas

Por milhares de querubins montados em pegasus.


Aos poucos tudo vai sumindo

O chão não treme

Já não se ouve o cantar dos homens

As trompas e clarins iniciam o toque de silêncio

No horizonte se vê a silhueta deste pelotão de heróis

Rumando ao infinito.


Missão cumprida, era realidade

Deus guarde estes heróis

Este era o último pelotão

Do invicto Batalhão Suez.


 

 

Pqdt1970: José Maria de Azevedo Paiva

Este poema é dedicado ao grande amigo e comandante Coronel Wanderlei Gomes Sardinha.
 
 

De: "JOSÉ MARIA AZEVEDO PAIVA" pqdt1970@hotmail.com
data 21/10/2008 22:44
Assunto: Um Poema ao Comandante Boina Azul e seu Pelotão


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