POESIAS 


Transcrevemos duas poesias que dizem tudo sobre a Infantaria e o que é ser Infante. A primeira é de autoria do Coronel de Infantaria José Alberto Neves Tavares da Silva, intitulada "Ser Infante"; a segunda, sem autoria, fala do "Pé-de-Poeira":

SER INFANTE

Coronel de Infantaria José Alberto Neves Tavares da Silva

"Ser Infante, mais que um simples combatente
É lutar pela conquista das vitórias
Sem ter tempo para abrigar na mente
Anseios próprios de honras e de glórias.
Ser Infante é viver no sacrifício
É fazer do corpo um instrumento forte
Indiferente às dores do nobre ofício
Para cumprir missão, conviver com a morte.
Ser Infante é dar exemplo consciente
Na instrução, no serviço ou no combate
É ser humilde, desprendido, valente
Amigo sincero, aberto ao debate.
Ser Infante é compreender a dimensão
Do conjunto que o enquadra na batalha.
Companhia, Batalhão ou Divisão
Sofrerão, de qualquer modo, sua falha.
Ser Infante é dedicar-se ao Soldado
Figura maior no cenário da guerra
Aquele que briga, em grupo ou isolado
E marca presença com sangue na terra.
Ser Infante é vibrar no anonimato
Dos sucessos que pertencem a todos nós
É chorar, só, em silêncio, o rude fato:
A metralha que calou mais uma vez.
Ser Infante é superar-se no fracasso
Pois, na vida, ele é coisa eventual
Para os bravos é só o primeiro passo
De uma nova caminhada triunfal.
Ser Infante é sublimar-se na vitória
Dando ao Homem o respeito que merece
Escrevendo, honradamente, a História
E louvando ao Senhor com sua prece.
Ser Infante, é, sobretudo, confiança
Nos que mandam e nos que devem obedecer
É ter fé na empreitada a que se lança
A todo custo, cumprir o seu dever.
Ser infante é viver para servir
Mantendo acesa a chama que ilumina
Toda esperança que temos no porvir.
Ser Infante é uma dádiva divina.


 

SER INFANTE

sem autoria

"Eu sou o "Pé-de-Poeira"
do norte, do sul, da fronteira.
Qualquer que seja o lugar:
A praia, o sertão, o deserto;
Não importa se é longe ou perto,
Chego lá de qualquer jeito,
Pelo ar, pela terra, pelo mar,
Voando, remando,
Qualquer coisa vou usando:
Aviões, pernas, navios,
Tudo que ande
No céu, na terra, nos rios.
Eu sou o "Pé-de-Poeira",
Que luta nas praias minadas,
Nos campos abertos,
Nas selvas bravias,
Nos solos desertos,
Galgando montanhas nevadas,
Cobertas de nuvens,
De pedras pesadas.
Eu sou o andante soldado,
Que esmaga a terra, o chão,
Com as rodas, os pés, a mão.
Chutando a poeira,
Maçando a lama,
De noite, de dia,
Sem dormir, sem parar.
Eu sou um soldado,
Um simples soldado,
E todos dizem
Que sou de Infantaria..." 


De: Theodoro da Silva Junior <theojunior@uol.com.br> 
Data: Sun, 5 Dec 2004 21:49:45 -0200 

VOLTAR