Tributo aos Boinas Azuis Do Btl Suez

Alusivo aos 50 Anos Da Guerra Dos Seis Dias - Enviado por Theodoro

04-06-2017

 

TRIBUTO AOS BOINAS AZUIS DO BTL.SUEZ

– alusivo aos 50 anos da Guerra dos Seis Dias

    Toda vez que ousamos falar, em breve relato sobre o que foi o Btl.Suez, havemos sempre de lembrar da seguinte frase que está escrita numa placa no Monumento aos Boinas Azuis- em Curitiba....”Remonta ao Final da 2ª Guerra Mundial a história dos Boinas Azuis e do Btl.Suez”. Isto porque a Guerra Mundial poderia ter sido evitada se houvesse alguma instituição como a Organização das Nações Unidas. A ONU, entidade que foi criada baseada nos ensaios de experiências de ideias daquilo que poderia ter sido a Liga das Nações. Apesar de não prosperar, a Liga das Nações foi o que podemos chamar de embrião motivador da criação da ONU. Em outubro de 1945, cinquenta e uma Nações reuniram-se, aprovaram e assinaram a homologação da Carta de criação da ONU, inclusive o Brasil. Em sua carta de criação, a ONU decidiu então preservar as gerações futuras de novo flagelo e proclamar novamente nossa fé nos Direitos fundamentais do ser humano. São eles: a Igualdade de Direitos, a paz, a dignidade e o respeito entre os povos. Essa associação de esforços entre nações, foi o grande pilar da ONU, diligência que existe até hoje, com a finalidade para que haja tolerância,  união e empenho para manter a paz e a segurança internacional. Entretanto um mundo sem guerra, a principio, não iria se instalar e sim desembocar numa série de conflitos menores que se espalharam por todo canto do nosso planeta. Algumas guerras civis e outras guerras internas, mundo afora, provocaram milhões de mortos e feridos. Porém o grande objetivo da ONU, o de evitar nova guerra mundial, esse sim é atingido. Não obstante os esforços da entidade, certas dificuldades foram encontradas nas primeiras ações da ONU, as quais se tornaram difíceis soluções em função do surgimento da “Guerra Fria”. Evento que começou rapidamente logo após o término da guerra mundial. A tal guerra fria, nada mais era do que divergências políticas , ideológicas e de interesses econômicos entre países do Ocidente e Oriente. Nações que faziam ameaças de intervenção bélica entre si. Esse acontecimento acabou contribuindo para o nascimento daquilo que conhecemos nos dias de hoje como FORÇAS DE PAZ DA ONU. Por oportuno é importante lembrar que a brilhante participação da FEB- "Força Expedicionária Brasileira" na Segunda Guerra Mundial, granjearam para nosso país um extraordinário prestígio internacional. Como demonstração dessa realidade nosso país teve em várias ocasiões a oportunidades de prestar sua colaboração e participar positivamente com nossos representantes nas várias crises conflagradas que aconteceram pelo globo terrestre. A primeira delas, após a Segunda Guerra Mundial, foi no Oriente Médio, mais propriamente no Egito, em territórios da Península do Sinai e Faixa de Gaza, região onde o Brasil participou ao integrar a primeira missão como Força de Paz , modalidade que o mundo começava a conhecer.

Até o ano de 1956 ainda não se conhecia o que poderia ser uma Força de Paz, a qual surgiu de improviso e por necessidade emergencial como sendo um complemento das Missões de Observação da ONU. Oficiais militares que já atuavam na Palestina. Essa missão de observação da ONU se transformou num rito embrionário daquilo que viria a ser a Força de Paz. Vontade diplomática que surgiu de improviso e por necessidade emergencial. Vários países aderiram e apoiaram a atitude da ONU. Foi a primeira vez que surgiu a contribuição, de forma robusta numa união de forças para a paz mundial. A Missão de Paz foi um evento onde tropas brasileiras foram participar, cuja missão durou, para nossos soldados, dez anos e quatro meses consecutivos (Fev 1957 a jun 1967). Durante aquele inicio de momento histórico, cerca de seis mil soldados foram empregados na Força de Paz. - Brasileiros e tropas de outras nove nações fizeram parte da UNEF – sigla em inglês que quer dizer Primeira Força de Emergência das Nações Unidas. Da parte do Brasil, e durante o período de ação, o Btl Suez tinha sempre um efetivo de um Batalhão de Infantaria, que se revezavam, duas vez ao ano, de tal forma que cada contingente ficava prestando serviços por um ano. Ao todo foram 20 os contingentes brasileiros mandados para o Oriente Médio, cujas idades daqueles jovens estava em torno dos 20/21 anos. De 1957 a 1967, foram dez anos de missão cumprida no frio do inverno, ou no calor escaldante do deserto. Ficavam patrulhando vigiando as fronteiras, na dura tarefa de manter a paz muitas vezes entre tempestades de areia com o perigo das minas terrestres, ainda não descobertas. Decorridos 50 anos do término daquela missão, nos dias de hoje, poucos se lembram dos integrantes da UNEF e do Batalhão Suez, os pioneiros defensores da Paz mundial como Força de Paz. Soldados Brasileiros que lutaram e se empenharam lado a lado com outros soldados de diferentes países naquela primeira Força de Paz da ONU.

     Além do conflito Israel e Egito –, outras grandes nações tidas como potências mundiais, Inglaterra, França, Estados Unidos e União Soviética, tinham objetivos em jogo de interesses na região.

A iminência de um conflito de grandes proporções levou a ONU a convocar a Assembléia Geral e o Conselho de Segurança para tentar controlar as atividades bélicas na região. A Primeira Força de Emergência das Nações Unidas (no original, UNEF) foi formada em out/nov 1956.

     Um dos motivos dos desentendimentos que começaram a gerar o conflito, tomou formato gigante de proporções internacionais, foi a nacionalização do Canal de Suez pelo presidente egípcio Gamal Abdel Nasser em julho 1956. Essa atitude radical do governo egípcio, além de restringir a navegação israelense pelo canal, foi uma ação que prejudicava os interesses franco-britânicos. Países que colonizavam aquele país e que detinham o direito de administrar e explorar o Pedágio do Canal de Suez. Este Canal sempre foi ponto estratégico para a navegação e economia mundial, fazendo a ligação marítima mais curta entre vários países da Ásia, da África e da Europa.  Apoiado pela União Soviética, o governo egípcio assumiu uma postura totalmente contrária às pretensões de várias nações ocidentais.Em retaliação ao epísódio, França e Inglaterra formaram uma coalizão com Israel e atacaram o Egito. – Foi quando Israel entrou em colapso de guerra e invadiu o Egito, enquanto França e Inglaterra ocupavam as margens do Canal de Suez. A Organização das Nações Unidas reagiu à crise com rapidez e firmeza, e, para superar a grave comoção mundial, concebeu uma nova forma de manutenção da paz ao criar, de forma inusitada, sua força de paz. Era um momento delicado em tempos da Guerra Fria.  A ONU agindo prontamente  veio a impedir maiores consequências entre os beligerantes. Tropas de paz foram enviadas para a região. O Brasil foi um dos dez países convidados a participar da operação, juntamente com Canadá, Noruega, Finlândia, Índia, Colômbia, Dinamarca, Indochina, Suécia e Iugoslávia. Essa Força de Paz foi capaz de garantir o cessar fogo, guarnecer o Canal, monitorar a retirada das tropas de França,Inglaterra e de Israel, contribuindo assim para um período de paz decorrente da guerra originada. Essa aparente paz não foi duradoura. Em 5 de junho 1967 irrompeu-se a Guerra dos Seis Dais. Israel que se sentia ameaçado, atacou e arrazou tropas do Egito que com seu aparato militar estavam estacionadas por toda Península do Sinai, ameaçando a soberania dos judeus.Foi acontecimento fulminante que destruiu em pouco tempo as forças de Egito, Jordânia e Síria. No confronto soldados do Btl.Suez foram surpreendidos e ficaram entre fogo cruzado, ameaçados de perigo de morte iminente. Naquela confusão generalizada e sem entender devidamente o porque de tudo aquilo. Com denodo e muito esforço conseguiram sobreviver, apesar da morte de um cabo brasileiro que foi atingido por uma bala.                                                                       Um brasileiro, nascido em nossa querida Ponta Grossa fazia parte do 20º Contingente e presenciou os horrores de uma guerra que teve morte de milhares de pessoas por toda Faixa de Gaza e Península do Sinai. E agora estamos aqui para poder abraça-lo e render nossas homenagens ao Cap Zanon, justamento no dia em que se completa 50 anos daquela Guerra que pôs fim a Primeira Força de Paz da ONU. Estamos saudando nosso estimado Cap LUIZ WALTER ZANON, que já presidiu a ASMIRE por seis anos consecutivos. Quando servia na missão Suez era graduado como 3º Sgt, Ele foi testemunha e personagem daquele triste e inesquecível episódio do legado histórico mundial. Nos dias de hoje nos conta como foi sobreviver do episódio de horror e constrangimentos de uma guerra.

Era verão naquela região desértica e podemos imaginar aquele cheiro horrível de pólvora no ar e da decomposição de corpos dilacerados. Naquele momento fizeram parte do choque  psicológico e emocional do terrível confronto bélico. Nossa continência e nosso cumprimento de louvor ao Cap Zanon extensivo a todos os asmireanos, brasileiros que um dia integraram o Batalhão Suez.

.NOTA:- Guerra dos Seis Dias foi um conflito armado que opôs Israel  contra  uma frente de países árabes, cujo embate bélico iniciou na manhã do Dia 5 Junho 1967

  A R E I A  !!! -

                           Theodoro da Silva Junior

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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