UMA INVENÇÃO CANADENSE 


           

            A Força de Paz parece, em principio, uma contradição de termos, a história tem nos ensinado bem que a paz duradoura raramente é conseguida pela força. 

            Embora paradoxal, a Força de Paz, mesmo sendo de característica militar, ela é paramilitar na essência, pois a Força de Paz não tem nenhum objetivo militar.

            Deve respeitar a soberania dos estados e não pode ocupar nenhum território, exceto por um convite de uma nação interessada. A criação da primeira Força de Paz ocorreu com tanta pressa que havia pouco tempo para contemplar o alcance do desafio que a esperava. Certamente a Primeira Força de Paz atuaria promovendo o apaziguamento entre os combatentes opostos e desenvolveria certas tarefas de policiamento, tais como, observar o cessar-fogo, sustentar um acordo de baixar as armas e sobrever a retirada das tropas.

            Sem nenhum aparelho para guiá-la, as técnicas específicas de manter a Paz foram marcadas pela criatividade e engenhosidade individual dos combatentes. Mais de 40 anos depois o sucesso de qualquer ação de paz ainda confia no grau de extensão das habilidades e diplomacia de cada membro da Força; boa vontade e imparcialidade, acrescidas do desejo de solução constante, essas são algumas das qualidades desses poucos que resolvem problemas de confiança e separam opostos.

            Embora os riscos sejam reais e os custos freqüentemente altos, os canadenses que tem servido como soldados da paz sob a Bandeira da ONU, entendem que só há uma recompensa. Soldados da Paz, entendem que nunca são enviados para uma região a fim de vencer. Eles não precisam impor sua vontade bélica sobre os outros, seu papel é encorajar e facilitar a resolução pacífica de disputas, e evitar a perda de vidas inocentes.

            São homens e mulheres de todos os tipos de vida, de todos os países das Nações Unidas, guiados através de regiões geográficas, por fora de uma área de conflito dada, ele tipicamente possui generosidade de espírito, fé e humanismo, além da disposição de ir quando e onde for preciso. Estas características são compartilhadas por todos os que usam o capacete azul da ONU.

            Talvez a característica mais notável entre as Forças de Paz da ONU seja a coragem. Muitas tropas são desarmadas de qualquer instrumento de guerra. Porém, até quando armados, os soldados da paz da ONU têm outras ordens estritas de evitar o uso da força. Eles podem somente usar armas em defesa pessoal – e somente como um último recurso. Embora possam ser tratados com hostilidade, atacados e às vezes mortos na realização de suas tarefas, devem ainda ser preparados para sempre dar a outra face.

            É difícil, e freqüentemente um trabalho frustrante. Calma, reserva e determinação são atributos requisitados desses homens e mulheres.

            Os soldados da paz sabem que seu trabalho é vital, freqüentemente a última esperança para as pessoas envolvidas num conflito.

 

Theodoro <theojunior@uol.com.br> 
Data: Sat, 29 May 2004 15:10:01 -0300 


A FORÇA DE PAZ FOI UMA INVENÇÃO CANADENSE

             Na manhã de 4 de novembro de 1956, na Assembléia Geral das Nações Unidas, uma resolução única foi posta em debate para a criação de uma força de emergência para assegurar e supervisionar o término das hostilidades no Canal de Suez. Em votação, a proposta passou com 57 votos a favor, nenhum contrário e 19 abstenções. Isto foi início da criação das forças de paz. Embora ainda não bem desenvolvida, a idéia estava destinada a ganhar respeito e admiração de todas as pessoas amantes da paz no mundo.

            Se a ONU pode dizer ter criado as forças de paz, então os canadenses devem possuir um orgulho especial pela resolução que foi a idéia inicial do então ministro canadense das relações exteriores, Lester B. Person. A guerra rompera entre Egito e Israel no final do mês de outubro de 1956. O Reino Unido e a França enviaram tropas para a região, sentindo que seus interesses estavam ameaçados pelo presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, que nacionalizara o Canal de Suez. A comunidade internacional repentinamente se encontroou numa situação complexa e intratável. O impasse ameaçou expandir-se e envolver os estados vizinhos, e o espectro de uma intervenção nuclear tornou-se uma possibilidade.

            A guerra estava ficando intensa e o Cairo e outra parte do Egito estava sendo bombardeada. Com as perdas elevadas sensivelmente, todos os lados procuravam de uma maneira desesperada um meio de acabarem as matanças. Ao amanhecer de uma reunião de emergência da Assembléia Geral da ONU, o Sr. Person propôs sua idéia de uma força de paz da ONU. Ele previu uma força multinacional para separar os grupos em combate a fim de baixar as tensões e dar um ultimato para negociações imediatas para trazer a paz novamente para a área.

          “Paz”, ele disse de sua cadeira na Assembléia, “é muito mais do que cessar-fogo, embora certamente deva-se incluir este fator essencial”.

Depois de expor seu ponto de vista sobre uma força de paz, ele adicionou: “Meu próprio governo sentiria-se satisfeito em recomendar a participação de canadenses em tal força da ONU, uma verdadeira força sentinela da paz internacional”. Horas após a aceitação da resolução de Person, a primeira Força de Emergência da ONU era formada, com um canadense, General Maior Burs, corno comandante. Pela primeira vez uma força militar foi despachada não para impor um acordo, mas para facilitar a criação de um.

No dia 6 de novembro de 1956, o então secretário-geral da ONU, Dag Hammarskjõld, anunciou para o mundo que um cessar fogo tinha sido conseguido. No dia seguinte, o Egito formalmente concordou em deixar a força da ONU entrar em seu território, e na quinta-feira 15 de novembro, ás 9h35min, hora local, a primeira tropa de paz da ONU chegou ao Egito.

 

O QUE É UMA FORÇA DE PAZ

 

          A força de paz parece em princípio uma contradição de termos; a história tem nos ensinado bem que a paz duradoura raramente é conseguida pela força. Embora paramilitar na essência, a força de paz não tem nenhum objetivo militar.

Deve respeitar a soberania dos estados e não pode ocupar nenhum território, exceto por um convite de uma nação interessada. A criação da primeira força de paz ocorreu com tanta pressa que havia pouco tempo para contemplar o alcanço desafio que a esperava. Certamente a força de paz atuaria promovendo o apaziguamento entre os combatentes opostos e desenvolveria certas tarefas de policiamento, tais como: observar o cessar-fogo, sustentar um acordo de baixar armas e sobreviver a retirada de tropas.

Sem nenhum aparelho para guiá-las, as técnicas específicas de manter a paz foram marcadas pela criatividade e engenhosidade individual dos combatentes. Mais de 40 anos depois, o sucesso de qualquer ação de paz ainda confia no grau de extensão das habilidades e diplomacia de cada membro da força; boa vontade e imparcialidade, acrescidas do desejo de solução constante, são as qualidades desses poucos que resolvem problemas de confiança que separam opostos.

Embora os riscos sejam reais e os custos freqüentemente altos, os canadenses que tem servido como soldados da paz sob a bandeira da ONU entendem que só há uma recompensa. Soldados da paz entendem que nunca são enviados para uma região a fim de vencer. Eles não precisam impor sua vontade sobre outros, seu papel é encorajar e facilitar a resolução pacífica de disputas, e evitar a perda de vidas inocentes. São homens e mulheres de todos os tipos de vida, de todos os paises das Nações Unidas. Guiados através de regiões geográficas, por fora de uma área de conflito dada, ele tipicamente possuem generosidade de espírito, fé e humanismo, além da disposição de ir quando e onde for preciso. Estas características são compartilhadas por todos os que usam o capacete azul da ONU.

Talvez a característica mais notável entre as forças da ONU seja a coragem. Muitas tropas são desarmadas de qualquer instrumento de guerra. Porém, até quando armados, os soldados da paz da ONU têm ordens estritas de evitar o uso da força. Eles podem somente usar armas em defesa pessoal e somente como um último recurso. Embora possam ser tratados com hostilidade, atacados e ás vezes mortos na realização de suas tarefas, devem ainda ser preparados para sempre dar a outra face.

É difícil, e freqüentemente um trabalho frustrante. Calma, reserva e determinação são atributos requisitados desses homens e mulheres.

         Os soldados da paz sabem que seu trabalho é vital, freqüentemente a ultima esperança para as pessoas envolvidas num conflito.

Colaboração do cabo Theodoro - 10º Cont. do Btl. Suez.


O CANADÁ E AS FORÇAS E PAZ

  
        O compromisso do Canadá para manter a paz é reconhecido pelo mundo. Nossa reputação é única porque somente os canadenses têm servido em todas as iniciativas patrocinadas pela ONU para manter a paz. 
        Mais de 87 mil homens e mulheres têm servido em mais de 30 operações diferentes de observação de paz. 
Mais de 80 canadenses deram suas vidas enquanto serviam nas missões de paz. 
        As autoridades canadenses têm viajado para vários pontos distantes do globo - do Afeganistão ao ex - Zaire e tem ajudado a resolver muitas disputas complexas. 
        Talvez nada possa ilustrar melhor as dificuldades naturais das forças de paz que a complicada situação no Chipre. 
        Tentando resolver o quebra-cabeça de custos de um velho conflito entre os gregos e os turcos cipriotas. 
        Este problema tem testado as forças e habilidades conciliatórias dos soldados da paz desde 1964 até os dias de hoje. 
Inicialmente as forças da ONU observaram a situação na ilha, evitando um derramamento de sangue entre as duas comunidades étnicas.
        Embora urna frágil paz tenha sido restaurada um acordo foi realizado em 1974. Isto foi logo seguido de uma invasão turca que, consumada, resultou na divisão da ilha. 
        Estes acontecimentos alteraram dramaticamente o papel das forças da ONU estacionadas lá. Hoje, tropas de paz patrulham uma faixa ao longo da linha verde que divide o Chipre, trabalhando na prevenção de novos conflitos. 
        Mesmo com muitas críticas que não acreditam que o aparente estado de paz previna uma conclusão da disputa, o fato que permanece é que muitas vidas inocentes têm sido preservadas graças às presenças das tropas da ONU. 
        O secretário-geral da ONU esta pessoalmente empenhado nas tentativas de mediação de um acordo político interno no Chipre. 
        A dificuldade em resolver os conflitos internacionais é freqüentemente multiplicada quando envolve disputas internas, tais como a situação no Iêmen em 1953, e mais recentemente na Iugoslávia. 
        Para citar, perto de 1200 canadenses têm participado nas tarefas das forças de paz só na questão Iugoslava, em meio aos atiradores de elite e bombardeios. 
        Suas tarefas inclinem providenciar abrigos de emergência, patrulhas, limpeza de áreas minadas e manutenção de estradas para a entrega de carregamentos de socorro humanitários, vitais em regiões criticas. 
        Hoje, a operação continua, apesar de constantes violações do cessar-fogo e perdas de vidas. 
        No entanto, a esperança que permanece é de que algumas soluções possam ser encontradas para que a vida possa retornar ao normal para os habitantes desta região em guerra. 
       Desde as primeiras missões de paz, a presença dos "capacetes azuis" tem servido como um lembrete do compromisso das Nações Unidas para preservar a paz. 
Com apoio total e peso moral da comunidade internacional atrás deles, as forças de paz canadenses da ONU podem fazer e fazem a diferença. 

O ALCANCE MONUMENTAL

        Quando o Prêmio Nobel da Paz foi concedido para as forças de paz da ONU cm 1988, esta foi a oitava vez que esta honra foi recebida por iniciativa das Nações Unidas. 
        Como os canadenses têm sempre estado a frente das forças de paz, o governo do Canadá após as cerimônias de entrega, anunciou planos de construção de um monumento às forças de paz. 
        O local, um lugar magnífico no centro da capital da nação, na rua Confederation Boulevard, foi doado pela comissão Capital Nacional. 
        De uma competição ampla e nacional, que convidou desenhistas, escultores, arquitetos e paisagistas para apresentar propostas de um desenho e um desenho foi selecionado. 
        No dia 8 de outubro de 1992, numa cerimônia presidida pelo muito honorável Ramou Jolnn Hwa Tyshyn, governador geral do Canadá, a reconciliação foi revelada para o público. 
        Milhares de canadenses das forças de paz estavam presentes para participar da inauguração. 
        O monumento é majestoso e impressionante. 
        A principal estrutura consiste de duas paredes de granito representando forças opostas, o espaço entre elas, polvilhado com concreto; simbolizando o desespero e a destruição causada pela guerra. Três figuras de bronze que representam os soldados da paz da ONU, fica à 6,09 cm (20 pés) de altura, onde as duas paredes se encontram. Urna figura feminina representa uma comunicadora da ONU, perto de um oficial de boina da ONU fazendo o papel de observador. A terceira figura de um sentinela com um rifle remete à natureza difícil e perigosa da tarefa dos soldados da paz. Uma plantação de flores selvagens entre a sujeira da guerra, entre as duas paredes, indica o ciclo de renovação, esperança e a promessa de um futuro. 
        Daqui a alguns anos estarão aptas a oferecer um bilhete de boas vindas, de otimismo, enquanto suas raízes crescem fortes e se enraízam. 
        Uma plantação sagrada de doze carvalhos, além da estrutura simboliza a esperança e força, e reconhece as contribuições dos soldados da paz das dez províncias e dos dois territórios. 
        As árvores também mudaram a paisagem com o tempo, enquanto elas crescem mais altas e fortes. 
Este tributo foi dedicado para lembrar às gerações futuras da necessidade de promover segurança e paz internacional, e para inspirar orgulho na grande herança de manter a paz do Canadá. 
        Talvez por coincidência este monumento de algum modo também parece falar com o coração, do que significa e como é a sensação de se um canadense soldado da paz. 
       Em lugar algum este sentimento é mais forte do que nos corações e mente dos canadenses das missões de paz da ONU em regiões de problemas pelo mundo.

 
UMA VISTA PARA O FUTURO

As forças de paz têm evoluído em alguma coisa muito diferente do conceito original de “Person” de uma força internacional da ONU.  De fato, nenhuma força jamais tem sido montada. Cada missão de paz tem sido o agrupamento de forças multinacionais e desenhada especificamente para lidar com problemas com eles têm acontecido, numa base individual. 
        Mais adiante, as forças de paz estão começando a envolver pessoas recrutadas ocupações de forças militares tradicionais. 
        O Canadá tem respondido fornecendo pessoal da RCMP (Polícia Auxiliar de segurança doméstica) e do Election Canadá (associação eleitoral), ajudando na administração e monitoramento de eleições em vários paises. 
        Este processo tem funcionado notavelmente bem até hoje.


MAS COMO NOS SERVIRÁ NO FUTURO ? 

        Os estados-membros estão fazendo inovas requisições para o envolvimento de forças de paz, numa proporção acelerada. 
        Nos últimos quatro anos, o Canadá tem preparados soldados da paz para dez novas iniciativas - comparando com somente treze em todos os anos anteriores. 
        Alguns lideres mundiais têm sugerido que a falha de amenização da brecha que aumenta entre os ricos e os pobres do mundo ameaça a paz mundial. 
        As missões da ONU recentes refletem uma mudança rápida do mundo e desafiam os canadenses a responder ao aumento de exigências. 
        À vontade de fazer papéis mais complexos e enfrentar até as disputas mais confusas tem deixado os recursos da ONU muito curtos. 
        O preço anual de uma força de paz está projetado a triplicar de mais de U$1 bilhão este ano para mais de U$ 3 bilhões no próximo ano. 
        Naturalmente, campanhas de paz adicionada de fundos financeiros se tomarão um assunto de alta prioridade num futuro imediato, 
        Enquanto isso, homens e mulheres canadenses continuam mantendo as idéias das Nações Unidas com suas vidas quando uma guerra acontece pelo mundo.


VOLTAR