A Nossa Participação - 4

ESTATÍSTICA


 

 

 

1.Informações sobre os integrantes que vieram a falecer em Suez:

 
CONTINGENTE  POSTO/NOME MOTIVO
 1º   1º Sd.Nilton Alves Pereira Afogamento acidental na área da missão em 02/06/1957
 2º  Sd.Miguel Braz da Silva Incêndio acidental na cozinha em 01/04/1958
 3º  Sd.Raimundo Moreira de Freitas Atingido acidentalmente na sala de tiro em 24/05/1958
Sd.Benedito Ribamar Ferreira Viana Atingido por disparo acidental por parte de um sentinela em 16/07/1958.
 5º  10º Sd.Arno Schamp  Atingido acidentalmente em 09/12/1962
 6º  13º Sd.Antonio Salvador da Silva Acidente sofrido em visita às pirâmides no Cairo em 07/04/1964
 7º 20º Cb.Carlos Adalberto Ilha de Macedo  Atingido por um disparo no acampamento Rafah por ocasião da deflagração da GUERRA DOS 6 DIAS  VEJA O BOLETIM

 

2. Algumas informações sobre integrantes:

 

 

2°Contingente
O soldado Braz o nosso cozinheiro, ao lavar a cozinha, apanhou um recipiente com um líquido que supunha ser água e despejou-o no piso. O conteúdo se espalhou rapidamente e, como o forno não havia sido desligado, ocorreu um incêndio de uma chama apenas que tomou conta do recinto, envolvendo o soldado Braz.  Desesperado, ele saltou por uma janela lateral mais próxima, caindo na escada que dava acesso ao 2º pavimento onde estávamos. Os gritos e o barulho chamaram a atenção de todos.  Corremos a auxiliá-lo. O quadro era horrível: a pele dos braços enrugara-se de forma assustadora; não tinha mais cabelos. Um tenente tratou de transportá-lo para um hospital em Port Said, enquanto eu passava uma mensagem para o Coronel Iracílio cientificando-o do fato. Mais tarde, fui visitar o soldado Braz que estava sedado dentro de uma câmara refrigerada. Naquela madrugada, não resistindo às queimaduras, perdemos o nosso colega. Falecera o nosso cozinheiro!

 

 

3°Contingente
Numa noite, um soldado do 3º contingente cruzou a LDA. Houve troca de guarda e, quem saiu, não passou a informação ao que assumiu o serviço de que havia alguém do outro lado. Isto gerou um fato grave, pois um soldado brasileiro matou um colega. Como a ordem era para atirar, o soldado que voltava, mesmo gritando a palavra combinada, foi metralhado e morreu. Nunca mais ninguém ousou transpor a Linha.

 

 
Integrante
Outra morte causada por um brasileiro ocorreu por conta da entrada de um soldado canadense no acampamento brasileiro. Os canadenses bebiam muito whisky, mas gostavam mais da pinga que chegava do Ceará e de outras cidades do Brasil, e por isso havia uma troca constante desses destilados entre as duas tropas. Uma noite, no acantonamento em Rafah Camp, um soldado canadense entrou sem ser notado pelos guardas. Foi fuzilado por ser confundido com um invasor comum.

 


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