COEXISTÊNCIA PACIFICA


Eugenio Malta

Laureados do Brasil,

Este assunto sobre a COEXISTÊNCIA PACIFICA é longo e profundo e tem tudo a ver com a nossa eterna causa, a causa do Btl.Suez do Brasil com os seus 6.300 membros. Veja o texto abaixo extraído da Internet:

Os cinco princípios da coexistência pacífica

Há exatamente meio século Chu En-lai, o fundador da diplomacia da República Popular da China, formulou os famosos Cinco Princípios da Coexistência Pacífica durante viagem à Ásia meridional, que representavam uma espécie de padrão para as relações internacionais. 

Os cinco princípios são:

1) respeito mútuo à soberania e integridade nacional,

2) não-agressão, 

3) não intervenção nos assuntos internos de um país por parte de outro, 

4) igualdade e benefícios recíprocos e 

5) coexistência pacífica entre Estados com sistemas sociais e ideológicos diferentes. Este padrão de conduta internacional foi, desde então, o norteador da diplomacia chinesa, do Movimento Neutralista e foi adotado pelo Movimento dos Países Não-Alinhados (fundado em 1961). 
Os princípios, formulados na esteira das negociações de Genebra para encerrar a primeira Guerra do Vietnã (contra a França) em 1954, foram ratificados pelos chamados países neutralistas (Índia, Birmânia, Indonésia, entre outros) na Conferência Afro-asiática de Bandung, realizada na Indonésia em 1955. Tratava-se de uma agenda para o posicionamento internacional dos países do Terceiro Mundo (nações em desenvolvimento da África, Ásia, América Latina e Oceania), em favor da descolonização, do desenvolvimento econômico e do repúdio aos blocos militares da Guerra Fria. O indiano Nehru, o birmanês U Nu, o indonésio Sukharno, o egípcio Nasser, o iugoslavo Tito, o ganês N'Krumah e o chinês Chu En-lai foram os principais ativistas do Movimento dos Não-Alinhados e difusores destes princípios. 
Com o avanço do processo de descolonização, uma centena de países do Terceiro Mundo ingressou na ONU nas duas décadas seguintes, o que alterou a correlação de forças dentro da Assembléia Geral da organização. Aliás, os princípios eram, em boa medida, inspirados na Carta das Nações Unidas. Os cinco princípios contribuíram, igualmente, para deslegitimar a política das superpotências e dos blocos militares e de poder, influindo na adoção da agenda da Nova Ordem Econômica Internacional, formulada pelos Não-Alinhados e adotada pela ONU nos anos 1970. 
Os Cinco Princípios da Coexistência Pacífica, além de constituírem uma estratégia inteligente para a política externa dos grandes países em desenvolvimento da periferia do sistema mundial, representam a afirmação planetária da concepção westfaliana das relações internacionais. De fato, se observarmos com cuidado, cada um dos itens retoma, de forma atualizada, os princípios da Paz de Westfália de 1648, que consagraram o Estado como principal ator da política internacional. Assim hoje, quando os regimes internacionais supranacionais e a nova hegemonia norte-americana buscam reafirmar uma política de poder, ainda que dentro de outros parâmetros, os Cinco Princípios mostram sua atualidade como instrumento de ação dos países em desenvolvimento. 
Mais do que isto, eles representam uma estratégia para a afirmação de um sistema mundial multipolar. Daí o destaque que a diplomacia chinesa deu às comemorações do cinqüentenário dos mesmos, afirmando que a globalização deve coexistir com o legado da história, que produziu uma diversidade de países e pluralidade de culturas. Sem dúvida, uma visão que contrasta com o Choque de Civilizações, visão que legitima as políticas de força nas relações internacionais. Finalmente, os Cinco Princípios são reapresentados como um código de conduta que favorece a todos e prega, como diz seu nome, a Coexistência Pacífica. 


Abrs,Malta

De: Eugenio Malta <eacmalta93@yahoo.com> 
Data: Thu, 02 Apr 2009 15:57:21 -0300 
Assunto: DEFENSORES DA COEXISTENCIA PACIFICA 


Oásis de Paz

Terça-feira, 26 de dezembro de 2000 

No `Oásis de Paz', judeus e árabes ignoram a guerra Eles tentam provar que em Neve Shalom é possível aos dois povos conviver em igualdade 

DEBORAH HORAN 

Houston Chronicle 

NEVE SHALOM, Israel - Aparentemente todas as coisas existem aos pares neste povoado de Israel situado a oeste de Jerusalém. Há dois alfabetos - um árabe e um hebraico - pendurados acima dos quadros negros, na escola primária. Dois diretores estabelecem o currículo. O próprio povoado, um oásis, tem dois nomes, e os dois significam "Oásis de Paz". Para os judeus e árabes israelenses que vivem aqui essa duplicidade é da máxima importância. 

Eles se mudaram para cá no fim da década de 70 e na década de 80, para provar um ponto de vista corajoso: apesar do conflito árabe-israelense fora do oásis, seria possível viverem juntos em condições de igualdade e paz. 

Agora, em meio a uma sangrenta insurreição árabe-palestina e à deterioração das relações entre árabes israelenses e judeus, os moradores deste povoado idílico descobriram que nem sempre é fácil manter o mundo exterior à distância. Entretanto, eles continuaram a ser poderosos símbolos de coexistência. 

Quando os árabes do norte de Israel provocaram distúrbios civis, em outubro, e a polícia matou 13 deles, representantes de muitas das 40 famílias que vivem neste povoado, denominado Neve Shalom em hebraico e Wahat al-Salam em árabe, deixaram suas diferenças de lado e entraram, juntos, em veículos utilitários. Foram até o cenário dos choques para protestar contra o que muitos israelenses consideraram brutalidade da polícia contra cidadãos árabes do Estado de Israel. Deram telefonemas de condolências às famílais dos mortos e doaram vacinas contra tétano a um hospital da Cisjordânia, onde ocorreu grande parte da violência. Também enviaram alimentos às famílias palestinas que estavam sem trabalhar desde o início da insurreição. 

"Achamos que já é tempo de agir, pois agora há muito desespero,"declarou Nava Sonnenschein, diretor judeu da Escola para a Paz, uma instituição do povoado que promove, entre outras coisas, workshops para jovens árabes israelenses e judeus. Contudo, as 20 famílias judias e 20 famílias árabes que vivem no local descobriram que, por causa da violência, muita coisa deixou de ser dita. 

Havia, por exemplo, a questão explosiva que consiste em saber se os jovens judeus de Neve Shalom devem servir no Exército israelense. Se o fizessem, talvez fossem lançados contra os palestinos amotinados da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, que poderiam ser parentes das famílias árabes israelenses do povoado. Além disso, havia divergências sobre como a rebelião começou e quem eram os responsáveis por sua intensificação. "Decidimos não discutir os detalhes pequenos e difíceis", explicou Sonnenschein. 

As crianças judias e árabes do povoado e das áreas próximas continuaram a freqüentar a escola primária. No recreio, pulavam amarelinha, brincavam no playground e jogavam futebol juntas. O conselho do povoado, formado por árabes e judeus, continuou a se reunir e a fazer seu trabalho. Mas os moradores do povoado, situado no alto de uma colina, ao lado do mosteiro de frades trapistas, descobriram que a violência criou um período de provações para os defensores da coexistência pacífica. 

A Escola para a Paz suspendeu temporariamente as sessões de "diálogo" que vinha promovendo entre árabes e judeus, porque as questões tornaram-se muito difíceis de serem discutidas. 

htm http://nswas.org/media/No%20Oasis%20de%20Paz.htm

David Rubinger/Time & Life Pictures/Getty Images



Morreu: Theodor Kollek, um dos principais defensores no Estado de Israel da coexistência pacífica entre judeus e islâmicos. Teddy Kollek tornou-se prefeito da parte judaica de Jerusalém em 1965. Dois anos depois, Israel anexou a área árabe da cidade durante a Guerra dos Seis Dias. Kollek passou a administrar o município reunificado. Só deixou o posto em 1993. Em sua gestão, promoveu a tolerância religiosa e foi aclamado como o mais importante construtor de Jerusalém desde os tempos de Cristo. Dia 2, aos 95 anos, de causas não reveladas, em Jerusalém.



De: Eugenio Malta <eacmalta93@yahoo.com> 
Data: Thu, 02 Apr 2009 14:47:06 -0300 
Assunto: COEXISTÊNCIA PACIFICA


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