CASA DA FEB

 

CASA DA FEB: Alternativas de Continuidade No exato momento em que foi fundada há 45 anos, a ANVFEB começou a acabar... .... Porque não adotar o modelo unificado dos Aliados, transformar a ANVFEB simplesmente em ANV ... Att,  Israel Blajberg <<< iblaj@hotmail.com >>


CASA DA FEB: Alternativas de Continuidade

Israel Blajberg (*)

No exato momento em que foi fundada há 45 anos, a ANVFEB começou a acabar...  isto porque tornava o acesso ao Corpo Social exclusivo aos que integraram as Forças Brasileiras em operações de guerra na Itália.  

Assim, não houve renovação do Quadro Social, fadado a minguar gradativamente até aproximar-se assintoticamente de zero, após encerrar-se a expectativa de vida dos Veteranos, já que o quadro de sócios especiais (aqueles que não estiveram na Itália) não chegou a ser expressivo, nem sua participação na Diretoria e Conselho.  

Em um país sem guerras (Graças a Deus !), outro não poderia ser o resultado. Passadas as décadas, apenas um punhado de Veteranos com mais de 80 anos ainda freqüenta o velho prédio desgastado da CASA DA FEB,  ao contrário do que ocorre com seus irmãos de armas americanos, ingleses, franceses e demais Aliados.  

Trata-se de plagas onde a guerra é uma constante, como nos EUA, onde a paz é exceção (após a 2ª. GM houve Korea, Vietnam, Irak, Afeganistão, apenas para citar as  maiores). O problema da continuidade não existe,  as Associações de Veteranos unificadas em torno da Veteran’s Administration, verdadeiro Ministério a cuidar e assistir os ex-combatentes de Tio Sam.  

Todo ano em 11 de novembro, na Parada do Veterans Day na 5ª. Avenida em Nova Iorque , eles se reúnem para desfilar das 9 da manhã as 5 da tarde, oriundos de todas as forças e de todas as épocas, incluindo CPORs de diversas Universidades, Associações, Bombeiros, Policia, Clubes diversos de motos, jipes, etc., com grande afluência de publico, mesmo sem ser um feriado.  

A questão da dita indiferença dos Poderes Públicos para com a ANVFEB talvez possa ser melhor apreciada se nos colocarmos na posição dos Administradores.  

Como liberar verbas para uma Associação cujo Corpo Social diminui a cada dia, sinalizando uma desativação próxima?  

Houve época em que o carisma da FEB elegia deputados e vereadores, facilitava construção de conjuntos habitacionais para ex-combatentes, pensões, empregos, isenção de impostos. Ainda em 1976 a Rua das Marrecas foi fechada, tomada pelos Veteranos, para que o Presidente Geisel inaugurasse a nova sede.  

Afinal, ainda estava presente  a aura  da vitória, hoje já distante. FEBianos eram personalidades nacionais de grande relevância, de Presidente da Republica a Ministros, Senadores, políticos, empresários, profissionais liberais reconhecidos na sociedade.  

Com o processo de desaparecimento natural dos Veteranos, iniciado pelos mais idosos (e mais importantes), a CASA DA FEB, seu Museu, Mausoléu no CSJB e Ossário no Caju, passaram a ter cada vez menos visibilidade e presença junto à opinião publica.  

Paradoxalmente, a inauguração em 1960 do Monumento Nacional aos Mortos da 2ª. Guerra Mundial, e a criação da DAC – Diretoria de Assuntos Culturais, incentivando o setor histórico, arquivistico e museológico do Exército, com a reativação e criação de Museus Militares, como o Museu do Exército e Conde de Linhares passou a determinar uma superposição progressiva com a ANVFEB, no que concerne à preservação da memória da FEB.  

Assim, numa análise ex-post fica evidente que ao longo das décadas os Veteranos repousaram sobre os louros da vitoria, desconsiderando a conjuntura, monopolistas que eram a principio, perdendo assim o bonde da História, enquanto a cada 21 de fevereiro, oito de maio, sete de Setembro, aplaudidos nos desfiles, justamente homenageados nas Tribunas de Honra, mantinham acesa a chama dos seus ideais, que tantos não hesitaram em defender com o sacrifício da própria vida.  

Chega-se portanto a uma encruzilhada. Em meados de 2007, diante do déficit que se prenunciava, as Diretorias passaram a intensificar a procura de apoio financeiro externo.  

No passado, bastava a expedição de alguns ofícios para que governos e empresas privadas se dispusessem com alguma facilidade a colaborar com recursos e doação de materiais. Hoje, em um quadro de crise e esquecimento do passado, simplesmente não houve resposta aos intensos esforços junto às autoridades e empresas, a não ser o apoio moral.  

O Exército vem aportando relevante colaboração não-financeira através da DAC e MNM2GM, a partir de meados de 2008, disponibilizando militares para atividades do dia-a-dia, mantendo o expediente a principio diário, depois três dias por semana, e a partir de jan/2009 apenas a vigilância da CASA DA FEB, com atividades suspensas ate abril enquanto se fazem derradeiras gestões. Todos empregados foram demitidos e os telefones desligados.  

Se  o quadro não se modificar, teremos como conseqüência natural a dissolução da ANVFEB, passando o acervo documental, museologico e cemiterial provavelmente para a DAC, incluindo o Mausoléu da FEB no CSJB, onde sob as vistas e a proteção do Cristo Redentor no Corcovado, a Pátria levou a sua ultima morada o Marechal Mascarenhas, sua Esposa, e  cerca de 500  ex-combatentes, alem de mais 400 no Ossário do Caju.  

Isto posto, porque não adotar o modelo unificado dos Aliados, transformar a ANVFEB simplesmente em ANV, permitindo que todas as demais associações utilizem os andares ociosos da CASA DA FEB, que manteria o seu nome e o MUSEU, resolvendo assim o problema da falta de sócios.  

Apenas os Veteranos de Suez garantirão pelo menos mais 20 anos de vida útil, já que os últimos contingentes partiram cerca de 20 anos após a 2ª. Guerra Mundial. Os Boina-Azuis hoje tem idade media de 60 anos.  

Outros grupos se incorporariam, a saber: Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, Tropas de Paz, FAIBRAS - OEA, UNAVEM - Angola, Timor, Haiti – MINUSTAH e por ai vai. A perspectiva de futuras missões de paz tornaria ilimitado o horizonte da ANV, com grande quantidade de jovens veteranos em potencial, de toadas as patentes e graduações.  

Seria um Condomínio sob a égide da CASA DA FEB e seu Museu, a memória civil dos Veteranos, complementando a memória oficial representada pelo Exercito.  

Outras iniciativas podem ser pensadas, como o estabelecimento na CASA DA FEB de um Centro Cultural patrocinado por empresas que tiveram relacionamento com a FEB, como BB e CORREIOS, e aquelas criadas por força da guerra, como CSN e BNDES.  

Entidades afins poderiam também ser abrigadas, como a Academia de Historia Militar Terrestre do Brasil – AHIMTB e o CVMARJ – Clube de Viatura Militares Antigas do RJ, alem de um Centro de Estudos Estratégicos que poderia ser ligado a ADESG, Associações de Ex-alunos, Sociedades Genealógicas, enfim o espectro é ilimitado.  

Há muitos exemplos de prédios multi-societarios no mundo. Em Nova Iorque existe um, abrigando diversas sociedades da área de engenharia, como o IEEE. No Rio mesmo temos o Clube de Engenharia, que também abriga uma serie de entidades técnicas.  

Seria o inicio de uma nova mentalidade, um passo além da lembrança oficial em arquivos e museus. Os Veteranos de todas as épocas precisam ter a sua Casa, verdadeiro templo simbólico ao patriotismo e dedicação do Povo à Nação Brasileira.  

(*) – Sócio Especial da ANVFEB

Acadêmico AHIMTB

Sócio ABIBtl Suez

De: "iblaj1 - Israel Blajberg" <iblaj1@hotmail.com> 
Data: Mon, 12 Jan 2009 22:59:03 -0300 
Assunto: CASA DA FEB 


Prezados Amigos!

Muito oportuno este e-mail... recomendo a leitura IMPERDÍVEL!

Abç,Pqdt 1970 José Maria de Azevedo Paiva

From: almascolo@hotmail.com
To: dep.jairbolsonaro@camara.gov.br
Subject: Memória Seletiva
Date: Mon, 19 Jan 2009 21:39:40 -0300


Prezado Deputado Federal Jair Bolsonaro,

Segue a apresentação "Memória Seletiva", enviada pela Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira - ANVFEB.

Sou um admirador de nossos pracinhas e compartilho com V. Sa. a minha tristeza em ver esquecidos os feitos desses heróis brasileiros, verdadeiros Defensores da Liberdade.

Embora participe e contribua com a Associação de Ex-Combatentes do Rio Grande do Sul, não creio que dar recursos públicos diretamente para a Associação seja a melhor maneira de ajudar. Além disso, sou contra o auxílio paternalista do governo.

A sugestão é que o Exército Brasileiro assuma sua posição nessa questão e interceda para que a Associação passe o seu acervo para um dos museus do Exército. Ontem mesmo, foi publicada uma reportagem na Folha de São Paulo (18/01/2008) mostrando o sucesso da administração do Exército no Forte de Copacabana, RJ.

Exemplos como este valorizam nossas Forças Armadas e resgatam a História do Brasil.

Então, por que não fazer com que este patrimônio histórico da FEB seja assumido pelo Exército, através do Museu-Forte de Copacabana? Ou seria mais fácil deixar que essa riqueza nacional seja devorada pelas traças ou parar nas mãos de colecionadores no exterior?

Sei da sua influência e do poder que tem para defender as causas nacionalistas. Gostaria que tomasse conhecimento desse assunto para apoiar o resgate da memória desses Patriotas.

Um forte abraço.

Alexandre Mascolo

Ten R/2 Artilharia 83

Dir. Vice-Pres. da AOR/2-RS

Associação dos Oficiais da Reserva do RS - CPOR/PA


De: JOSÉ MARIA AZEVEDO PAIVA <pqdt1970@hotmail.com> 
Data: Sat, 24 Jan 2009 14:46:45 -0300 
Assunto: FW: - Memória Seletiva 


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