PRÁ LÁ DE AMIGO FAZ ANIVERSÁRIO(70 ANOS)

 CB. HENRIQUE TROMPCZYNSKI, 10º CONT. DO BTL.SUEZ - MAIS CONHECIDO COMO (PIPA) 

 

 


 
por: ZéDomingos(Radialista)

Confessei em várias oportunidades que não domino datas e muitas vezes fico a me questionar com relação ao tempo que conheço este ou aquele companheiro, bem como locais que conheci e passei a freqüentar. Tanto amigos como alguns locais de visita sai ano entra ano e a ligação é mantida constantemente.

É o caso de Henrique Trompczinski, que conhecido nos anos 70, se não estou enganado, e desde então seguidamente conversamos. Houve época que praticamente todos os dias estávamos juntos. Foi o período em que esteve à frente da Fundação Nacional do Índio, região sul. Como funcionário de carreira da instituição foi nomeado para a importante função e o fez com dedicação e companheirismo, ganhando consideração de índios e funcionários. Era normal estar rodeado em seu gabinete, evidenciando isto o carinho que todos tinham por ele.

Henrique é de Foz do Iguaçu e tem por aquela cidade carinho e amor. Carinho e amor pela família, da qual fala com orgulho. Henrique, o Pipa, como lhe chama o Jorge Miguel Sameck, que também é de Foz do Iguaçu, e os mais íntimos, é um grande companheiro. Por incrível que pareça o primeiro contato direto que tive com o “Gordo”, como outros o chamam sempre com carinho, foi durante o velório de um amigo em comum, o Blasco Santos, irmão do Ozires, ex prefeito de Foz do Iguaçu, que viera para Curitiba e aqui vindo residir tornou-se companheiro e praticamente todos os dias estávamos juntos. O Blasco seguidamente almoçava comigo na casa de meus pais, tornou-se o amigo da família.

Ele tinha vindo de Foz do Iguaçu e morreu de forma trágica no interior de sua casa na Vila Santo Antonio, no Pinheirinho. Estava só em casa e enquanto assistia televisão, fumava. Em determinado momento adormeceu e o cigarro encostou-se à roupa de cama, surgindo o fogo que atingiu o colchão e ele morreu asfixiado pela fumaça. Não lembro a sua idade, mas era ainda bastante jovem. Isto também aconteceu nos anos 70. Depois de conversarmos no velório passamos a nos encontrar seguidamente para almoçarmos no Pasquale, no Passeio Público, ou no tradicional Restaurante São Francisco, bem como visitamos vários bares em diferentes pontos da cidade. Tinha um bar na Vila Isabel, que normalmente aos domingos dávamos uma chegada por lá. Compareciam também alguns funcionários da FUNAI. Nas segundas feiras à noite tinha o futebol dos funcionários da FUNAI, numa cancha em Santa Felicidade, do qual participávamos seguidamente. Mesmo não jogando, mas muito participativo as todas as ações dos funcionários, o Henrique sempre estava por lá.

Havia um amigo cearense que sempre estavam conosco, um excelente cozinheiro e quando menos se esperava estavam organizando jantares deliciosos. Este companheiro ficou doente e em pouco tempo faleceu. Foi uma grande perda e lembro que o Henrique sentiu muito. O Henrique é um homem sentimental e bom, mas de personalidade forte. Assim, não raras vezes, se desentende com este ou aquele companheiro porque a sua opinião é que tem validade. Entretanto, é de dialogo.

Tenho guardado na mente a solenidade de sua posse na direção da FUNAI, foi concorridíssima e aconteceu no auditório do Tribunal de Contas-PR, com presença de grande público. Fui o mestre de cerimônias do evento. Na época os índios Raoni e Paulinho Baiakan eram seguidamente destacados pela imprensa, principalmente o primeiro, que tinha amizade com um astro do cinema americano que veio visitá-lo no Brasil e o levou para os Estados Unidos em várias oportunidades. Baiakan ganhara fama pela defesa dos direitos dos indígenas. Os dois vieram a Curitiba prestigiar a posse de Henrique e onde compareciam chamavam atenção.

Na sua lida dentro da FUNAI, como funcionário enfrentou desafios e os venceu sempre com trabalho e respeito. Começou como almoxarife e terminou como superintendente regional. Em todos os cargos exercidos sempre deu o melhor de si, inclusive, quando foi transferido para Barra das Garças, no Mato Grosso, um local distante e difícil de se trabalhar.

Henrique ostenta garbosa e orgulhosamente a medalha do prêmio “Nobel da Paz”, uma das mais famosas honrarias de mundo. Tal homenagem foi dada aos que participaram de forças pela paz no Oriente Médio, componentes do Batalhão de Suez, os chamados boinas azuis que enfrentaram dias e noites de tensão na faixa de Gaza, lutando para evitar conflitos e preservar a paz. O trabalho destes homens foi tão importante que receberam o Premio Nobel da Paz. O cabo Trompczinski tem histórias e estórias de Suez e está sempre reunido com companheiros que também estiveram nesta tarefa de paz, exercida há mais de 50 anos.

Falando em anos, Henrique Trompczinski, este amigo, este companheiro de tantos e tão bons momentos está completando 70 anos e por isto o saúdo entusiasticamente, desejando-lhe felicidades, saúde, muitos anos de vida e que continue sendo o sempre autêntico Henrique. Tudo de bom companheiro e a certeza de que estaremos juntos ainda por muito tempo.

Aquele abraço!

José Domingos Teixeira

 

 
HENRIQUE TROMPCZYNSKI, MAIS CONHECIDO COMO (PIPA) [Cabo do BTL.SUEZ - 10º CONTINGENTE]
 
 
----- Original Message ----- 
From: luiz bocian 
To: Hentique 
Sent: Monday, April 06, 2009 4:35 PM
Subject: FOTOS DA FESTA DE ANIVERSÁRIO DO NOSSO AMIGO 
 
De: "theojr" <theojr@terra.com.br> 
Data: Mon, 06 Apr 2009 21:12:22 -0300 
Assunto: FOTOS E CRÔNICA - DA FESTA 
DE ANIVERSÁRIO DO NOSSO AMIGO 
HENRIQUE TROMPCZYNSKI, 
MAIS CONHECIDO COMO (PIPA) 

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