Cronologia do conflito Árabe-israelense
1517-1917 A
Palestina é parte do Império Otomano
1881- O Império Otomano
anuncia permissão de imigração para judeus que vivem fora do
império, exceto para a Palestina
1882 - O Barão Edmond de
Rothschild de Paris começa a financiar a colonização judaica na
Palestina.
Primeira onda imigratória em massa de judeus (até
1903), principalmente da Rússia, para a Palestina.
Império
Otomano adota a política de permitir a visita de peregrinos e homens
de negócio judeus à Palestina, sem permitir o
assentamento.
1884
Império Otomano decide fechar a
Palestina para homens de negócio judeus, mas não para os
peregrinos.
1888
Potências européias pressionam o Império
Otomano a permitir a imigração de judeus à Palestina, desde que o
façam individualmente e não em massa
1896
Publicação do
livro "Der Judenstaat" pelo jornalista judeu austríaco Theodor
propondo a criação do Estado Judeu, na Argentina ou na
Palestina.
O sultão otomano Abd-al Hamid II rejeita a
proposta de Herzl de que a Palestina seja concedida aos judeus: "Não
cederei nenhuma parte do império”.
1897
Primeiro Congresso
Sionista, em Basiléia, na Suíça. Estabelece a Organização Sionista
Mundial e um programa de colonização da Palestina.
Em
resposta o sultão otomano Abd-al Hamid II envia membros de sua corte
para governar a província de Jerusalém.
1900
Keren
Keyemeth (Fundo Nacional Judaico) é fundado pela Organização
Sionista Mundial para aquisição de terras na
Palestina.
1903
Herzl apresenta ao Sexto Congresso
Sionista a proposta británica de Uganda como refúgio temporário para
os judeus russos que se encontravam em perigo imediato devido a
pogroms (perseguições).
Ainda que ressaltasse que essa
proposta não alteraria a meta final do sionismo, ou seja, uma
entidade judia na Terra de Israel, a idéia quase provocou um cisma
no movimento sionista.
A proposta de Uganda foi abandonada no
Sétimo Congresso em 1905.
1904
Morte de Theodor Herzl.
Início da segunda onda de imigração judaica (até 1914),
sobretudo da Rússia e da Polônia.
Nesse ano havia na Palestina
70.000 judeus, em 1914 chegaram a ser
150.000.
1909
Fundação de Tel-Aviv, a primeira cidade
moderna completamente judia
1914
Início da Primeira Guerra
Mundial
O Império Otomano entra na guerra ao lado da
Alemanha.
1916
Acordo secreto entre Inglaterra e França
para divisão dos territórios do Império Otomano. Revolta árabe
contra o domínio otomano.
1917
O ministro das Relações
Exteriores Britânico Lord Balfour envia carta para o Barão de
Rothschild prometendo apoio britânico ao estabelecimento de um “Lar
Nacional Judaico” na Palestina.
1919
Primeiro Congresso
Nacional Palestino em Jerusalém. Este Congresso rechaça a Declaração
Balfour e pede às potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial na
Conferência de Versalhes a independência para a Palestina. Chaim
Weizman chefia a delegação sionista na Conferência do Tratado de
Versalhes.
1919-1923
Terceira onda de imigração judaica,
sobretudo da Rússia
1920
Liga das Nações define o mandato
britânico sobre a Palestina
1921
Distúrbios em Jaffa,
cidade próxima a Tel-Aviv, em protesto contra a grande imigração
judaica
1922
Primeiro censo britânico na Palestina:
total de 757.182 habitantes (11 % judeus)
O Primeiro Livro
Branco de Churchill (então secretário das Colônias no governo de
David Lloyd George) separa a Transjordânia (atual Jordânia) da área
a ser incluída no “Lar Nacional Judaico” segundo as cláusulas da
Declaração Balfour.
1924-1932
Quarta onda de imigração
judaica (sobretudo da Polônia).
1925
Greve geral
palestina em protesto contra a visita de Lord Balfour a
Jerusalém.
Fundação da Universidade Hebraica de
Jerusalém
1926
Primeiros distúrbios em Hebron entre
árabes e judeus
1928
Conferência Islâmica em Jerusalém
exige a proteção de seus direitos de propriedade sobre o Muro das
Lamentações, então considerado sagrado também para os
muçulmanos
1929
Novos distúrbios em Jerusalém, Hebron
e Safed.
1930
Comissão britânica para investigar os
distúrbios de 1929
Segundo Livro Branco (Passfield) do
governo britânico: a imigração judaica à Palestina e a compra de
terras por parte dos judeus deve
cessar.
1931
Congresso Pan-Islâmico em Jerusalém com a
participação de 145 delegados de países muçulmanos.
Segundo
censo britânico da Palestina: 1.035.154 habitantes (16 %
judeus).
1932
Primeiro partido político palestino
constituído de forma regular, o Istiqlal (Independência), com Awni
Abdul-Hadi como presidente.
1933-1939
Quinta onda de
imigração judaica, sobretudo da Alemanha e de territórios sob o
controle alemão.
1933
Revoltas árabes em Jaffa e
Jerusalém contra a política britânica, julgada
pró-sionista.
1934
Início da imigração ilegal de
refugiados judeus da Europa que não podiam imigrar legalmente de
acordo com as cotas britânicas.
1935
Xeque al-Qassam,
liderando o primeiro grupo guerrilheiro palestino, morre em ação
contra as forças de segurança
britânicas.
1936
Ano-recorde em número de imigrantes
judeus.
1936
Revolta árabe em toda a Palestina,
principais confrontos ocorrem em Jaffa.
1937
A Comissão
britânica Peel recomenda a partilha da Palestina entre árabes e
judeus. O Governo Britânico aceita em princípio suas
recomendações.
1937-1938
Repressão da revolta árabe
pelos britânicos
1938
Comissão britânica conclui ser
impraticável a proposta de partilha da Palestina feita em
1937
1939
Maio - Terceiro Livro Branco (MacDonald) do
governo britânico rejeita a partilha da Palestina e prevê a criação
de dois estados independentes: um judeu e outro
árabe.
Setembro - Início da Segunda Guerra
Mundial.
Frase do líder judeu David Ben Gurion: "Combateremos
na guerra como se não houvesse o Livro Branco e combateremos o Livro
Branco como se não houvesse guerra."
1944
Brigada
Judaica lutando na Segunda Guerra como parte das forças
britânicas
1945
A Liga Árabe decide pelo boicote de
produtos produzidos por judeus na Palestina
1946
Os
imigrantes judeus ilegais são deportados para campos de "pessoas
deslocadas" em Chipre.
Radicais judeus explodem o Hotel King
David em Jerusalém.
A Transjordânia recebe independência com
o nome de Reino Hashemita da Jordânia.
1947
Julho - A
imigração ilegal continua a trazer refugiados judeus à Palestina. O
vapor Exodus é repelido à força das costas da Palestina de volta à
Europa, com 4.500 sobreviventes do Holocausto a
bordo.
Novembro - A ONU (Organização das Nações Unidas)
propõe a Partilha da Palestina, com o estabelecimento de um estados
árabe e um judeu
Em 1947 viviam na Palestina cerca de 600 mil
judeus e mais de um milhão de árabes.
1948
Abril –
Radicais judeus atacam a aldeia árabe de Deir Yessin, deixando 254
mortos
14 de maio: Proclamação do Estado de
Israel.
Ben Gurion é o chefe do governo provisório.
O
Presidente Truman dos E.U.A. reconhece o Estado de Israel; o
reconhecimento soviético é dado três dias depois.
15 de maio:
final do mandato britânico. Britânicos abandonam a
Palestina.
Maio de 1948- janeiro de 1949
Os árabes da
Palestina e os estados árabes da região (Egito, Síria, Jordânia,
Líbano e Iraque, com o apoio de Arábia Saudita e Iêmen) entram em
guerra contra Israel.
Israel vence a guerra e passa a
controlar 78% do território da Palestina, enquanto o plano de
partilha da ONU lhe dava 55 %.
1949
Israel assina acordos
de armistício com o Egito, Líbano, Jordânia e
Síria.
Primeiras eleições para o Parlamento Israelense. Ben
Gurion é o primeiro ministro
Israel é admitido como 59º
membro da ONU
A Assembléia Geral da ONU vota a favor da
internacionalização de Jerusalém.
Ben Gurion declara que
Jerusalém é a Capital Eterna de
Israel.
1948-1952
Imigração em massa de populações
judaicas dos países árabes e da Europa
a
Israel.
1950
Unificação da Cisjordânia com o
reino da Jordânia
Faixa de Gaza sob administração
egípcia.
1951
Yasser Arafat reorganiza a União dos
Estudantes Palestinos no Cairo
1956
Nasser nacionaliza o
Canal de Suez
Crise de Suez: Israel, apoiado pela França e
pelo reino Unido, ocupa Gaza e a maior parte do Sinai e é obrigado
pelos EUA e URSS a recuar.
1964
Criação da O.L.P
(Organização para Libertação da Palestina) em
Jerusalém.
1965
Presidente Bourguiba da Tunísia propõe
o reconhecimento de Israel por parte dos árabes nos termos da
resolução de 1947 da ONU (Partilha da
palestina)
1967
Guerra dos Seis Dias. Reunificação de
Jerusalém. Israel conquista o deserto do Sinai, a faixa de Gaza, a
Cisjordânia e as colinas de Golan.
1970
Jordânia
desencadeia ofensiva contra os palestinos (episódio conhecido como
setembto negro). Morreram cerca de 10 mil palestinos e mais de 15
mil ficaram feridos.
Foi o fim da guerrilha palestina na
Jordânia. Palestinos começam a emigrar para o
Líbano
1972
Onze atletas israelenses são mortos em
atentado terrorista durante os Jogos Olímpicos de Munique; os jogos
não são interrompidos.
1973
Guerra do Yom
Kippur.
1975
A Assembléia Geral da ONU aprova uma
resolução igualando o sionismo a racismo (abolida em
1991)
1977
Eleições gerais em Israel. O Likud
(conservador) sobe ao poder, liderado por Menachem Begin, após 29
anos de governos do Partido Trabalhista. O presidente egípcio Anuar
el-Sadat visita Jerusalém e discursa no
Knesset.
1978
Sadat e Begin ganham o Prêmio Nobel da
Paz.
1979
Israel devolve ao Egito a península do
Sinai. Assinado em Camp David o Tratado de Paz entre o Egito e
Israel.
1982
Israel invade o Líbano na Operação “Paz
para a Galiléia”, após ataques da OLP ao norte de Israel. Arafat vai
para a Tunísia.
1983
Begin renuncia. Yitzhak Shamir
torna-se o líder do Likud.
1987
Começo da Intifada,
com distúrbios em Gaza (9 de dezembro).
1988
Jordânia
renuncia a qualquer direito sobre a Cisjordânia.
Arafat
renuncia ao terrorismo como forma de ação
política.
1989
Início da imigração em massa de judeus
soviéticos para Israel.
1991
O Iraque é derrotado na
Guerra do Golfo Pérsico por uma coalizão internacional liderada
pelos Estados Unidos. Arafat apóia Saddam
Hussein
1992
Eleições gerais em Israel. O Partido
Trabalhista vence, com Yitzhak Rabin como
Primeiro-Ministro.
1993
13 de setembro - Assinatura da
Declaração de Princípios entre Israel e a OLP.
Israel a
partir daí concederá autonomia administrativa aos palestinos na
faixa de Gaza e em grande parte da
Cisjordânia,.
1994
Assinado o Tratado de Paz
Israel-Jordânia.
Yitzhak Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat
são laureados com o Prêmio Nobel da Paz.
1995
4 de
novembro - Assassinato do Primeiro-Ministro
Rabin.
1996
Eleições gerais em Israel. Benjamin
Netanyahu é eleito Primeiro-Ministro.
Pouco progresso nas
negociações de paz.
1999
Eleições gerais em Israel.
Ehud Barak (Trabalhista), com 56% dos votos, vence Netanyahu e é
eleito primeiro-ministro
2000
Janeiro – Conversas de
paz entre Israel e Síria terminam sem resultados
Junho –
Israel sai do sul do Líbano após 22 anos de ocupação
Julho –
Negociadores israelenses e palestinos não chegam a acordo sobre
Jerusalém e acusam-se mutuamente de intransigência, mas prometem
continuar trabalhando pela paz
Setembro – Revolta palestina
após a visita de Ariel Sharon, líder da oposição israelense, à
Esplanada das Mesquitas em Jerusalém
2 de novembro: 2 mortos
e 10 feridos em atentado com carro-bomba em Jerusalém
Ocidental.
20 de novembro: 2 colonos morrem em atentado com
bomba contra um ônibus escolar no Sul da Faixa de Gaza, que deixou 9
feridos, entre eles cinco crianças.
22 de novembro: 2 mortos
e 25 feridos na explosão de um carro-bomba em Hadera, ao norte de
Tel Aviv.
28 de dezembro: 2 soldados israelenses morrem em
atentado com bomba contra uma patrulha do exército no Sul da Faixa
de Gaza.
31 de dezembro: o filho e a nora do fundador do
movimento racista antiárabe israelense Kach, Meir Kahan, morrem
baleados perto da colônia judaica de Ofra, na
Cisjordânia.
2001
1º de janeiro: um carro-bomba
explode em Netânia, localidade turística do Norte de Tel Aviv,
causando uma morte, a do autor do atentado, e deixando 19
feridos.
14 de fevereiro: morrem 8 israelenses, sendo sete
soldados, e 21 são feridos por um palestino que se lança com seu
veículo contra um grupo de civis e soldados perto de Tel
Aviv.
4 de março: um atentado com bomba deixa 4 mortos, entre
eles o autor, e 45 feridos em Netânia.
28 de março: um
atentado suicida perto de Neve Yamin, no Nordeste de Tel Aviv, mata
2 adolescentes e o autor, e fere 4 pessoas.
10 de maio: 2
operários romenos morrem e um terceiro fica ferido por uma bomba na
fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel.
18 de maio: morrem
6 pessoas, entre elas um kamicaze palestino, e outras 100 ficam
feridas em um atentado suicida num centro comercial de Netânia, no
Norte de Tel Aviv.
25 de maio: 2 mortos, aparentemente os
autores, em um atentado suicida com carro-bomba em Hadera, no Norte
de Tel Aviv. Outro atentado com as mesmas características é evitado
por soldados israelenses na Faixa de Gaza.
27 de maio:
explosão de dois carros-bomba em um intervalo de poucas horas,
deixando 2 feridos em Jerusalém.
30 de maio: explosão de um
carro-bomba em Netânia.
1º de junho: um kamicaze palestino
causa 17 mortes e deixa 75 feridos ao explodir uma bomba perto de
uma boate de Tel Aviv.
22 de junho: dois soldados israelenses
morrem em um atentado com bomba na Faixa de Gaza, que também custou
a vida de seu autor.
16 de julho: dois jovens soldados
israelenses, um homem e uma mulher, morrem num atentado suicida com
bomba, que também mata o kamicaze palestino e fere 11 pessoas em uma
estação de ônibus de Binyamina, no Norte de Israel.
9 de
agosto: um atentado suicida em uma pizzaria do Centro de Jerusalém
Ocidental, reivindicado pela Jihad Islâmica, causa 17 mortes e deixa
80 feridos.
1º de dezembro: 12 pessoas morrem, entre elas
dois kamicazes, e cerca de 170 ficaram feridas em dois atentados em
Jerusalém Ocidental.
2 de dezembro: 15 mortos e 40 feridos
num atentado dentro de um ônibus, em Haifa (Norte de
Israel).
12 de dezembro: três atentados simultâneos: na
Cisjordânia, oito israelenses morrem e outros 25 ficam feridos em um
ataque armado contra um ônibus perto da colônia judaica de Emmanuel,
entre as cidades autônomas palestinas de Kalkiliya e
Nablus.
Na Faixa de Gaza, um atentado suicida mata seu autor
no assentamento de Gush Katif, no Sul da Faixa de Gaza. Um segundo
atentado suicida, no qual o autor também morreu, ocorre no mesmo
assentamento com poucos minutos de intervalo. Os dois atentados
deixam quatro feridos.
2002
17 de janeiro: seis
israelenses, além do palestino autor do atentado, morrem em um salão
de festas de Hadera. Outras 34 pessoas ficam feridas nesse ataque
com arma automática, cuja autoria foi reivindicada por um grupo
armado originado do Fatah.
2 de março: nove israelenses
morrem em um atentado suicida no bairro ultra-ortodoxo judaico de
Jerusalém Ocidental, Beit Israel, no qual também perde a vida o
autor palestino.
9 de março: Em Jerusalém, um kamikaze age
num bar do Centro da cidade, matando 11 pessoas, além dele
próprio.
12 de março: Oito mortos em um ataque armado contra
veículos que circulavam pelo Norte de Israel: seis israelenses e
dois assaltantes armados.
20 de março: Um kamikaze explode
uma bomba num ônibus perto de uma localidade árabe israelense do
Norte de Israel, matando sete pessoas.
21 de março: Três
pessoas, além do kamikaze, morrem em um atentado suicida em
Jerusalém Ocidental.
27 de março: Vinte e dois israelenses
morrem e mais de 100 pessoas ficam feridas num atentado suicida
realizado por um kamikaze palestino em um hotel de
Netanya.
29 de março: dois mortos, além do kamikaze, em um
atentado suicida cometido por uma palestina num centro comercial de
Jerusalém Ocidental. A autoria do ataque foi reivindicada pelas
Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, grupo armado ligado ao
Fatah.
31 de março: Quinze mortos e 35 feridos em um atentado
suicida num restaurante de Haifa, no Norte de Israel, cuja autoria
foi reivindicada pelas Brigadas Ezzedin Al-Qassam, braço armado do
movimento de resistência islâmica Hamas.
10 abril: Um
atentado suicida em um ônibus perto de Haifa deixa oito mortos e 20
feridos.
12 abril: Seis mortos e 60 feridos em um atentado
suicida em uma estação de ônibus em Jerusalém Ocidental. O atentado
é assumido pelas Brigadas dos Mártires da Al-Aqsa.
27 abril:
Cinco israelenses morrem na colônia de Adora, na Cisjordânia, por
disparos de assaltantes palestinos que conseguem fugir.
7
maio: Pelo menos 16 israelenses mortos e mais de 50 feridos em um
atentado suicida reivindicado pelo Hamas em uma sala de bilhar na
cidade de Rishon Le Tsion, ao sul de Tel Aviv.