E-MAIL RECEBIDO

Trechos de sua mensagem

 
 
Para: <ricardoarraes@uol.com.br> 
De: "Theodoro da Silva Junior" <theojr@terra.com.br> 
Data: Sat, 16 May 2009 21:06:21 -0300 
Assunto: DEFESA DA TESE 
DEFESA DA TESE
CONGRATULAÇÕES PELO SUCESSO E APROVAÇÃO ALCANÇADOS.

De minha parte fico lisonjeado e feliz da vida, ao tomar conhecimento do sucesso alcançado pelo Prof.Arraes, pois tive o privilégio de acompanhar todo seu empenho, toda sua luta e tolerância com os Boinas Azuis. Nossa colaboração foi uma ação voluntária, e assim dentro das minhas limitações, tentei colaborar com um pouco daquilo que vi e aprendi nos bastidores da Missão UNEF do Btl.Suez. Foi um prazer tentar colaborar com o prezado amigo em suas pesquisas. Tive então a oportunidade de aprender mais um pouco das nossas histórias de Soldados de uma Missão de Paz. Não há de que, prezado Professor , agora DOUTOR Ricardo Arraes, nós do Btl.Suez é quem agradecemos pelos relevantes serviços prestados à nossa História. É nosso desejo e dever deixar registrado o mais profundo agradecimento por sua dedicação, amizade e lealdade no empenho da feitura e conclusão da sua tese de defesa. Sabendo que com esse seu brilhante trabalho,você divulgou gratuitamente aquilo que foi o desempenho dos nossos soldados nas areias do deserto e elevou bem alto o nome do Batalhão Suez. A Partir do Sucesso e aprovação da Tese concretizados, o Professor Doutor Ricardo Arraes está inscrevendo e perpetuando nossa história de soldados da Paz no âmbito acadêmico da literatura brasileira. Importantíssima sua colaboração em fazer a história dos soldados do Btl.Suez ficar mais conhecida nos meios acadêmicos um destaque que estava faltando. Muito obrigado Professor RICARDO ARRAES.Nossa eterna gratidão.Meu forte abraço,Theodoro.
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De: "ricardoarraes" ricardoarraes@uol.com.br
DEFESA DA TESE


OLÁ THEODORO,

SINTO-ME FELIZ E REALIZADO EM INFORMAR A MINHA DEFESA DE TESE. O EVENTO OCORREU NA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - CAMPOS DE GRAGOATÁ - EM NITERÓI (RJ) NO DIA 11 DE MAIO DE 2009.

A BANCA DE EXAMINAÇÃO FOI COMPOSTA PELOS PROFESSORES: DENISE ROLLEMBERG (ORIENTADORA), FRANCISCO PALOMANES, MARIA PAULA, SAMANTHA QUADRAT E ANA MARIA MAUAD, QUE ATUARAM NA FUNÇÃO DE ARGUIDORES.

O TÍTULO DA TESE É; HISTÓRIA, MEMÓRIA E DESERTO: OS SOLDADOS BRASILEIROS DO BATALHÃO SUEZ (1957-1967).

AO TEMPO EM QUE TE INFORMA, GOSTARIA DE AGRADECER-LHE PELA IMENSA AJUDA QUE ME FOI DADA SEM NENHUMA OUTRA INTENÇÃO QUE NÃO A DE UM INTERLOCUTOR APAIXONADO PELAS COISAS DE SUEZ.


SUA AJUDA FOI INESTIMÁVEL E DEU BONS FRUTOS COMO PODE SER VISTO NO TRABALHO QUE ORA APRESENTEI EM FORMA DE TESE DE DOUTORADO.

SE POSSÍVEL, FAÇA DIVULGAR NO SITE E AVISE AOS COMPANHEIROS BOINAS AZUIS O REBENTO ACADÊMICO, QUE EM NADA SE COMPARA, É CLARO, ÀS MEMÓRIAS DE QUEM LÁ ESTEVE: VOCÊS.

APENAS ALCANCEI UMA PEQUENA PARTE DESTA AVENTURA.

GRANDE ABRAÇO E OBRIGADO MAIS UMA VEZ POR TUDO AMIGO THEODORO, MAS TAMBÉM AOS SEUS COMPANHEIROS ZOUAIN, VARGAS, SÉRGIO DIAS, HERALDO FELIX E TANTOS OUTROS. RICARDO.


 
 
Artigo meu publicado na página da UFPi (Universidade Federal do Piauí).http://www.ufpi.br/cchl/artigos.php?idDoArtigo=77

O Piauí desconhece os seus heróis

MANOEL RICARDO ARRAES FILHO
08/02/2008

Entre 1957 e 1976 a ONU (Organização das Nações Unidas) manteve uma força militar na fronteira árabe-israelense, mais precisamente, na Faixa de Gaza. Essa mesma região tão fustigada pelas ações de guerrilha que separam povos parentes entre si.

Durante os dez anos de duração da missão conhecida entre os brasileiros como Missão ou Batalhão Suez, a ONU enviou milhares de homens para guarnecer aquela fronteira. A força de emergência era denominada de UNEF (sigla em inglês para United Nations Emergency Force) contou com a participação de vários países entre eles o Canadá, a Dinamarca, a Finlândia, a Suécia, a Iugoslávia, a Índia, o Brasil, o Paquistão e a Colômbia. Estes dois últimos foram repatriados ainda no início da missão. O exército brasileiro enviou mais de 1200 homens, dentre estes mais de vinte piauienses.

Quase todos os piauienses estão vivos e com uma vasta memória guardada na lembrança e através de milhares de fotografias, cartões postais, pôsteres, cartas e diários de viagem. Todos têm uma boa história para contar do período em quer estiveram no Egito. A missão deles era guarnecer a fronteira entre a Palestina (Faixa de Gaza) e Israel. Enfrentando o calor sufocante durante o dia e o frio cortante das madrugadas do deserto do Sinai, os exércitos a serviço da ONU conseguiram manter no interstício da Missão uma relativa paz entre aqueles povos.

As condições de trabalho daqueles homens não eram das melhores. Treinamento e roupas inadequadas ao clima e ao relevo da região, o perigo iminente de irromper o conflito, a distância do Brasil, a cultura, a língua tão diferentes e a desconfiança de ambas as partes tornavam o clima em permanente estado de estresse físico e emocional. Muitos não suportaram aquele estado de contínua provação. Houve quem “surtasse”, mas houve quem se adaptasse com relativa facilidade àquela realidade. Era o “jeitinho Brasileiro” contornando as dificuldades do deserto.

Os soldados “à serviço da paz” eram e ainda são chamados de “Boinas Azuis” em alusão ao quepe ou capacete azul que os soldados usavam e usam em qualquer Missão de paz. Os veteranos de Suez foram distinguidos pela Fundação Nobel no ano de 1988 com o Prêmio Nobel da Paz pelos relevantes serviços prestados na fronteira do Egito com Israel e em outras operações de paz desenvolvidas, especialmente na Ásia e na África. Portanto, todos os piauienses que foram para o Egito também receberam a distinção que traz honra e reconhecimento para seus ganhadores.

Cabe então perguntar se você conhece algum dos piauienses que ganharam o prêmio Nobel da Paz? Certamente poucos os conhecem. Parentes e talvez alguns amigos já ouviram falar de suas aventuras e desventuras no deserto e em vários outros países do Oriente Médio, inclusive no atual conturbado Líbano. Poderíamos citar apenas alguns deles que eu tive a oportunidade de entrevistar e a satisfação de conhecer: Luiz Raimundo, Macedo, Conrado, Oswaldo, Cipriano, Orisvaldo e Manuel, estes quatro últimos de sobrenome Ferreira. O senhor Franklin Bonifácio, Carlos Alberto, Seu Chicó (Francisco Ferreira) e Fonseca. Todos relativamente bem de saúde e disponíveis para conversar sobre “as coisas de Suez”. Dentre estes as profissões são variadas: taxista, dentistas, médicos, pequenos empresários e ex-militares aposentados. Nem todos têm o mesmo patamar de bem-estar social e econômico, mas estão ávidos por contar suas experiências e esperam o reconhecimento, inclusive do próprio exército brasileiro que não os distinguiu e nem os distingue como tais.

Todos merecem o nosso respeito, carinho e o reconhecimento pela difícil Missão militar e humanitária que empreenderam de forma voluntária em terras tão distantes, com povos tão diferentes e seus costumes, danças, músicas, cheiros e comidas tão distintas daquelas que deixaram aqui no Brasil.

São, portanto, dignos da comenda que receberam ainda que de forma apenas simbólica posto que não daria para repartir o prêmio em dinheiro com milhares de bravos soldados da paz de diversas nacionalidades. Entretanto, todos têm o direito de ostentar a menção de ganhador do Prêmio Nobel da Paz. São cavalheiros do mundo. Não pertencem mais apenas às suas famílias, aos amigos e ao nosso estado e nem à instituição que – para muitos - lhes virou as costas quando retornaram ao país, consagrados pelas medalhas de honras ofertadas pela ONU por suas participações, dignidade e bravura.

A cada um dos que foram citados e aos que ainda não tive o privilégio de conhecer gostaria de parabenizar e reconhecer a extrema importância de cada um de vocês na condução de uma década de relativa calma e paz na fronteira árabe-israelense. Já se passaram trinta e nove anos desde o retorno do último contingente brasileiro que, inclusive, tinha três piauienses – Macedo, Fonseca e Carlos Alberto. Eles preservaram paz e vidas e ganharam um mundo cheio de histórias e memórias pra contar, mas permanecem na escuridão do ostracismo, desconhecidos da maioria dos seus conterrâneos. Urge o resgate dessa dívida, das histórias e das memórias dos veteranos de Suez.


MANOEL RICARDO ARRAES FILHO
Departamento de Geografia e História
 

Teresina.
Teresina é uma cidade brasileira, capital do estado nordestino do Piauí.
É a única capital da Região Nordeste que não se localiza no litoral.

História & Cultura

A origem da cidade está ligada ao rio Poti, que deu nome à Vila Nova do Poti, depois denominada Teresina em homenagem à Imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II. Foi fundada em 16 de agosto de 1852 com a designação de Vila Nova do Poti. A cidade é a capital do estado desde 1852, quando o conselheiro José Saraiva fundou-a, transferindo a sede administrativa da Província do Piauí da cidade de Oeiras para a atual capital, Teresina.

Outros comentam que a criação da capital Teresina teria sido uma medida político-estratégica, sob o fato de que a cidade de Caxias, do estado vizinho do Maranhão, estava ameaçando a hegemonia da região norte do estado do Piauí, tendo então o conselheiro transferido a capital para resolver a questão da centralização no estado.

Clima & Geografia

Quente em qualquer dia do ano, as temperaturas têm pouca diferença se compararmos os meses mais quentes com os meses mais frios, onde podem as vezes superar os 40°C e a mínima raramente é inferior a 20°C. Até mesmo o mês mais frio da cidade (fevereiro), tem uma temperatura anual alta: máxima de 32°C e mínima de 22°C. O mês mais quente é outubro e a temperatura média é de 37°C ao dia e 23°C à noite(às vezes de manhã).

A chuva influencia muito na temperatura da cidade, os meses mais frios (dezembro-abril) são os mais chuvosos, assim, a umidade na cidade e a água fria diminuem a temperatura, então nesses meses a temperatura vai ser mais baixa. Dentre esses meses, o mais chuvoso é abril, chove cerca de inacreditáveis 287 mm. O período mais seco (junho-outubro), possui temperaturas mais elevadas. O mês mais seco é agosto, chove cerca de somente 13 mm.

Atualmente, devido o aumento do efeito estufa, Teresina tem sofrido mudanças em seu clima, pois em anos em que ocorre o fenômeno El Niño, a sua temperatura tende a aumentar e assim também a sensação térmica ser superior aos 40 graus, além de reduzir os dias chuvosos para os meses de março a maio. O fenômeno La Niña, ao contrário, provoca maior alívio para a cidade, pois os efeitos são de aumento do número de chuvas e queda das temperaturas. Geralmente nesse fenômeno tem-se período chuvoso de dezembro a junho.

Uma peculiar característica das chuvas da cidade é por serem rápidas (normalmente não ultrapassam os 30 minutos) e bastante fortes (grande força da água e ventos). A incidência de raios também é muito comum, inclusive dando à capital o título informal de capital dos raios.

 

de theojr <theojr@terra.com.br>
data 04/07/2008 20:25
assunto artigo sobre Btl.Suez- TEXTO DE RICARDO ARRAES

Recebi do Professor RICARDO ARRAES- Piauí
De: "ricardoarraes" ricardoarraes@uol.com.br
Data: Fri, 4 Jul 2008 18:13:02 -0300
Artigo meu publicado na página da UFPi (Universidade Federal do Piauí). 
Forte abraço Ricardo Arraes
http://www.ufpi.br/cchl/artigos.php?idDoArtigo=77

COMENTÁRIOS

De: Theodoro da Silva Junior <theojr@terra.com.br>
Data: 16/11/2006 (08:19:05)
Assunto: SOBRE O SITE

Caros amigos do site Btl.Suez.

Para conhecimento dos amigos, e com muita alegria, tomo a liberdade de repassar a Mensagem que recebi do Professor RICARDO ARRAES, atualmente empenhado na finalização dos trabalhos de pesquisas sobre a participação do Brasil (Btl.Suez) na Missão UNEF, com vistas a obtenção de Grau em Doutorado, na Universidade Federal do PIAUÍ.
O Professor Arraes está em fase final das pesquisas e na elaboração da Monografia, cujo tema é o Btl.Suez, pois dentro em breve fará a apresentação da Monografia e defesa da Tese para conclusão do Curso de Doutorado da Universidade Federal do Piauí, oportunidade em que nossa história do Btl.Suez estará, mais uma vez evidenciada.
Agradecemos ao empenho e valorização da nossa história, demonstrado na dedicação do ilustre Professor na busca da procura por informações. Bem como prestamos o nosso agradecimento pelo reconhecimento, agora exteriorizado, das boas novidades e informações que ele encontrou em nosso Site, e/ou nas entrevistas que fez com alguns dos nossos companheiros da Missão Suez.
Abrçs. Theodoro


4º Mensagem

----- Original Message -----
From: "ricardoarraes" <ricardoarraes@uol.com.br>
To: "theojr" <theojr@terra.com.br>
Sent: Thursday, November 16, 2006 1:36 AM
Subject: sobre o site


Olá Theodoro,

Há vários meses não visitava o site do Batalhão Suez. Tive uma agradável surpresa.

Gostaria de parabenizar os idealizadores, mantenedores e responsáveis pelo formato e disponibilidade de informações do Site.
Desde a primeira vez que acessei vejo uma ótima evolução, e agora está ainda mais dinâmico, mais rico em dados e informações em comparação com o passado recente. Está também mais bem idealizado e muito abrangente.

Parabéns a todos os idealistas do Btl.Suez.

O Site Btl.Suez, é rico de informações para professores, historiadores e pesquisadores (como eu), uma rica fonte de pesquisa, esclarecimentos e orientação sobre a história desta grande "aventura" e formação de caráter dos muitos brasileiros que foram servir na Missão de Paz no Egito e alhures.

Minha saudação à todos
Ricardo Arraes


3º Mensagem = PESQUISA

EXTINÇÃO DA UNEF 

Prezados amigos Boinas Azuis,

Gostaria muito das suas opiniões e perguntar-lhes algo que me intriga: Ora, Theodoro, e demais Boinas Azuis.
No teatro de operações preparatórias para a guerra iminente entre Egito e Israel, o presidente egípcio Gamal Nasser pediu que as tropas da UNEF deixassem a fronteira ainda no mês de maio (extinção em 19/05/67). Então porque a 05 de maio quando eclode a Guerra dos Seis Dias, a aviação e a infantaria de Israel ainda encontraram suecos, indianos, iugoslavos e brasileiros na Faixa ? As várias baixas entre feridos e mortos teriam sido evitadas. 

Gostaria que vocês pudessem comentar essa passagem, ela seria de grande valia e de enorme ajuda para meu trabalho no sentido de esclarecer o porquê da permanência na Faixa mesmo com a extinção da UNEF. 

Outrossim, sem querer estar abusando ainda mais das suas paciências, pelas quais nutro uma enorme gratidão e compreensão, porém gostaria de saber se esta questão poderia ser enviada para Fernando Vargas, Sérgio Dias e o Stans Zouain? 

Gostaria de ganhar esse presente contendo as opiniões de todos.

Agradeço.

Um enorme abraço do Ricardo Arraes 

De: Theodoro da Silva Junior <theojunior@uol.com.br> 
Data: Sun, 17 Apr 2005 19:29:27 -0300


2º Mensagem

De : "ricardoarraes" <ricardoarraes@uol.com.br> 
Para : boinasazuis@hotmail.com 

Assunto : Batalhão de Suez 

Data : Mon, 25 Aug 2003 01:10:09 -0300 

Olá pessoal do boinas azuis,

sou Ricardo Arraes, professor da Universidade Federal do Piauí, e atualmente estou preparando meu projeto de doutorado cujo tema é o Batalhão de Suez. Essa história ainda é pouco trabalhada e, portanto, desconhecida dos brasileiros. Assim sendo gostaria de poder contar a vossa colaboração no sentido
de troca de informação acerca de publicações (revistas, livros e fotos) sobre o Batalhão. Possuo atualmente cerca de mais de 400 (quatrocentos)slides retratando as campanhas do 19 e 20 contingentes, entre 1966 e 1967.mas em relação à publicações sobre o Batalhão não possuo nada. dai a necessidade de vossa colaboração.
certo de terei resposta breve a afirmativa desde já agradeço e me coloca a disposição para esclarecimentos.
um abraço
Ricardo Arraes


1º Mensagem

Data: Mon, 25 Aug 2003 00:50:31 -0300
De: ricardoarraes <ricardoarraes@uol.com.br

Assunto: Batalhão de Suez

Caros amigos, 

A História do Batalhão de Suez ainda não foi devidamente escrita e analisada. Este tem sido o tema sobre o qual escrevo meu projeto de doutorado. Assim sendo, gostaria de poder contar com sua colaboração no sentido de troca de idéias e informações, acerca de material já escrito e como encontrá-lo (fotos, livros e revistas). 

Certo de que terei resposta breve e afirmativa 
desde já agradeço 
Ricardo Arraes


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