ORIGEM DOS CONFLITOS
Origem dos
povos:
Palestina: corresponde à Judéia e à Canaã do mundo antigo. Os romanos se referiam à Síria Palestina, que era a terra dos filisteus (philistinos).
Israel: em hebraico a palavra Israel significa “Vencedor de Deus”, de isra (venceu) e el (Deus). Em 1948, foi instituído o Medinat Israel (Estado de Israel). Lembre-se que as palavras Judeus e Hebreus são sinônimos.
O conflito entre árabes e judeus tem origem muito remota. Analisando a Bíblia encontramos a história de Abraão, que obedecendo o comando de Deus, deixou a Mesopotâmia e estabeleceu-se em Canaã - passando assim a ser a Terra Prometida dos judeus. Abraão teve vários filhos entre eles, Isaac e Ismael, dos quais descendem respectivamente os judeus e os árabes. Jacó, neto de Abraão e filho de Isaac, e os filhos deste, mudaram-se para o Egito onde foram escravos durante 400 anos, até retornarem a Canaã. Visando recuperar a Terra Prometida, Moisés, líder dos judeus libertou-os do escravismo do Egito fazendo uma peregrinação de 40 anos pelo deserto, durante a qual formaram o seu caráter de povo livre. Concretizando seu ideal, o povo judeu estabeleceu-se às margens do Rio Jordão, na antiga Palestina, onde mais tarde resolveram expandir suas fronteiras, durante o reinado de Salomão, que consolidou a Monarquia Judaica.
O império passou a se estender do Egito a Mesopotâmia (ver figura ao lado). Em seguida, dividiu-se em dois pequenos reinos, que logo foram dominados pelos Babilônios que expulsaram os judeus deste território. Os Babilônios foram dominados pelos Persas, estes pelos gregos e, estes últimos, pelos Romanos.
Antes do início da disputa por Canaã, judeus e árabes viviam em harmonia, por muitas vezes sofreram os mesmos destinos, contra inimigos comuns.
No século XIX, a maioria dos judeus concentrava-se no Leste Europeu. Nesta época, conseguiram muitas vitórias, desenvolveram idéias sionistas (de Sion, colina da antiga Jerusalém e que deu início ao movimento para a construção de uma nação judaica), dedicavam-se ao comércio e ao empréstimo de dinheiro a juros.
O jornalista judeu Theodor Herzl, em 1896, criou o movimento sionista, cujo objetivo era estabelecer um lar judeu na Palestina. O povo, então, deu início à colonização do país e, em 1897, fundou a Organização Sionista Mundial.
Depois da 1ª Guerra Mundial, os países europeus, de olho no petróleo e na posição estratégica da região, passaram a dominar a área. Em 1918, a Inglaterra ficou responsável pela Palestina. Um ano antes, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Lord Balfour, apoiou a fundação de uma pátria nacional judaica na Palestina. Isto aconteceu ao mesmo tempo em que os ingleses haviam prometido aos árabes a independência em troca de apoio para ajudar a expulsar os turcos da região.
Com a Revolução Industrial e o desenvolvimento das burguesias européias, os judeus acabaram sendo responsabilizados pelo alto índice de desemprego e pela concorrência com as classes dominantes. Com isso, nos países em que viviam, os judeus foram confinados a guetos, sofreram várias perseguições e massacres. O resultado destes fatos acarretou ainda mais a migração para a Europa Ocidental e Palestina.
Esta volta para a Palestina ocorreu através da criação de Kibutz (fazendas coletivas) e cidades; além de lançar a luta pela independência política; neste período, começaram os choques entre judeus e árabes, que assistiam aos judeus conquistarem significativa parte das terras boas para o cultivo, fatos que desencadearam os conflitos entre árabes e judeus.
Os judeus criaram um exército clandestino (Haganah) para proteger suas terras e, à medida que crescia a emigração judaica para a Palestina, aumentavam os conflitos. Durante a 2ª Guerra Mundial - em função da perseguição alemã -, a emigração judaica para a região aumentou vertiginosamente e a tensão chegou a níveis insuportáveis: os britânicos, na época, tomaram partido dos Aliados e os árabes, do Eixo.
Em 1936, quando os judeus já constituíam 34% da população na Palestina, estourou a primeira revolta árabe. Bases e instalações inglesas foram atacadas e judeus foram assassinados. A Inglaterra esmagou a rebelião e armou 14 mil colonos judeus para que pudessem defender suas colônias.
Pouco tempo depois, a Grã-Bretanha tentou controlar a emigração judaica para a área e, desta vez, os judeus atacaram os ingleses. Em 1946, o quartel-general dos britânicos foi dinamitado e 91 pessoas morreram.
Apesar destes ataques, os judeus conseguiram apoio internacional devido ao Holocausto, que exterminou mais de 6 milhões de judeus. Desde então, os Estados Unidos passaram a pressionar a Inglaterra para liberar a imigração judaica para a Palestina.
Em 1948, os ingleses deixaram a administração da região para a Organização das Nações Unidas que, sob o comando do presidente norte-americano Harry Truman, determinou a divisão da Palestina em duas metades. Os palestinos, que somavam 1.300.00 habitantes, ficaram com 11.500 km2 e os judeus, que eram 700.000, ficaram com um território maior (14.500 km2), apesar de serem em número menor.
Os judeus transformaram suas terras áridas em produtivas, já que era uma sociedade moderna e ligada ao Ocidente, aumentando ainda mais as diferenças econômicas entre judeus e árabes, que sempre tiveram uma filosofia fundamentalista e totalmente contrária ao Ocidente.
Neste mesmo ano, o líder sionista David Bem Gurion proclamou a criação do Estado de Israel. Os palestinos reagiram atacando Jerusalém que, segundo a ONU, deveria ser uma área livre.
Desde então, o Oriente Médio se tornou palco de conflitos entre israelenses e palestinos. O motivo da guerra está muito além das diferenças religiosas, passa pelo controle de fronteiras, de terras e pelo domínio de regiões petrolíferas.
Guerra - Mortes e Intolerância na Terra Sagrada
Guerra da Independência de Israel:
Em 14 de maio de 1948 é proclamado o Estado de Israel, que tem David Ben-Gurion como primeiro-ministro. Cinco países árabes enviam tropas para impedir sua criação. A guerra termina em janeiro de 1949, com a vitória de Israel e o desaparecimento do Estado árabe-palestino previsto pela ONU. Os israelenses passam a controlar 75% do território da Palestina.
Guerra de Suez:
Em 1956, Israel aproveita a crise do Canal de Suez e se alia à França e ao Reino Unido para atacar o Egito na península do Sinai e na Faixa de Gaza. Por intervenção da ONU e sob pressão dos EUA e da extinta União Soviética (URSS), as tropas israelenses retiram-se da região.
Guerra dos Seis Dias:
Conflito armado que ocorreu em 1967 entre Israel e a frente árabe,
formada por Egito, Jordânia e Síria e apoiada por Iraque, Kuweit, Arábia
Saudita, Argélia e Sudão.
Em meados de 1967, o crescimento das tensões
árabe-israelenses leva ambos os lados a mobilizar suas tropas. Os israelenses,
fortemente armados pelos EUA, tomam a iniciativa do ataque. No dia 5 de junho
investem contra nove campos de pouso e aniquilam a Força Aérea egípcia ainda no
solo, fora de ação. O pretexto é a intensificação do terrorismo palestino no
país e o bloqueio do golfo de Ácaba, no mar Vermelho, pelo Egito – passagem
vital para os navios de Israel. Ao mesmo tempo, forças blindadas israelenses
atacam a Faixa de Gaza e o norte do Sinai. A Jordânia abre fogo em Jerusalém e a
Síria intervém no conflito. Mas, no terceiro dia de luta, o Sinai inteiro já
está sob o controle de Israel. Os israelenses impõem uma derrota devastadora aos
adversários, controlando também a Cisjordânia, o setor oriental de
Jerusalém e as Colinas de Golã, na Síria. A resolução da ONU de devolver os
territórios ocupados é rejeitada por Israel. Como resultado da guerra, aumenta o
número de refugiados palestinos na Jordânia e no Egito. Síria e Egito estreitam
as relações com a extinta URSS e conseguem a instalação de novos mísseis
perto do Canal de Suez.
Guerra do Yom Kipur:
Conflito armado que incorreu em 1973, entre Israel e os países árabes
vizinhos. Tem início com o ataque da Síria e do Egito às posições israelenses no
Sinai e nas Colinas de Golã, em 6 de outubro, dia em que os judeus comemoram o
Yom Kipur (Dia do Perdão), feriado religioso. Os árabes tentam recuperar as
áreas perdidas para Israel na Guerra dos Seis Dias, além de responder aos
bombardeios israelenses na Síria e no Líbano em busca das bases militares da
Organização para a Libertação da Palestina (OLP). A guerra dura 19 dias, não
provoca alterações territoriais e chega ao fim sob a intervenção das potências
mundiais.
Os sírios, ajudados por tropas jordanianas e iraquianas,
avançam ao norte em direção a Golã, enquanto as forças egípcias invadem pelo
sudoeste, a partir do Canal de Suez. Obrigam os israelenses a abandonar suas
linhas de defesa em Bar-Lev e os campos petrolíferos de Balayim, ocupando toda a
área do canal, de Port Said a Suez. Mas o contra-ataque de Israel força o recuo
de egípcios e sírios. Damasco é bombardeada e os blindados israelenses obrigam
as forças sírias a retroceder até as linhas demarcadas pela Guerra dos Seis
Dias. No Sinai, cerca de 200 tanques e 10 mil soldados de Israel cruzam o canal,
destruindo instalações de artilharia e bases de lançamento egípcias na margem
oeste. Pressões diplomáticas dos EUA e da extinta URSS impedem o massacre das
forças egípcias cercadas no canal. O cessar-fogo é assinado em 24 de outubro. As
posições vigentes ao final da Guerra dos Seis Dias são praticamente
restabelecidas com os acordos assinados entre Israel e Síria, em 1974, e entre
israelenses e egípcios, em 1975.
Cronologia - Um conflito que já dura 54 anos
17 de outubro de 2001
Extremistas do grupo palestino Frente Popular para a Libertação da
Palestina matam, num hotel de Jerusalém, o ministro israelense de extrema
direita Rehavam Zeevi.
28 de setembro de
2001
Seis palestinos morrem e dezenas ficam feridos em choques com
soldados israelenses durante protestos para marcar o primeiro aniversário da
Intifada.
9 de
agosto de 2001
Um terrorista suicida palestino detona
explosivos atados a seu corpo e mata pelo menos 15 pessoas, em um restaurante de
Jerusalém. Entre as vítimas estavam seis crianças e o brasileiro Jorge Ballaz,
60. Sua mulher e sua filha ficaram feridas. O grupo extremista Hamas reivindica
a autoria do atentado. O líder palestino Yasser Arafat condena a ação e sugere a
Israel um comunicado conjunto de cessar-fogo. O governo israelense, porém,
aprova uma reação militar.
1º de junho de 2001
Um terrorista suicida mata cerca de 15 pessoas e fere cerca de 70 na
orla de uma badalada praia de Tel Aviv. Foi o maior atentado terrorista desde o
início da nova Intifada.
6 de
fevereiro de 2001
O líder do partido Likud, Ariel
Sharon, 72, é eleito primeiro-ministro de Israel ao vencer o premiê trabalhista,
Ehud Barak, em 6 de fevereiro. Sharon obteve sua vitória prometendo segurança e
a retomada do processo de paz com os palestinos só depois do fim da Intifada
.
12 de outubro de
2000
Três soldados israelenses são mortos por uma multidão de
palestinos em Ramallah, na Cisjordânia. Israel retalia bombardeando postos
policiais palestinos em Ramallah e na cidade de Gaza. A Autoridade Palestina
divulga que considera os ataques uma "declaração de guerra".
28 de setembro de
2000
O líder direitista israelense Ariel Sharon visita a região do
Monte do Templo (Esplanada das Mesquitas para os árabes). Uma multidão de
palestinos encara o ato como provocação e realiza protestos que acabam em
confronto com o exército israelense. Nas duas semanas seguintes, os confrontos
se espalham pela Faixa de Gaza e pela Cisjordânia, deixando mais de 100 mortos
(a maioria absoluta é formada por de palestinos).
25 de julho de 2000
Um encontro com Ehud Barak e Yasser Arafat promovido pelo presidente
dos Estados Unidos, Bill Clinton, em Camp David, chega ao final sem um acordo de
paz definitivo. Nos meses seguintes, novas tentativas de reunir os líderes de
Israel e da Autoridade Palestina também não terão resultados concretos.
10 de junho de 2000
Morre o presidente Hafez al-Assad, da Síria. Em seu lugar, assume o
governo seu filho, Bashar al-Assad. O processo de paz no Oriente Médio entra em
nova fase de incertezas.
26 de março de
2000
O presidente dos EUA, Bill Clinton, encontra o líder sírio Hafez
al-Assad em Genebra, mas não consegue convencê-lo a retomar as negociações com
Israel.
21 de março de 2000
Israel finalmente entrega à administração da Autoridade Palestina
6,1% do território da Cisjordânia. É a última parte definida originalmente no
acordo de Wye River, em 1998. Palestinos e israelenses se reúnem para novas
negociações em Washington.
13 de fevereiro de
2000
Negociações sobre o status definitivo da Autoridade Palestina
entram em impasse depois de vencer o prazo para que fosse firmado um acordo
preliminar.
3 de fevereiro de
2000
Encontro entre Ehud Barak e Yasser Arafat, para tentar colocar
em prática a retirada das tropas israelenses da Cisjordânia, como foi
estabelecido no acordo de Wye.
15 de dezembro de
1999
Barak se encontra em Washington com o ministro do exterior da
Síria, Farouk al-Shara, para a mais importante reunião já realizada entre
representantes dos 2 países. As negociações entre Israel e Síria são retomadas
no ano seguinte, mas suspensas em 17 de janeiro, sem maiores esclarecimentos. O
fracasso das reuniões provoca uma nova onda de violência no Líbano.
6 de dezembro de
1999
As negociações para definir o status definitivo da Autoridade
Palestina emperram com a saída dos representantes palestinos da mesa de
discussões, em protesto à construção de novos assentamentos de judeus na
Cisjordânia. O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, no dia seguinte anuncia
a paralisação das obras de construção de 1800 casas para judeus nos arredores de
Jerusalém.
8 de novembro de
1999
Retomada das negociações entre Israelenses e Palestinos, para
definir o status definitivo da Autoridade Palestina.
5 de setembro de
1999
Os israelenses e palestinos assinam um tratado de revisão,
baseado no acordo de Wye, com o objetivo de dar novo alento ao processo de paz
no Oriente Médio.
19 de maio de
1999
O líder do Partido Trabalhista de Israel, Ehud Barak, é eleito
primeiro-ministro, sucedendo Binyamin Netanyahu. Barak promete governar em nome
de todos os israelenses.
7 de fevereiro de
1999
Morre o rei Hussein da Jordânia, que liderou as iniciativas
para promover a normalização das relações entre os países Árabes e Israel. O
primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu lamenta a perda, e diz que a dor
do povo israelense "é quase a mesma que a do povo da Jordânia".
4 de janeiro de
1999
O Parlamento israelense aprova a antecipação das eleições para
17 de maio, depois que desaba a coalizão que sustentava no poder o
primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. O fim da coalizão foi reflexo direto do
esforço do primeiro-ministro para implementar os termos do acordo de Wye. O
governo israelense suspende o cronograma para implementação do acordo.
23 de outubro de
1998
Netahyahu assina o acordo de Wye, que determina a saída das
tropas israelenses de parte da Cisjordânia, que passaria ao controle da
Autoridade Palestina. O primeiro-ministro cede assim à pressão dos EUA, que
pedem o fim de 18 meses de estagnação no processo de paz. No acordo, fica
estabelecido que, cada vez que os Palestinos cumpram os compromissos assumidos
com Israel, as tropas israelenses vão se retirar de uma porcentagem do
território.
25 de setembro de
1997
Agentes de segurança israelenses, se fazendo passar por turistas
canadenses, fracassam na tentativa de assassinar um líder militar do grupo Hamas
na Jordânia, provocando uma crise nas relações entre Israel, a Jordânia e o
Canadá. A Jordânia força Israel a compensar a ação libertando o líder espiritual
do Hamas, Sheikh Ahmad Yassin.
4 de setembro de
1997
Um atentado suicida em um shopping center de Jerusalém mata 5
israelenses.
21 de março de
1997
Uma bomba em um café de Tel Aviv mata um palestino e três
israelenses, e fere 42 pessoas.
18 de março de
1997
Israel desafia a opinião pública mundial ao dar início ao
assentamento de Har Homa, completando o círculo de assentamentos judeus em
Jerusalém oriental.
17 de janeiro de
1997
Israel entrega 80% dos assentamentos de Hebron à Autoridade
Palestina, mas assegura o restante onde várias centenas de colonos judeus
convivem entre 20 mil palestinos.
Setembro de
1996
Conflitos violentos matam 61 árabes e 15 soldados israelenses
durante a abertura de um túnel arqueológico pelos israelenses em Jerusalém.
29 de maio de
1996
Eleições do primeiro-ministro e parlamento israelense. Shimon
Peres perde a eleição para Binyamin Netanyahu, que se posicionou durante a
campanha contra o programa de paz de Rabin-Perez sob o slogan: "paz com
segurança".
11 de abril de
1996
Israel começa um bombardeio de 17 dias no Líbano, a Operação
Vinhas da Ira. Guerrilheiros do Hezbollah atacam áreas ao norte de Israel. Em 18
de abril, Israel ataca uma base das Nações Unidas em Qana, matando 1800 civis
abrigados ali. Um relatório da ONU diz que o ataque foi intencional, mas Israel
nega. A violência termina com um acordo verbal para acabar com a morte de civis,
mas esse acordo é quebrado de tempos em tempos.
Fevereiro/março de
1996
Ataque suicida do Hamas, matando 57 israelenses. Peres suspende
as negociações com a Síria.
Novembro de 1995 -
março de 1996
Peres decide retomar negociações de paz com a Síria.
Um progresso considerável é conseguido em Wye, em Maryland, nos EUA.
4 de novembro de
1995
O primeiro-ministro Yitzhak Rabin é assassinado por Yigal Amir,
um estudante judeu ortodoxo que se opunha à retirada de Israel da Cisjordânia.
Shimon Peres se torna primeiro-ministro.
28 de setembro de
1995
Arafat e Rabin assinam o acordo de Taba (conhecido como Oslo II)
em Washington, para expandir o autogoverno palestino na Cisjordânia e Gaza e
permitir eleições palestinas.
26 de outubro de
1994
O acordo de paz entre Israel e Jordânia é assinado.
1º de julho de 1994
Arafat faz um retorno triunfal a Gaza para assumir sua nova posição
como chefe da Autoridade Palestina, depois de quase doze anos comandando a OLP
em Túnis.
Maio de 1994
Israel e a OLP chegam a um acordo no Cairo sobre a implementação
inicial do acordo de Oslo, incluindo uma retirada israelense de 60% da Faixa de
Gaza (excluindo assentamentos israelenses) e a cidade de Jericó, na Cisjordânia
O acordo do Cairo previa outras retiradas de áreas a serem acordadas nos
territórios ocupados. Um período de cinco anos tem início, onde deverão ser
discutidas questões relativas a Jerusalém, assentamentos, refugiados palestinos
e soberania.
25 de fevereiro de
1994
Um colono judeu promove um massacre de 29 palestinos que oravam
na mesquita principal Hebron.
13 de setembro de
1993
Yasser Arafat e o primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin
assinam a Declaração de Princípios, em Washington, baseada nas conversas de
Oslo. Israel reconhece a OLP e dá autonomia limitada à organização; em retorno,
quer a paz e o fim da reivindicação do território israelense.
25 de julho de
1993
Após a morte de sete soldados israelenses no sul do Líbano,
Israel lança a Operação "Responsabilidade", durante a qual o exército israelense
faz seu maior ataque ao sul do Líbano desde 1982. Cerca de 300 mil civis
libaneses fogem para o norte do país, durante o ataque que durou uma semana.
Janeiro de
1993
Começam conversações secretas entre Israel e a OLP, em Oslo.
Outubro de
1991
Abertura da Conferência de Paz de Madri, com delegações de
Israel, Síria, Jordânia, Líbano e os palestinos. Tem início também conversações
paralelas entre Jordânia e Israel e Síria e Israel.
14 de dezembro de
1988
Yasser Arafat condena todas as formas de terrorismo e reconhece
o Estado de Israel. O presidente norte-americano Ronald Reagan autoriza os
Estados Unidos para iniciar um "diálogo substantivo" com a OLP, apesar de Israel
permanecer hostil.
9 de dezembro de
1987
A "intifada" palestina contra Israel tem início na Cisjordânia e
em Gaza. Jovens manifestantes palestinos atiram pedras em soldados israelenses
nos territórios ocupados; os militares respondem com prisões e deportações. Mais
de 20 mil pessoas são mortas ou feridas.
1983-1985
Israel faz retirada em fases do Líbano, exceto
nas "zonas de segurança", no sul do país.
16 de setembro de
1982
Milícias cristãs aliadas de Israel entram nos campos de
refugiados de Sabra e Shatila em Beirute e massacram dois mil palestinos
desarmados; antes disso, membros da OLP foram forçados por Israel a se retirar
do Líbano.
6 de junho de 1982
Israel invade novamente o Líbano para forçar a retirada da
Organização pela Libertação da Palestina, liderada por Yasser Arafat.
Setembro de 1978
Egito, Israel e os Estados Unidos assinam acordos em Camp David.
Israel concorda em devolver o Sinai ao Egito em troca da paz e da normalização
das relações.
Março-junho de 1978
Israel invade o sul do Líbano e ocupa uma faixa ao sul do rio Litani
para proteger sua fronteira norte.
4 de julho de
1976
Comandos israelenses resgatam 98 reféns israelenses e judeus em
Entebbe, Uganda, na África, aprisionados por palestinos que seqüestraram um
avião Airbus da Air France.
6 de outubro de
1973
Egito e Síria atacam forças israelenses no Sinai e nas Colinas
de Golã no feriado judaico do Yom Kippur. Após algumas vitórias iniciais, eles
são forçados a se retirar pelos contra-ataques israelenses.
5 de setembro de
1972
Atiradores palestinos matam 11 atletas israelenses nas
Olimpíadas de Munique.
5 de junho de
1967
Israel ataca simultaneamente Egito, Síria e Jordânia, após
destruir a força aérea síria em um ataque surpresa. A Península de Sinai e a
Faixa de Gaza são capturadas do Egito, as Colinas de Golã são tomadas da Síria e
a Cisjordânia e o leste de Jerusalém, da Jordânia. Israel comemora sua vitória
dramática - em que mais do que o dobro do seu território foi capturado - como a
Guerra dos Seis Dias; para os árabes, tratou-se da al-Naqsa, um contratempo.
1956
O
Egito captura o Canal de Suez. Grã-Bretanha e França conspiram para retomar o
canal com a ajuda israelense. Israel invade o Sinai em outubro; Grã-Bretanha e
França "intervém" e ocupam a zona do canal, mas se retiram diante da pressão
norte-americana.
1948
Colonos judeus proclamam o Estado de
Israel (maio). Tropas britânicas se retiram. Começa a luta com vizinhos árabes,
que termina em outubro de 1949. Cerca de 700 mil palestinos saem ou são
retirados da área que tinha sido até então a Palestina, sob mandato britânico.
Israel anexa grandes áreas de terra. Jordânia e Egito asseguram a Cisjordânia e
a Faixa de Gaza, respectivamente. O controle de Jerusalém é dividido entre
Israel, na porção ocidental, e a Jordânia, na porção
oriental.
Divisão Territorial - Partilha e Poder
Entenda e visualize os domínios, acordos e divisões que
ocorreram na Palestina, através do tempo.
Um acordo secreto de guerra firmado entre a Grã-Bretanha e a França resolve dividir, entre estes países, as terras do seu inimigo, o Império Otomano. Entre os termos do acordo destacava-se o estabelecimento de um Estado Árabe no sul da Palestina.
Uma breve nota do Ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, A. J. Balfour, para o Lord Rothschild, um dos Judeus mais proeminentes na Grã-Bretanha, dizia que "o Governo da Sua Majestade apóia o estabelecimento na Palestina de uma nação para o povo Judeu".
Devido à crise de refugiados judeus e a imigração em massa para a Palestina, a qual poderia ficar fora de controle, a Grã-Bretanha aceita a Resolução Nº 181, da Organização das Nações Unidas (ONU), que divide o território sob o domínio da Grã-Bretanha em dois Estados: um Judeu e outro Árabe, onde Jerusalém seria uma entidade separada dos Estados criados e administrada pela ONU.
Com o fim do domínio Britânico na Palestina, líderes Judeus declaram o Estado de Israel. Os Estados Unidos da América (EUA) e a extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) reconhecem rapidamente o novo Estado. O povo Palestino Árabe junta-se a cinco Estados Árabes vizinhos, dando início à chamada Guerra da Independência de Israel, resultando na vitória israelense. Perto de 700.000 Árabes Palestinos fogem ou são forçados a abandonar suas terras.
As Resoluções 242 e 338 da ONU revivem o sentimento internacional contra a decisão de Israel em manter os territórios invadidos durante a Guerra dos Seis Dias: a Cisjordânia e o Leste de Jerusalém da Jordânia; a Faixa de Gaza e a Península do Sinai do Egito; e as Colinas de Golã da Síria.
Seguindo a iniciativa do egípcio Anwar Sadat, o então Primeiro Ministro de Israel, Menachem Begin, iniciou conversas que conduziram ao retorno da Península do Sinai ao Egito, resultando em um tratado de paz entre as duas maiores potências do Oriente Médio.