Há quem garanta ter visto
Em frente ao glorioso Regimento Itororó
Na cidade de Lorena
Um pelotão de homens em marcha.
A frente vinha o nobre coronel
Wanderlei Gomes Sardinha
Com seu olhar sereno
De espada em punho
Vinha à frente deste pelotão
Em cadência de marcha
Sua farda estava impecável
O peito cheio de medalhas
Ostentava em sua cabeça
O símbolo maior do Exército
A Boina Azul da Paz.
Logo atrás vinha um pelotão
De guerreiros, com uniformes brilhantes
Em seus peitos traziam medalhas
Vinham com bandeiras e estandartes
Representando as batalhas em todas as guerras
Seu canto era alto
A cadência era firme
Que o chão chegava a tremer.
Ao passar por aquela unidade militar centenária
Ouviu-se estrondos de canhões
Seguidos de um grande clarão
Centena de faíscas em cores iluminou o local
Viu-se dezenas de cândidas e titãs
Ao centro cercado por generais
Encontrava-se o deus da guerra
Com seus exércitos
Todos contemplavam aquele pelotão.
Ao passar, em marcha, cantando
Eram saudados por aquelas entidades da guerra
Enquanto o céu se abria, pétalas de rosas eram jogadas
Por milhares de querubins montados em pegasus.
Aos poucos tudo vai sumindo
O chão não treme
Já não se ouve o cantar dos homens
As trompas e clarins iniciam o toque de silêncio
No horizonte se vê a silhueta deste pelotão de heróis
Rumando ao infinito.
Missão cumprida, era realidade
Deus guarde estes heróis
Este era o último pelotão
Do invicto Batalhão Suez.
Este poema é dedicado ao grande amigo e comandante Coronel Wanderlei
Gomes Sardinha.
data 21/10/2008 22:44
Assunto: Um Poema ao Comandante Boina Azul e seu Pelotão