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Velho navio sem mastro,
Encanecido e arruinado,
Invalidado e liquidado.
Depois de singrar os mares,
Levando a mensagem da paz,
À todos cantos da terra...
Trazido por fim à costa
E solidamente amarrado,
Para lá ficar e enferrujar.
E ter suas entranhas,
Por traças devoradas...
(Hoje...)
Porém um teimoso Boina-Azul...
Deserdado também, pela sorte...
Fez dele seu ultimo refugio, e
Sonhador, remendou nosso estandarte
E improvisou um novo mastro
Já com seu orgulho restaurado
O pavilhão do Batalhão Suez
Altaneiro, tremula ao doce vento
Para que todos possam admirá-lo
Quiçá... até o fim de nossos dias ...
Edison Iabel, Soldado Intérprete do 20º Contingente.
(Inspirado no grande poeta americano Walt Whitman...)
De: Theodoro da Silva Junior <theojunior@uol.com.br>
Data: 24/12/2004 (00:02:51)
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