" REPORTAGEM SOBRE OS BOINAS AZUIS DA PARAÍBA "
Natal, 18 de Dezembro de 2005
Grupo que foi ao Haiti é condecorado
‘‘Aos 19 anos eu sai de Recife para ver beduínos comendo calangos ou qualquer coisa que achassem no deserto. Ser integrante de uma missão de paz foi uma das maiores experiências que vivi’’. Esse foi o comentário feito pelo presidente da Associação Brasileira de Integrantes do Batalhão de Suez (Abibs/PB), Hugo Lobo, momentos antes de ele condecorar um
contingente com cerca de 75 militares recém-chegados do Haiti. Numa solenidade realizada ontem à tarde no 7º Batalhão de Engenharia de Combate - Visconde de Taunay -.
Cerca de 20 norte-rio-grandenses receberam a medalha de Soldado da paz, todos trajados com o tradicional gorro azul.
Para acompanhar o evento, que teve como presidente o general Edílio Gaspar Filho, da 7ªBrigada de Infantaria, pouco mais de 200 familiares e amigos compareceram ao Batalhão de Engenharia. Segundo sua assessoria de comunicação, esse é o segundo grupo de militares que chega da missão de paz no Haiti em menos de duas semanas. No último dia 28, outros 75 voltaram para casa. Durante os seis meses em que estiveram na América Central, combatendo a guerrilha existente naquele país, os brasileiros foram remunerados pelas Organizações das Nações Unidas - em dólar.
Uma máquina fotográfica digital era quase um aparato obrigatório para os familiares que foram prestigiar a condecoração dos militares. Além da entrega de medalhas e da solenidade de desmobilização de contingente, a banda de música do Exército comandou um desfile em homenagem à chegada dos integrantes da missão de paz. O presidente da Abibs parabenizou os militares e comentou acerca das diferentes experiências por que passaram os missionários no Haiti e as vividas pelo Batalhão de Suez, entre 1957 e 67, na Faixa de Gaza.
Para Hugo Lobo, no Haiti os brasileiros tiveram de conviver com uma guerrilha que maltrata a sociedade civil daquele país há anos. Já no canal de Suez, entre Egito e Israel - numa missão de paz que contou com cerca de 6 mil brasileiros -, os militares do Exército viram os horrores de uma guerra travada entre nove nações, onde algumas delas contavam com um exército fortemente armado. ‘‘A missão no Suez demorou dez anos para ser cumprida devido às divergências étnica-religiosas existentes entre aqueles países. Mas a missão foi inesquecível e honrosa para todos nós’’, completou Hugo Lobo.
Fonte : Diário de Natal
De: Theodoro da Silva Junior <theojr@terra.com.br>
Data: 1/01/2006 (21:34:18)